O VITÓRIA VAI SE LIBERTAR

abril 15, 2015

Saio de meu obsequioso silêncio para solicitar que vocês dediquem um tanto assim de seus tempos ociosos para ouvir as palavras da salvação proferidas pelo intimorato Felipe Ventin. Cliquem no linque abaixo com urgência e divulguem, hereges. De nada.

http://goo.gl/YD7OtE

 

 

 

PUTAQUEPARIU O DESENCANTO!!!

fevereiro 2, 2015

O menino Nelson Rodrigues, sempre ele, costumava ensinar que as coisas ditas uma só vez permanecem inéditas. Portanto, dizia, faz-se mister repeti-las e repeti-las ad infinitum para que as mesmas não descambem para o anonimato.

Pois muito bem.

É exatamente por ainda acreditar neste axioma inicial que não me canso de gastar meu parco latim aqui defendendo a tese de que a divisão de base é uma das raras veredas que podem levar a um caminho da salvação para clubes periféricos, como é o caso do Leão. Fora disso, as possibilidades de êxitos para nosotros, os desvalidos, tornam-se ainda mais estreitas.

O problema, amigos de infortúnios, é quando esta mesma base, que deveria ser alicerce para nossos sonhos, ainda que fugazes, começa a dar sinais de que pode flertar com a infâmia e o desmantelo.

Ah, sêo françuel, deixe de xibiatagem. O senhor deveria era estar reclamando dos marmanjos, que não cansam de nos envergonhar“, protestou logo a moça do shortinho Gerasamba.

Nas CNTPs, e também fora delas, sempre costumo dar razão à referida de indumentárias mais escassa do que o saldo de minha maltratada conta bancária, porém, desta vez, retrucarei. Seguinte é este, minha comadre: num é de meu feitio gastar velas com defuntos ruins. Quando decidi ver a peleja ontem contra as sardinhas de Feira de Santana já sabia o que me aguardava. Nenhuma surpresa. Aliás, deste campeonato baiano nunca espero nada que fuja à rotineira e ordinária previsibilidade. Uns trocados de emoções, que ocorrem de quando em vez, já são contabilizados, antecipadamente, e sem nota fiscal, na conta do lucro indevido.

É fato que alguém reticente poderia ainda argumentar, não sem razão, que os meninos do Vitória têm sido um de nossos poucos orgulhos. Afinal, eles têm brilhado nos certames nacionais de modo constante. E, aqui na província, não fazem feio. Ontem mesmo brocaram as sardinhas de feira por 7 x 0.

É verdade, todo mundo tem razão, todos estão muito certos, tudo mundo é honesto, mas meu paletó sumiu.

Seguinte foi este.

De acordo com relatos fidedignos do menino Mateus Almeida, os guris Rubro-Negros, logo após o jogo, estavam  festejando ali no portão do antigo campo do Perônio. Até aí, tudo bem. Afinal, depois de uma vitória elástica nada mais natural que eles comemorem.

A desgraça, ainda segundo o apóstolo Mateus, foi o que eles “comemoravam”. Aspas para a minha impoluta fonte. “França, invés de vibrarem com o importante triunfo, tinha um sacana se gabando porque conseguiu enganar o juiz, dizendo que deu um tapa e ainda simulou uma falta”.

PUTAQUEPARIU A INVERSÃO DE VALORES!!!

É óbvio que um time de futebol não vai nem deve ser formado por freiras carmelitas. Ao contrário. A malícia pode e deve fazer parte da peleja. Porém, não é recomendável levá-la assim ao nível do paroxismo, da doença. Como é que você vence uma partida por 7 x 0 e a única coisa que você quer comemorar e relembrar é o fingimento, uma sacanagem, um tapa? Porra, num dava ao menos para falar sobre um gol, uma boa jogada, um drible desconcertante, nada?

Pois é. Diante do triste relato de Mateus sobre a presepada dos meninos da base, a vergonhosa atuação do time principal na estreia do campeonato baiano foi, pasmem, um papelão menor. Tudo foi para o baleio (que não é de Iemanjá)  como uma verdadeira ode ao desencanto.

FELIZ ANO VELHO

janeiro 23, 2015

Guiado por meu incorrigível otimismo, planejava retornar a esta impoluta tribuna de modo glorioso, proferindo boas e novas prosopopéias para a nação. Até a moça do shortinho Gerasamba ficou toda assanhada já pensando nos desfrutes. Porém, a diretoria do Vitória teima em não deixar que a felicidade desabe sobre este esperançoso locutor.

E, assim, uma vez mais, sou obrigado a ocupar o microfone para velhacas sessões de choro, ranger de dentes e falsas erudições. Então, de prima, saco logo do coldre uma quase citação do menino Friedrich Nietzsche – e constato: há anos que já nascem póstumos. E este traquino 2015, que nem bem começou, parece que vai percorrer esta sina triste. Mesmo ainda estando no prelúdio, já podemos sentir o seu sufocante cheiro de mofo, pelo menos na parte ligada ao latifúndio improdutivo do Ludopédio Rubro-Negro.

PUTAQUEPARIU O DESENCANTO!!!

Os mais apressados podem até achar, não sem razão, que tanto e tamanho desalento é por causa da perda do primeiro torneio do ano, após o vexame, na noite de ontem, também conhecida como quinta-feira, diante do fraco time do Náutico. Porém, em verdade vos digo: não é apenas um tropeço na insossa Copa Maranhão, um destes reles caça-níqueis de início de temporada, que iria abalar a fé deste peregrino que tem o couro curtido em seculares dissabores.

Sim, é fato que uma derrota é sempre uma derrota, especialmente uma assim, já sob o signo do simbolismo da estreia, uma partida que deveria marcar um recomeço após um 2014 de incontáveis desmantelos. Porém, como diria os comunistas de antanho, o fulcro da questão é outro, muito mais grave.

O que efetivamente me atormenta e creio que também perturba os mais de numseiquantomillhões de torcedores é a falta de perspectiva, é a total inexistência de quaisquer sinalizações de mudanças. Esta é a verdadeira e mais cruel derrota neste começo de 2015. Continuamos sob o (des) governo de uma diretoria sem nenhum compromisso com a democracia, transparência e, consequentemente, sem respeito ao torcedor. Triste.

E o pior (sim, amigos de infortúnios, anda tem coisa pior) é que uma parte da (mal) dita oposição consegue ser ainda mais perversa (se é que isto é possível) do que os atuais gestores. Sob o comando de ex-presidentes e ex-diretores, esta galera tem a petulância de propor retrocesso ao já engessado Regimento Interno. Para que não diga que este meu pessimismo é consequência deste gosto de bota de sargento no canto da boca, provocado por esta ancestral ressaca de canjebrina ruim, mando logo umas aspas sobre a proposta dos referidos oposicionistas em relação à democratização. Ouçam a infâmia em negrito.

Curto prazo – Torcida elege representantes, que elege conselho deliberativo, que por sua vez elege conselho diretor;

A médio prazo – Torcida elege conselhos deliberativo e diretor”.

Traduzindo. Os caras que já comandaram o Clube e agora aparecem como salvadores da pátria, propondo-se a melhorar as coisas, querem, pasmem, colocar ainda mais obstáculos na participação do torcedor. E pior. Desconhecem que hoje o sócio já pode votar diretamente para o conselho.

PUTAQUEPARIU A DESINFORMAÇÃO!!!

Pois muito bem, digo, pois muito mal. Caso me restasse um tantinho assim de juízo e amor (im) próprio, continuaria no meu obsequioso e longo silêncio que já dura exatos quatro meses. Mas sou teimoso. Por isso, estou aqui, mais uma vez, para conclamar os sócios-torcedores que não joguem a toalha. Mais do que nunca, é o momento do torcedor  tomar o destino do Clube em suas mãos. Por isso, e para não iniciar este ano sombrio sem uma centelha de esperança, solicito  uma vez mais que todos, que todos colem na corda do vitoria_livre@googlegroups.com (basta mandar um e-mail para este endereço  para participar do grupo de debates), movimento que tem lutado firmemente em prol da convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária com o simples e fundamental objetivo de democratizar nosso Clube e, assim, impedir que tenhamos mais um feliz ano velho.

Vamos nessa, rebain de incréus.

HOMILIA EM RESPEITO AOS FRACOS E OPRIMIDOS

setembro 23, 2014

Mais atrasado do que o goleiro Marcelo Lomba, só agora ocupo este impoluto espaço para resenhar sobre a peleja do último domingo, também conhecido como 21 de setembro. Antes, porém, sem longas nem mais delongas, aviso logo à praça. Caso o amigo ouvinte tenha comparecido a esta emissora, com gosto de sangue na boca, esperando que este brioso locutor achincalhe e humilhe o ex-rival do Esporte Clube Vitória, favor voltar outro dia ou sintonizar em outra estação no dial. Afinal, minha sólida formação cristã/marxista impede-me de tripudiar dos fracos. E estas sardinhas, convenhamos, são de uma debilidade ímpar.

É fato que muitos podem argumentar (não sem razão) que nossos ex-adversários são anêmicos, mas arrogantes. Porém, a afetação destas criaturas imodestas está ligada muito mais ligada a este axioma que minha finada genitora gostava de repetir do que a qualquer outra coisa. “Incutido é pior do que maluco”.

É isso. O problema deles, amigos, é exatamente de incutimento.

Seguinte foi este.

Depois que eles receberam umas bordoadas humilhantes na inauguração da velha fonte nossa, inventaram que a culpa era da antiga gestão. E mais. Que o tal o “baea democrático” não perderia para o Vitória, como se existisse um Bahia democrático, como se aquilo não fosse uma ficção, uma pantomina criada por marqueteiro para enganar incautos.

Mas, derivo.

O fato é que eles se apegaram a esta culhuda como se fosse a última tábua de salvação. E repetiam o mantra com a mesma insistência que os carros de som tocam os refrãos de pagode na praia de Boa viagem.

Como o Vitória estava (e ainda está) neste infindo descalabro administrativo, com reflexos nas 4 linhas, as sardinhas ficaram felizes por alguns meses e oito jogos. Porém, como dizia uma frase de autoajuda que ficava estampada nas paredes do Porto da Barra e que muito atribuem à vedete de Santo Amaro, “É incrível o poder que as coisas parecem ter quando elas têm que acontecer”.

E, neste último domingo, tudo conspirava para que as coisas acontecessem. Antes de tudo e de mais nada, era prenúncio da primavera, tempo ideal para entregar flores para defuntos. E o Vitória, com galhardia, seguiu a risca este ritual.

Devastadoramente superior, o escrete Rubro-Negro poderia ter imposto uma nova e antológica goleada, mas decidiu apenas recolocar as sardinhas no seu devido lugar de coadjuvante do futebol, posição que eles ocupam com denodo faz mais de duas décadas.

Noves fora o vacilo da zaga no início da partida, quando kieza (isto é nome de jogador ou de cosmético fuleiro?) fez 1 x 0, o Leão foi superior em todo o tempo. E menos de 5 minutos depois de sofrer o revés já havia igualado o marcador. O placar estava igual, mas a diferença de futebol e raça eram gritantes. O Leão encurralou completamente as sardinhas e meteu o segundo num chutaço de Luiz Gustavo, que era, até então, o jogador mais fraco, sem a mínima noção de ocupação do espaço que deveria ocupar em campo (Juan não conta. Este é um caso perdido).

 

O fato triste do domingo foi que perdi meu bolão. Como sabíamos que ia enfrentar uma ruína, botei 7 x !1. Paciência. Perdi o bolão, mas não perdi o senso de solidariedade cristão.

– Não, minha comadre, não adianta insistir. Repito o que já disse. Não vou espezinhar os mais fracos.

 

Aliás, o contrário. Estou aqui para ajudar. Por isso, informo o seguinte aos amigos que estão na zona, com dor de corno. Na Rua da Ajuda, número 39, tem uma boa loja de vinil. Lá, vocês encontrarão, ao menos, um disco de Odair José para se consolar. Caso contrário, torcida tricolor, é só voltar para vosso habitat natural na Ladeira Montanha, antes que o prefeito invente uma requalificação do ambiente e deixem vocês sem nenhuma possibilidade de abrigo.

Amém.

AVISO À PRAÇA

setembro 22, 2014

Sem longas nem delongas, o seguinte é este. Só escreverei a resenha do jogo amanhã ou quando passar a raiva. Afinal, perdi meu bolão. Botei 7 x 1  e o Vitória mete só dois num time fraco deste.

VÁ MATAR  A MÃE DO DEMÔNHO!!!

 

A VOLTA DO PRÍNCIPE DESENGONÇADO

setembro 18, 2014

Nome é destino. Este axioma é mais antigo do que o rascunho da bíblia. Aliás, por falar nas tais escrituras sagradas, reza a lenda que Abraão, na verdade, se chamava Abrão, Abram, em hebraico, que significa “Grande pai”. O problema é que o sujeito num tinha nem um filho. Então, Deus, que tudo sabe,  tudo vê e em tudo quer dar um jeitinho, inventou de consertar o erro, acrescentando mais uma letra a, transformando-o em Abraão, que corresponde ao “pai das multidões”. A propósito, conforme é de conhecimento da culta e religiosa platéia que sintoniza esta impoluta emissora, “pai das multidões” na grafia original pode ter as seguintes formas: אברהם, Avraham ou ‘Abhrāhām.

Mas, derivo.

O fato é que nome é destino, especialmente no futebol. Exemplo? Um meio de campo habilidoso jamais pode se chamar Tonhão. Quem carrega tal glória desde a pia batismal deverá percorrer as quatro linhas sempre na zaga, na zona do agrião, dando botinadas em atacantes distraídos. O time que tiver um Tonhão com a camisa 10 tá condenado à infâmia.

Derivo novamente, porém volto para garantir que, apesar de nome ser destino, um apelido, às vezes, pode mudar a sina de uma pessoa.

Sim, amigos de infortúnios, volto a falar dele, o homem, o mito, o pentelho, Willian Henrique. O sujeito tem nome de príncipe, mas biotipo e atuação daquele pirracento personagem de desenho animado. E o apelido pica pau entra na história dele exatamente para transformá-lo num herói improvável. Ao misturar plebe e fidalguia, nobreza e mass media numa mesma pessoa, temos, enfim, um cabloco cheio de pernas, de braços, com cabelos completamente malamanhados e uma vocação irremediável para santo salvador Rubro-Negro.

Na bela campanha de 2013, o referido fez 928 gols no Brasileirão, se não me engana o responsável pelo criterioso setor de estatísticas desta emissora. Este ano, talvez por conta desta estranha crise de identidade, ele tava preso em algum universo paralelo.

Ontem, porém, o sacaninha recomeçou sua saga no Vitória. Ao entrar no segundo tempo, tal e qual um raio da siribrina, seja lá que porra isto signifique, o time apático que perdia de 1 x 0 para o Fluminense, se transformou numa máquina de jogar bola, fazendo inveja até àquele time da Alemanha. Num foi à toa que Fred, ao pressentir novo massacre, não aguentou a pressão e pediu o velho e ordinário penico.

Sei que muitos aqui não acreditam em destinos e premonições, mas a melhor partida do príncipe Willian Pica Pau Henrique, Primeiro e Único, foi exatamente contra o Fluminense de Nelson Rodrigues, no Rio de Janeiro, em pleno Maracanã. Meninos, eu estava lá e vi. E chorei.

Por falar em choro e ranger de dentes, termino a homilia dando (lá ele) um conselho aos amigos tricolores. Façam urgentemente um curso de línguas, pois no clássico de domingo a madeira vai gemer em 18 idiomas e 26 dialetos. E só Willian Pica Pau Henrique sabe falar a língua dos anjos e dos 600 DEMÔNHOS.

Amém.

SOB O SIGNO DA LIDERANÇA

setembro 11, 2014

 

O ponteiro do relógio não marcava nem 21h, quando este rouco e incansável locutor decidiu ultrapassar as catracas do Parque Sócio Ambiental, Santuário Ecológico Manoel Barradas, o Monumental BARRAQUISTÃO. Os refletores ainda estavam apagados e o estádio completamente vazio, tanto literal quanto simbolicamente. Prevalecia um infame incômodo, proveniente não apenas da vergonhosa posição do time no campeonato. Era algo muito mais grave. Não havia torcida. E pior. Lá também não estava meu amigo João Sampaio, com quem frequentei aquelas arquibancadas nas últimas décadas.

Porém, depois de algumas fracassadas tentativas, havia decidido finalmente encarar e superar este difícil luto. É fato que eu já tinha visto uns jogos depois que ele se foi, mas este seria o primeiro depois desta complexa decisão. Desde sempre éramos uma dupla, desta que se forma por mágica, quando um gritava e xingava o árbitro, o outro orientava o time e vice-versa. A partir de agora, ou melhor, de ontem, eu tinha que aprender a ser só.

Felizmente, eu não estava só. Além de alguns amigos, que sempre encontro na tradicional esquina da zuada, contamos com a volta de Escudero.

Putaquepariu a categoria!!!

É impressionante como este rapaz sabe do jogo. Não é um craque formidável, não é um atacante matador, muito menos tem aquele brilho faiscante que encanta torcidas. Nada. Ou melhor, tudo. Ver Escudero em campo é como ouvir chorinho: sabemos que nada de mal vai nos acontecer. Ele joga e faz o time jogar por (boa) música.

E ontem não foi diferente.

Após chegar de uma longa viagem internacional (sorry, periferia), soube que o time Vitória estava praticando um futebol mais incompreensível do que os discursos dos candidatos a presidente, pronunciamentos estes que parecem ser redigidos por Mangabeira Unger.

Mas derivo. Derivo e volto para dizer que minha canhota organizou meu baba. Driblou, marcou, chutou a gol e, principalmente, com sua inexorável e quase silenciosa liderança, passou confiança à equipe. Até este goleiro paraguaio, que me pareceu um tremendo mão de quiabo, sentiu-se mais seguro. (Um fato notável foi que o camisa 1 no final do jogo ajoelhou e agradeceu aos céus. Pela leitura labial, deu para perceber que ele disse assim: “Obrigado, Maomé, por mandar este Messias chamado Escudero para nos salvar”).

Quem também se salvou foi Nino. Deu uma ou duas bragas, mas fez uma partida digna, assim como a deficiente zaga, que superou suas incríveis limitações. O resto do time (exceto Juan, que tem uma vontade louca de sempre  enojar o baba) cumpriu sua função, com mais ou menos brilho. Ah, sim. Vale um menção especial para Richarlyson, que abandonou sua estranha mania de dar toquinho para o lado e assumiu suas responsabilidades de coadjuvante de Escudero.

Enfim, mais do que a liderança do returno (sim, rebain de miseras, somos um dos líderes do returno), o triunfo sobre o Internacional restitui algo de sagrado ao time: a confiança de que é possível fazer diferente.

Então, é isso. A diferença para o G4 agora são de apenas 15 pontos. Recomendo a Corinthians e outras carniças que comecem a dançar com a bunda na parede pois a banda agora tem maestro que bota pra vê tauba lasca ni banda.

 

P.S.1 Por falar em madeira, digo apenas o seguinte para meus amigos sardinhescos: segure em minha laterna e balance, rebain de sacanas. Vão abanar seu carvão molhado, pois sou líder do returno.

P.S.2 E o coitado do Neto Coruja. A galera ontem no estádio estava dizendo que ele machuca mais do que Will. Vocês que são entendidos deste negócio, é isso mesmo?

 

AVISO À PRAÇA

setembro 10, 2014

Atenção, hereges.

Depois de um longo e tenebroso período, este rouco e incansável locutor decidiu que retornará ao labor nesta briosa emissora exatamente no simbólico 11 de setembro .

Aguardem e confiem.

 

OJERIZA À PRIMEIRA VISTA

maio 31, 2014

Agora, passadas as regulamentares 48 horas do fervor da peleja e com o auxílio luxuoso do distanciamento brechtiano, podemos, sem temor de equívocos ou exageros, fazer a seguinte afirmação em negrito: o time do Vitória fez uma partida heroica diante do brioso Goiás.

Mesmo para o mais rabugento torcedor, foi impossível não comemorar o empate conquistado em pleno Serra Dourada , na última quarta-feira à noite. Afinal, poucos são os times que conseguem tal resultado contra o brioso esmeraldino atuando com dois jogadores a menos em posições cruciais como a meia esquerda e zona do agrião. Ô, grória

Sei que alguns, para tentar dar contornos de epopéia à peleja, poderão dizer que o Rubro-Negro jogou sem ninguém na lateral direita, coisa, aliás, que já vem se repetindo há alguns jogos. Sim, é fato que as pessoas que fazem tal afirmativa não estarão totalmente equivocadas, mas prefiro tratar apenas de questões indiscutíveis, que não causem polêmicas. E, indiscutivelmente, souza e hugo foram (e são) as duas nulidades inquestionáveis  – menos, é óbvio, para o novo-antiquado técnico do Vitória.

PUTAQUEPARIU A TEIMOSIA!!!

jorginho (deixa em caixa baixa, revisor) nem bem desembarcou e já mostrou para o que não veio. Não veio para pensar em algo diferente do que aconteceu no trágico primeiro semestre. Ao contrário, ao apostar suas fichas em tais injúrias, o comandante (?) do Vitória dá mostras claras que vai investir na infâmia. E, talvez, no fim de ano, comemorar “heroicamente” a fuga do rebaixamento, como fez em nosso rival. E este é  o tipo de “glória” que não deve interessar a quem pensa, quer e luta por um Vitória forte.

Sei que muito podem dizer (não sem razão) que ele comandou (?) apenas dois jogos e que ainda é muito cedo. Porém, emulo o velho Sotero Monteiro – e afirmo sem medo de errar. “Quando um técnico mostra que vai apostar na infâmia, a gente percebe logo no arriar das malas”.

É isso.  jorginho, no Vitória, é um caso de ojeriza à primeira vista.

Solução? Simples. Ou ele muda, ou mudaremos ele.

 

P.S Por falar em mudanças, eis uma boa nova. O Vitória Livre já conseguiu mais de 200 assinaturas de sócios-torcedores com mais de 18 meses de associação para convocar a almejada Assembleia Geral e, assim, estabelecer eleições diretas em nosso Clube.

 

Participe desta luta. Eis o endereço http://groups.google.com/group/vitoria_livre .

APRÈS MOI LE DÉLUGE

maio 26, 2014

O menino Charles Baudelaire garantia que para não “sentirdes o fardo horrível do Tempo, que vos abate e vos faz pender para a terra, é preciso que vos embriagueis sem tréguas”.

Sábio ensinamento.

Porém, no futebol de Pindorama, não tem cachaça que dê jeito. Há um fardo inexorável que se impõe sobre aqueles que tentam construir uma biografia excepcional nas quatro linhas. E este peso insustentável também tem um nome parecido com canjebrina: Pelé.

PUTAQUEPARIU AS SIMBOLOGIAS!!!

Mesmo sendo um poeta em silêncio, o eterno camisa 10 da seleção parece ter lançado sobre as gerações futuras de craques uma praga igual àquela de Luis XV: Après moi le déluge.

E a tempestade que se abateu sobre seus pretensos sucessores nunca tem fim. Após a conquista do tri, no México, muitos tentaram, mas apenas dois jogadores conseguiram o feito de conduzir a equipe canarinho rumo à glória maior: Romário e Ronaldo.

E ambos sofreram a maldição do Rei.

Primeiro, foi o baixinho. Gênio incontestável na pequena área, não conseguiu ter a sabedoria real de parar na hora certa. E, no fim de carreira (sem trocadilhos, por favor), foi peregrinar por estádios e nações em busca de uma glória que não lhe deveria pertencer, o tal gol mil. Este vexame foi o requiém de uma longa e gloriosa jornada, que terminou de modo meio que decadente.

Foi assim que, naquela busca insana e inconformada, Romário protagonizou lances patéticos. Tentando dar um xeque-mate na idade, buscou a eterna juventude, se encheu de finasterida para cessar a inevitável queda de cabelos e, já nas prorrogações, foi humilhado e traído num  exame antidoping.

Por falar em traição, este infortúnio parece perseguir o outro escorpião desta fábula: Ronaldo Nazário de Lima. O menino Ronaldo é um fenômeno quando o tema central é a infidelidade.

Em 1998, ao saber da fofoca de que Pedro Bial batia um bolão com Suzane Werner, dizem que o centroavante não aguentou o tranco e deu caruara, que os médicos, eufemisticamente, chamaram de convulsão.

Depois, quando espalharam o boato de que houve a invasão holandesa de Clarence Seedorf (que jogava com ele na Inter de Milão) na zona do agrião de Milene Domingues, reza a lenda que nosso anti-herói tirou o sofá da sala. Fugiu do problema e foi para o Real Madrid, na Espanha.

Dizem os sábios que chifre é algo essencial na vida das pessoas, pois acaba humanizando o cristão. Ronaldo, porém, de vítima tornou-se algoz, transformando-se em protagonista de deslealdades. E foi traindo nas mais diversas áreas. Começou pulando de um time para o arquirrival, sem a menor cerimônia. E tome-lhe Barça, Real, Milan, Inter e, por fim, apesar de se declarar flamenguista, foi encerrar a carreira no Corinthians. Mas a iniquidade maior acontece agora, fora das quatro linhas. O que era sua glória no futebol, o apurado senso de oportunismo, acabou por se transformar em sua própria ruína.

Seguinte foi este.

Depois de bater bola com Dilma Rousseff e se lambuzar no impoluto Comitê Organizador Local (COL), ele agora diz que tem vergonha da Copa e afirma que vai jogar um baba do outro lado da rua com Aécio Neves.

E aí, uma vez mais e finalmente, entra a maldição de Pelé, no caso de Edson Arantes do Nascimento. As infâmias perpetradas por este no binômio futebol & política tornam-se somente folclore. Já nos outros, que tentam superá-lo, viram apenas e simplesmente canalhice.

É isso. Está escrito desde sempre que é impossível superar o Rei, seja na fama, na glória ou até mesmo na desonra. A maldição de Pelé é implacável. E ninguém a desafia impunemente, pois, no fim, é só dilúvio, choro e ranger de dentes.

Ronaldo parece que ainda não entendeu este axioma tão CLARO!


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