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SÓ ELSIMAR COUTINHO NA CAUSA

maio 30, 2016

Antes de tudo e de mais nada, gostaria de recorrer aos universitários para esclarecer a seguinte e fundamental dúvida que me aperreia já tem um século. Alguém aí sabe me informar quem é que Vander tá comendo no Vitória? Sim, só pode ser isso. Não há hipótese de ser apenas um reiterado e infindo equívoco (favor enviar cartas para esta emissora).

Por falar em equívoco, um dos erros mais graves que cometi em minha vida querida que num é nenhum mar de rosas foi fazer vasectomia. Agora, terei que procurar o cientista Elsimar Coutinho para tentar desfazer o desmantelo, pois ainda quero ser pai de uma menina e pedir aos orixás pra que ela se case com Willian Farias. Sim, é o mínimo que devo a este sujeito que, há séculos, tá combatendo, armando, desarmando, chutando e o caralho aquático enquanto que Amaral, ex-meio campista e atual baiana de acarajé, num tem dado um pique pra seu ninguém. Fica só girando no meio como se estivesse mexendo numa panela de vatapá.

Mas derivo. Vamos falar de jangada, que é pau que bóia (deixa o acento, revisor sacana).

Seguinte foi este. O juiz nem tinha apitado direito o início da partida e Victor Ramos já tava dando uma braga, se tremendo todo e querendo entregar a rapadura. Encostado no alambrado, gritei. “Ô, sacripanta, eu sei que você voltou a beber e num tá mais com crise de abstinência. Pare com isso”. Pronto. O sujeito voltou a praticar algo parecido com futebol.

Antes de voltar ao seu estágio etílico normal, ele ainda deixou um careca escroto (por que diabos todo jogador careca é tirador de onda?) com nome de menino de playground, um tal de Patrick, dar um peteleco e contar com o auxílio pernicioso do goleiro Fernando Miguel.

Solidariedade animal. Um peru livrando a cara do Galo.

Ok, ok, desculpe, minha comadre, não farei mais estas piadas de tiozão do pavê. Vamos adiante. O problema é que não havia como ir adiante. O menino Leandro Domingues, responsável pela criação, parecia que tinha comido a mesma feijoada que bati lá no Santo Antônio Além do Carmo.

PUTAQUEPARIU A MARESIA DOS 600 DEMÔNHOS!!!

Como desgraça pouca é bobagem, numa ponta do ataque tinha o menino David ciscando de forma completamente improdutiva e…vander. Desculpe novamente, mas sou obrigado a repetir a pergunta, agora em caixa alta que é pra ver se alguém escuta e responde. QUEM É QUE PORRA VANDER TÁ COMENDO NO VITÓRIA?

Pois muito bem, digo, pois muito mal. Na segunda etapa, parecia que a casa ia feder a homem. Fernando Miguel tentou pagar o peru realizando defesas incríveis enquanto Willian Farias, meu futuro genro (alô, doutor Elsimar Coutinho) protagonizava um paradoxo. Comia a bola e Amaral engordava mais ainda, aumentando aquela bunda de nego sambador, só no miudinho.

Depois que gastei 18 litros de cepacol gritando, perguntando, indagando, questionando quem vander (deixa em caixa baixa, maestro) tava comendo, o técnico Mancini ficou meio envergonhado e tirou o sujeito. Óbvio que, com as costas e as frentes quentes, o indigitado ainda saiu debochando, batendo palmas para quem o vaiava.

É graça uma porra dessa?

E quem num tá pra graça é o menino Kieza. Depois de um lançamento preciso de Victor Ramos (viu, sacana, que voltar à cachaça lhe fez bem?), ele ganhou do zagueiro e, com a categoria de quem conhece a zona do agrião, deixou o goleiro Victor mais perdido do que surdo em dia de bingo cantado e guardou a criança. Birro 4, gritou o locutor.

No fim, Alípio ainda teve a chance de garantir os três pontos, mas parece que incorporou o espírito de… vander. E mais não digo, que é pra num dar azar. Alô, Elsimar Coutinho, já passou da hora de capar este cidadão que envergonha a camisa 17 do Vitória.

Literalmente, no peito e na raça. O único erro de Kieza neste campeonato é esta chuteira colorida.

 

 

 

 

 

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BRASIL, O PAÍS DO OXÍMORO

maio 26, 2016

Brasil, teu nome é oximoro. Enquanto, de um lado, uns rebanhos de canalhas confessam que eles e os seus cúmplices estão “todos se cagando”, do outro surge a esperança: nada de arrego. É raça, raça & raça até o final do campeonato ou do mundo, o que dá no mesmo. É isso. Só teremos chances de enfrentar os poderosos assim, na tora, na raça, disgraça!.

Sim, sei que alguns metidos a realistas, podem dizer, não sem razão, que o América Mineiro num é exatamente um sinônimo das terríveis forças e grandezas de Pindorama. Ok, aquiesço, não sem antes lembrar que o Coelho é o atual campeão mineiro, ganhando o título em cima do Atletico. Porém, não é só isso. Afinal, como já não diria aquela dupla sertaneja Ortega & Gasset: um jogo é um jogo e suas circunstâncias.

“E quais foram as circunstâncias dessa peleja?” Pergunta-me a Moça do Shortinho Gerasamba, que anda mais sumida e calada do que ministro do STF depois das últimas gravações comprometedoras da infinda farsa de Pindorama.

E eu, que nunca deixo a referida sem resposta, explico. Seguinte, minha comadre. Até num sei quantos minutos do segundo tempo (não me pergunte a hora exata, pois não uso relógio), o jogo estava numa maresia dos 600 DEMÔNHOS. Nossa limitada agremiação, não conseguia criar nada. Em termos de ruindade, era pior do que o ministério de Dilma e de Temer juntos.

Como desgraça pouca é bobagem, Victor Ramos, que desde que parou de beber tá numa tremedeira do cão, com um síndrome de abstinência de fazer inveja a este etílico e cabeludo locutor, entregou, uma vez mais, a rapadura. E a casa, que já fedia a homem, piorou quando nosso lado direito (a direita num se cansa de querer enojar meu baba) ficou desfalcado do lateral infantilmente expulso.

Muitos, desesperados, já estavam pedindo até a volta da monarquia, quando o pequeno príncipe Alípio abandonou a realeza, se entregou à capoeira, se jogou no chão, deu um rabo de arraia reverso na bola, que sobrou para o IMPERADOR K NOVE mostrar como é que se faz.

Alguns pessimistas podem até dizer que foi cagada, aquiesço novamente. Mas ressalto que num foi aquela cagada desprovida de honra, como a que está a infestar Brasília & adjacências. No caso Rubro-Negro, ela veio temperada com raça. E talvez seja este o nosso caminho da salvação: força & cagada, ou, melhor dizendo: garra & sorte.

kieza

A foto Gazeta Press é do último domingo, mas esta raça tem que ser eterna.

 

O ANO (FINALMENTE) COMEÇOU

maio 24, 2016

Chega de mistificações. Neste grave momento da nação, mais do que nunca, faz-se mister falar algumas verdades que salvam e libertam. Assim, começo a mais esperada, abalizada, vilipendiada e aliterada homilia do Norte e Nordeste de Amaralina trazendo à baila o seguinte e inoxidável axioma.

Recebam.

Ao contrário do que pensam os incautos, o ano na Bahia não se inicia depois do Carnaval. Não e nécaras. Isto é uma das tantas culhudas proferidas pelas bahiatursas da vida para enganar turistas, otários e afins. Nesta província lambuzada de dendê e de exclusão, o calendário só tem início efetivo quando o Vitória começa a jogar bola. O resto é entressafra. E, como neste domingo, diante do Corinthians, o Leão praticou algo parecido com o Ludopédio, já se pode afirmar sem medo de errar: o ano, finalmente, começou. Atenção, hereges, acertem os ponteiros dos relógios, pois estamos em 2016. Pode vibrar, torcida brasileira!

É fato que o ano não começou sem sobressaltos. O setor direito da equipe (a direita sempre querendo me lenhar) tentou de todos os modos entregar a rapadura ao inimigo. Porém, logo na sequência, Leandro Domingues mostrou porque, mesmo capenga, ainda merece o título de SANTO. Driblou 18 DEMÔNHOS do time adversário e mandou a criança chorar no cantinho esquerdo. Já íamos soltar fogos para saudar a chegada do novo ano, quando a direita voltou a assombrar, abrindo as pernas para os poderosos sudestinos.

Como é público e notório, esta época de passagem é sempre um período de promessas. E se tem promessa, tem dívida. Foi assim que o Corinthians sofreu um gol duvidoso, alguns dizem roubado, mas, se foi roubado, apenas ocorreu a reparação de uma dívida histórica.

Mas derivo. O que eu queria mesmo dizer neste início de ano é o seguinte. Depois de me raciocinar todo e (re) ver e analisar 1.372 vezes o lançamento para o terceiro gol do Vitória diante do Corinthians, cheguei à óbvia conclusão de que os graves problemas & impasses de Pindorama podem ser resolvidos.

Como assim? Basta colocar Leandro Domingues na Presidência. Afinal, o cara que é capaz de fazer um lançamento daquele naipe, consegue tranquilamente executar tarefas menos complicadas, como a reunificação do país e outras mumunhas.

AMÉM?