INCONFORMISMO: A DOENÇA INFANTIL DOS RUBRO-NEGROS

Hoje à noite, contra o tinhoso Bragantino, o Vitória entra em campo para defender a liderança do campeonato pela quinta rodada seguida. Tal feito pode parecer banal, mas não para um time que iniciou a competição sob o signo da infâmia, com umas aves de mau agouro falando até em rebaixamento.

Aliás, por falar em rebaixamento, a impressão que se tem é que o clube frequenta os subsolos da tabela. Nos becos, vielas, bares e outros lugares mais ou menos insalubres desta província lambuzada de dendê e de exclusão, os exigentes Rubro-Negros estão a bradar contra a equipe. No último jogo diante do Oeste, no Barraquistão, as vaias beiraram a estridência histérica.

E as reclamações não respeitam as fronteiras. Lá da insossa capital federal, onde pretendo fazer uma baldeação antes de ir a Goiânia orientar o time na próxima semana, o menino Pedro larga o doce em tom quase que filosófico. “Nossa liderança é o triunfo da mediocridade”.

Óbvio que é quase impossível discordar desta sentença, especialmente após as duas últimas e vexaminosas apresentações. E é fato que não devemos nos contentar com ouro de tolo. Precisamos cobrar da equipe que torcemos a prática, pelo menos, de algo parecido com futebol.

Porém, nos últimos dias estive me raciocinando todo e cheguei à conclusão de que não precisamos também ficar nos martirizando. Se é verdade que o time não tem praticando o fino da bola, não é menos verdade que estamos numa competição em que os outros 19 clubes tem jogado menos do que a gente. E outra. Esta conversa de que esta “Série B” é a mais fraca da história eu ouço desde que me entendo por gente – e isto lá se vão algumas décadas. Todo ano a segundona sempre recebe epítetos parecidos.

Então, resumindo esta prosa ruim, o que quero dizer é o seguinte. Se a equipe não tem nos empolgado para que saiamos em uma comemoração infinda, também não podemos, estando no topo da tabela, viver de eternos resmungos. O nosso ancestral inconformismo tem que estar a serviço de dias melhores – e não apenas da estéril reclamação. Nécaras.

Afinal, caso fiquemos sempre botando gosto ruim, neste incessante coitus interruptos, nunca poderemos chegar à consagração da trepada homérica. E mais. Enquanto esta não chega, curtamos os gozos cotidianos.

P.S Por falar em coisas boas, nesta quarta-feira, às 16h30, todos têm um compromisso inadiável com a HISTÓRIA. É hora de esquecer trabalho, trânsito ruim, problemas na família, o caralho aquático e ir apoiar os meninos do SUB-20 na luta pelo título nacional.

Quem num for é mulher de Marcos Feliciano e/ou amante de Malafaia

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4 Respostas to “INCONFORMISMO: A DOENÇA INFANTIL DOS RUBRO-NEGROS”

  1. Elmo Campos Says:

    Seu frança, mesmo não morando em SSA, estive na ultima peleja, e vi com meus próprios olhos que ainda ão de enxergar por bastante tempo, meu time tomar sufoco do pobre Oeste. Nessa peleja lembrei de outras passagens do no professor Mancini por aqui, tinha um lateral direito e um ponta(Não vou escrever o nome desses FDPs) que ele insistia em escalar, mesmo não jogando porra nenhuma. O eleito da vez é o tal do Marcelo Matos, o cara acabou com a pegada do nosso meio campo, esse era o forte do Vitória sufocar o adversário roubar a bola no campo de ataque e matar o jogo logo na primeira meia hora de partida, agora com um a menos é impossível fazer isso.

    Agora um recado para nossa torcida, Flávio e Deivid buscaram o jogo o tempo todo, será que eles merecem mesmo ser vaiados? Nesse jogo especificamente 3 jogadores estiveram abaixo da critica, Escudero, Marcelo Matos e Vander.

    Vejam o jogo e deixem a imprensa de lado, eles não querem nosso bem.

    SRN

  2. Lionel Leal Says:

    Bom saber que Seo Franciel se fará presente na capital federal. Vou mandar dobrar a cerveja e quadruplicar o cepacol.

  3. Pedro Caribé Says:

    Seu França, mediocridade é sinônimo de conformismo com o mediano. Este campeonato está longe de ser fácil, ao contrário, o acho mais difícil do que você propagou rodadas atrás, após vencermos o CRB. Porém, ele não deixa de ser mediano, e nosso time na frente é o triunfo disso. A possibilidade de saltarmos em qualidade é os meninos Ramon, Flávio, Deivid e Marcelo desencantarem de vez, receberem a companhia de Rafaelson e seguirem a regência de Escudero. Porque este técnico não consegue sequer armar o time pra chutar de fora da área e cavar falta.

    Ps 1:O time de 2012 saiu da média ao ser taticamente disciplinado no primeiro turno. O de 2007, apesar de mais instável, tinha pontos de desequilíbrio técnico. E o de 1992, esse aí, papá, categoria com Arthurzinho e Zé Roberto.

  4. marciomelo Says:

    Agora vemos que o inconformismo não é infundado França.

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