BRASIL, O PAÍS DO OXÍMORO

Brasil, teu nome é oximoro. Enquanto, de um lado, uns rebanhos de canalhas confessam que eles e os seus cúmplices estão “todos se cagando”, do outro surge a esperança: nada de arrego. É raça, raça & raça até o final do campeonato ou do mundo, o que dá no mesmo. É isso. Só teremos chances de enfrentar os poderosos assim, na tora, na raça, disgraça!.

Sim, sei que alguns metidos a realistas, podem dizer, não sem razão, que o América Mineiro num é exatamente um sinônimo das terríveis forças e grandezas de Pindorama. Ok, aquiesço, não sem antes lembrar que o Coelho é o atual campeão mineiro, ganhando o título em cima do Atletico. Porém, não é só isso. Afinal, como já não diria aquela dupla sertaneja Ortega & Gasset: um jogo é um jogo e suas circunstâncias.

“E quais foram as circunstâncias dessa peleja?” Pergunta-me a Moça do Shortinho Gerasamba, que anda mais sumida e calada do que ministro do STF depois das últimas gravações comprometedoras da infinda farsa de Pindorama.

E eu, que nunca deixo a referida sem resposta, explico. Seguinte, minha comadre. Até num sei quantos minutos do segundo tempo (não me pergunte a hora exata, pois não uso relógio), o jogo estava numa maresia dos 600 DEMÔNHOS. Nossa limitada agremiação, não conseguia criar nada. Em termos de ruindade, era pior do que o ministério de Dilma e de Temer juntos.

Como desgraça pouca é bobagem, Victor Ramos, que desde que parou de beber tá numa tremedeira do cão, com um síndrome de abstinência de fazer inveja a este etílico e cabeludo locutor, entregou, uma vez mais, a rapadura. E a casa, que já fedia a homem, piorou quando nosso lado direito (a direita num se cansa de querer enojar meu baba) ficou desfalcado do lateral infantilmente expulso.

Muitos, desesperados, já estavam pedindo até a volta da monarquia, quando o pequeno príncipe Alípio abandonou a realeza, se entregou à capoeira, se jogou no chão, deu um rabo de arraia reverso na bola, que sobrou para o IMPERADOR K NOVE mostrar como é que se faz.

Alguns pessimistas podem até dizer que foi cagada, aquiesço novamente. Mas ressalto que num foi aquela cagada desprovida de honra, como a que está a infestar Brasília & adjacências. No caso Rubro-Negro, ela veio temperada com raça. E talvez seja este o nosso caminho da salvação: força & cagada, ou, melhor dizendo: garra & sorte.

kieza

A foto Gazeta Press é do último domingo, mas esta raça tem que ser eterna.

 

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2 Respostas to “BRASIL, O PAÍS DO OXÍMORO”

  1. Dantas de BH Says:

    Franciel,
    Some não, rapaz, vc é uma figura e tanto. Os seus textos são fundamentados na visão real do jogo e com a marca extrovertida do soteropolitano. Como dizia o saudoso França Teixeira, “é de fazer fissura no osso”, algumas das suas expressões como: “600 demônhos”, “locutor etílico” etc.

    Parabéns, rubro-negro coerente,

    Grande abraço!

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