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REUNIÃO DO CONSELHO E DEMOCRACIA*

setembro 24, 2015

Mais um jogo, mais uma ilusão desfeita, mais desculpas. A busca de culpados de sempre: volantes que não marcam, atacantes que não sabem fazer gol, zagueiros que falham na hora decisiva, goleiro que não sai do gol, “craque” que se esconde. E por aí vai, contratações absurdas e suspeitas, treinador teimoso que não sabe escalar o time, falta de esquema tático.

Mas o principal problema, a falta de transparência, seja financeira, seja administrativa, tem passado ao largo de toda esta “resenha”.

Passados mais de três meses da histórica mas, até então infrutífera Assembleia Consultiva, a resenha continua, assim como a falta de transparência e a falta de perspectiva de que o Sócio Torcedor do Esporte Clube Vitória passe a ser protagonista.

Mas nós, torcedores do ECV temos uma característica que nos identifica: a esperança, a capacidade de ficar de pé e acreditar.

Na próxima sexta-feira, 25/09, reunião do Conselho Deliberativo do ECV, convocado para tomar conhecimento da proposta de reforma do Estatuto.

Mais uma esperança que surge, mais uma expectativa de que o direito, que é nosso, de participar das decisões mais importantes, possa estar se aproximando.

A proposta a ser apresentada ainda não é conhecida. Mas, considerando que, entre os integrantes do grupo responsável pela condução da proposta de reforma, aqueles mais resistentes às mudanças, que coincidem com aqueles mais vinculados ao grupo que comanda o Clube há quase 10 anos, se afastou dos trabalhos para o qual foram designados, a esperança, ou pelo menos a torcida, é muito grande.

O torcedor, quando chamado a opinar na mencionada Assembleia Consultiva de junho, deu o seu recado.

O caminho rumo à democracia é inadiável, queremos nos ver representados na Direção e no Conselho de um novo Vitória.

Esperamos que a proposta de reforma atenda aos nossos anseios, esperamos também que os integrantes do Conselho demonstrem aquilo que propagam de forma tão veemente, que são verdadeiros rubro-negros. Que estejam em sintonia com os anseios já afirmados pelo sócio torcedor. Mas que entendam que não ficaremos só esperando. Somos os verdadeiros donos do Esporte Clube Vitoria. Chegou a hora! Seremos protagonistas!!

Queremos um Vitória grande,  queremos um Vitória campeão, queremos um Vitória Livre.

* Texto escrito por Claudio Lessa Paixão, torcedor e integrante do Conselho do Vitória

À ESPERA DE DOM SEBASTIÃO

setembro 19, 2015

Evitarei longas e delongas na explicação sobre o Sebastianismo até porque os cultos ouvintes rubro-negros que sintonizam nesta intimorata emissora sabem a história de cor e salteado. Não obstante, farei um breve resumo sobre o fenômeno apenas para não deixar órfãos alguns incautos que, de quando em vez, aportam nestas paragens.

Caneta e papel na mão, hereges? Então, anotem.

Seguinte. A referida chibança messiânica surgiu na segunda metade do século XVI, mais precisamente a partir do dia 4 de agosto de 1578, quando Dom Sebastião, então Rei de Portugal, bateu as botas na batalha de Alcácer-Quibir, em Marrocos. Como ninguém tirou foto ou mesmo uma selfie com o corpo do defunto, os lusitanos começaram a acreditar na lenda de que o “herói” voltaria para salvá-los. E ilusão, amigos de infortúnios, é um bicho contagioso. Tempos depois, muitos brasileiros,  especialmente em nossa querida e sofrida Região Nordeste, passaram a vivenciar e propagar esta culhuda salvacionista.

Pois muito bem. Mutatis mutandis, o mesmo se aplica ao Rubro-Negro.

A impressão que tenho é que o Vitória vive a esperar eternamente uma espécie de um ente que seria uma mistura de Dom Sebastião com a Viúva Porcina. É como se estivéssemos a aguardar o salvador que foi sem nunca ter sido. Parece que lutamos sempre para olvidar que o futebol (e a vida, o que dá no mesmo) é um projeto coletivo.

É óbvio que precisámos de atletas  diferenciados, que liderem a equipe e etc e coisa e tals, mas não podemos jogar todas as nossas esperanças (e consequentes frustações) em uma só pessoa. E foi exatamente o que aconteceu, uma vez mais, na peleja de ontem, em Natal. Mesmo depois de o time (o coletivo) ter feito uma apresentação razoavelmente decente diante do Mogi Mirim, Mancini resolveu mudar e recorrer ao nosso moribundo dom sebastião de plantão, que atende pelo nome de Escudero. E, no trágico empate diante do ABC, o time ficou mais capenga do que o argentino.

Calma, minha comadre, não precisa me xingar. Eu, que pratico e ensino o ludopédio em 18 idiomas, sei que o argentino é, de longe, o melhor jogador deste elenco. Aliás, não só deste. Em 2013, em nossa melhor campanha na era dos pontos corridos, ele teve participação fundamental.

Reconheço também que nossos infortúnios no ano passado decorrem, em boa parte, de sua ausência. Porém, volto a  repetir. Temos que ter sempre em mente que futebol é coletivo. E a verdade é que, desde a peleja contra o Santa Cruz (quando se machucou novamente), o dono da camisa 11 não mais se recuperou. E colocá-lo açodadamente não vai resolver nossos problemas. Ao contrário. A não ser que queiramos ficar ad infinitum colocando nosso destino nas mãos, digo, nos pés de uma só pessoa. E tal dependência, a história nos mostra cotidianamente, é tão ilusória quanto a volta de Dom Sebastião.

NÃO AO ESCÁRNIO

setembro 17, 2015

 

A chama do Barradão nunca vai se apagar

A chama do Barradão nunca vai se apagar

“Tu sabes,

conheces melhor do que eu

a velha história.

Na primeira noite eles se aproximam

e roubam uma flor

do nosso jardim.

E não dizemos nada.

Na segunda noite, já não se escondem:

pisam as flores,

matam nosso cão,

e não dizemos nada.

Até que um dia,

o mais frágil deles

entra sozinho em nossa casa,

rouba-nos a luz, e,

conhecendo nosso medo,

arranca-nos a voz da garganta.

E já não podemos dizer nada”.

 

Este trecho do poema de Eduardo Alves da Costa, erroneamente atribuído, por décadas, ao poeta russo Maiakóvski, serve muito bem para ilustrar a vil e vã estratégia usada pela atual direção do Vitória para mandar os jogos do Leão na velha Fonte Nova.

Primeiro, eles transferiram para lá a partida contra o Mogi Mirim. E as pessoas silenciaram, não disseram nada. Ou pior, aplaudiram. Afinal, era apenas um jogo terça-feira à noite. E, durante a semana, neste horário, era completamente aceitável, até preferível, que o time jogasse num estádio central.

Em seguida, eles marcaram o jogo contra o Payssandu também para a Fonte Nova. E as pessoas silenciaram. Ou pior, aplaudiram. Apesar de não ter mais o argumento do horário, nem do dia (a peleja contra o time paraense será em uma tarde de sábado), a alegação agora era que…qual é mesmo o argumento neste instante? Deve ser algo relacionado com a sorte. Afinal, goleamos lá em nossa última partida. Ou, talvez, dinheiro: “deu um público bom”. Pouco importa. Foi enfiado goela abaixo – e silenciamos. Ou pior. Aplaudimos.

Como desgraça pouca é bobagem, os setoristas esportivos que cobrem as atividades do Clube já informam que os outros próximos quatros jogos, diante do Boa Esporte, Paraná, Náutico e Ceara, também não ocorrerão no Barradão. E o vergonhoso silêncio continua a reinar. Ou pior: ouvem-se as pérfidas palmas.

Sobrou para o nosso Santuário apenas a peleja contra o brioso Luverdense. E, mesmo assim, diante de tantas mudanças, nem este jogo está efetivamente garantido. Aliás, cabe ir mais adiante e questionar: após estas ações nefastas, quem pode garantir que o Barradão, estádio que mudou e marcou de forma indelével nossa HISTÓRIA, não será abandonado de uma vez por todas?

Este meu questionamento, a priori, pode neste momento parecer exagerado, mas não é impertinente, especialmente se levarmos em conta estas atitudes ostensivas de desdém, de menosprezo da atual direção em relação ao Clube, à sua história e à razão principal de sua existência: o torcedor.

Ninguém está sendo consultado sobre nada. Falta, no mínimo, respeito, dignidade e transparência. É um verdadeiro escárnio. E poderá ser ainda pior se nos mantivermos em silêncio. Afinal, assim como no poema que abre este texto, “conhecendo nosso medo, (eles poderão) arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada”.

Por isso e muito mais, enquanto este rouco locutor ainda tiver este fiapo de voz, bradarei contra esta infâmia: NÃO AO ESCÁRNIO!!!

 

P.S Sobre as sacanagens dos cartolas e mumunhas afins, recomendo fortemente este brilhante texto do menino Daniel Cassol

https://esportes.yahoo.com/blogs/futebol-outras-guerras/todo-jornal-que-eu-leio-me-diz-que-a-gente-j%c3%a1-era-115222840.html

BEBENDO NA FONTE

setembro 16, 2015

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Mais descontrolada do que um raio da silibrina, ela, a musa, a deusa, a mitológica, a heroína, a pentelha, a Moça do Shortinho Gerasamba (que não foi à peleja de ontem porque na sua concepção lugar do Vitória é apenas no Barradas), nem esperou o início da resenha e, só por causa do título do texto, já foi logo descarregando toda a sua ira incontida.

Ô, sinha mizera, você num me garantiu que estava abstêmio, que ia somente ver a disgrama do jogo naquela pocilga, sem ingerir nenhum gole de canjebrina nem outras mumunhas? Como é que agora você já vem com esta conversa mole de bebedeira no estádio?”

Ah, a incompreensão humana. Minha comadre, tenha sua calma. Daqui a pouco, no decorrer da homilia, lhe explico o real significado de “BEBENDO NA FONTE”. Antes, porém, solicito um parágrafo para informar sobre algo, digamos assim, transcendental.

Seguinte.

Uma vez mais, a torcida Rubro-Negra compareceu à Velha/Nova Fonte dizendo um clássico NÃO em caixa alta e negritado a estes novidadeiros e (mal) ditos bons modos de torcer, exigidos por esta tentativa de transformar o futebol em uma coisa asséptica. Não e nécaras. Durante os 90 minutos e as parcas prorrogações, a multidão, em fúria, vibrava, gritava, xingava e aplaudia, de pé, como se estivesse (e estava) possuída pelo espírito do Barradão. Novamente, prevaleceu a sábia e civilizatória barbárie que se recusa à domesticação. (Sobre a velha gênese desta nova rebeldia já rabisquei estas prosopopéias aqui, ó http://impedimento.org/civilizacao-na-bahia-e-barbarie/).

E, como sói acontecer, o time incorporou este espírito selvagem. Aliás, por afeição à verdade, faz-se mister registrar que tal fato ocorreu antes mesmo de a bola rolar. Finalmente, o técnico Mancini parece que se convenceu que algumas velhacarias não funcionam. E resolveu beber na fonte da melhor base do Brasil. E foi uma deliciosamente insana embriaguez.

O ponteiro do relógio (sim, ponteiro do relógio. Afinal, quem fica olhando para o tempo no telão é zé ruela que vai às partidas só pra tirar selfies) não marcava nem 15 minutos e o endiabrado David, com seus 20 anos incompletos, aprontou umas estripulias na zona do agrião e….Big Bang. Fez-se a explosão inicial que marcou o início dos novos tempos. Golaço do guri que, pela primeira vez, jogou os 90 minutos como titular. Jogou é modo de dizer. O sacana deu aula de futebol, deixando frustradas todas as viúvas do desengonçado Rogério.

A jovialidade selvagem do guri contaminou até mesmo o letárgico Pedro Ken, que há séculos dormia em berço esplêndido no latifúndio improdutivo da meiúca Rubro-Negra. Numa jogada genial, o Camisa 8 deu uma enfiada (lá ele) para Diego Renan fuzilar a meta adversária. 2 x 0. E todo mundo ébrio.

O segundo tempo, contudo, inicia-se sob o signo da ressaca. Logo nos primeiros minutos da etapa complementar, o Mogi Mirim desconta e a casa começa a feder a homem. Novamente, o batalhão da mocidade volta ao protagonismo para espantar os milenares fantasmas da boréstia & insegurança. Primeiro, com o incansável Flavio, que quase fez um gol de placa, mas a bola, talvez bêbada, inventou de beijar o travessão. Depois, foi a vez de David usar a cabeça e exigir grande defesa do goleiro Mauro. Por fim, o perseguido e injustiçado Euller trabalhou com a habilidosa canhota e guardou o seu primeiro gol na competição. Por falar em gol, Elton, o camisa 9, também ingeriu a canjebrina da fonte da juventude. Ao receber um passe primoroso de David, fechou o caixão do time paulista. E todos os 16 mil ébrios fomos, felizes, beber o defunto.

 

P.S Agora, é torcer para que Mancini não acorde ressaqueado e queira ressuscitar os mortos. Bato na madeira 839 mil vezes. Talvez nem precise. Afinal, ontem, em vez de apelar ao paciente terminal Marcelo Matos, ele bebeu na fonte da base e apostou na juventude de Marcelo, que, segundo meu amigo Pedro, é um Pobga lambuzado de dendê. E melhorado, pois não.

OS DESTERRADOS TAMBÉM TÊM O DIREITO DE AMAR (EPÍLOGO)*

setembro 14, 2015

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Tempos atrás, escrevi nesta gloriosa emissora sobre as agruras e vicissitudes de se morar longe da sua terra, da sua família, e, mais importante, do Vitória.

Passados mais de três anos desde então, posso afirmar sem medo de errar que continua sendo difícil, continua sendo caro e a minha doce e oneômana esposa continua comprando sapatos demais.

O jogo do último sábado, por exemplo, foi apenas a segunda vez que tive oportunidade de ver o Vitória in loco neste ano de 2015. Infelizmente, a pasmaceira do time me obrigou a consumir quantidades industriais de canjebrina, de modo que meu relato da partida talvez não seja o mais confiável. Só para vocês terem uma ideia, eu poderia jurar que vi Ramon atuando como lateral durante a partida.

Lembro também de ouvir Franciel – CEO, editor-chefe, tesoureiro e locutor deste prestigioso saite – pedir aos berros para Mancini tirar Jorge Wagner e colocar Alan Delon no meio de campo. Isso, o caro leitor há de concordar, não faz o menor sentido. Como todo mundo sabe, Alan Delon renderia muito mais sendo escalado mais à frente, no lugar de David.

No entanto, se por um lado nesses três anos pouca coisa mudou no que se refere a treinadores teimosos e esposas perdulárias, pelo menos um alento surgiu para os desterrados que, como eu, sofrem a angústia de morar longe do seu time do coração: agora, nós não estamos mais sozinhos.

Aqui em Brasília, por exemplo, a Torcida Vitória Candango se reúne em todos os jogos do Leão para acompanhar os jogos pela TV e, quando a distância permite, organiza excursões como a do último sábado.

Indo além dos jogos, o grupo eventualmente promove ações como a campanha de doação de sangue que teve destaque no site oficial do time e na imprensa, ajudando a divulgar e valorizar a marca do nosso clube.

“Ah, Lionel, tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, mas eu não sei o que é candango, não chamo ponto de ônibus de parada nem mugunzá de canjica, pois não moro em Brasília”, pontua o distinto leitor.

Aí é que está, meu caro. O Vitória Candango é apenas uma das pontas de uma grande engrenagem chamada Vitória Sem Fronteiras, que se presta a reunir os torcedores do Leão onde quer que eles estejam, de norte a sul do Brasil e até mesmo em outros países.

Se você mora longe de Salvador e quer compartilhar seu amor pelo Leão, fazer amizade com conterrâneos ou simplesmente mais gente para botar pressão no garçom para ligar a TV na hora do jogo, faça parte do Vitória Sem Fronteiras. O importante é aproximar baianos rubronegros que não querem deixar desaparecer sua baianidade nagô nem o amor pelo Leão.

Mesmo quando o treinador teimoso insiste em não colocar Alan Delon.

* Além de reclamar da santa esposa, Lionel Leal, o autor deste texto, escreve também no Falta de Esculhambação

AGOSTO: O MÊS QUE NUNCA TERMINA

setembro 2, 2015

Com seus cálculos sempre infalíveis, alguns cartesianos podem até tentar demonstrar que já estamos no mês de setembro. Em vão. Quem viu a horrível peleja (mais uma) entre Bragantino x Vitória sabe que agosto ainda não acabou. Aliás, no Rubro-Negro, parece que agosto é igual ao ano de 1968: nunca termina.

(Amanhã, caso consiga me livrar deste gosto insano de bota de sargento no canto da boca, continuarei a resenha. Agora, 3 e caqueirada da madrugada, vou dormir, pois ganho muito mais do que gastar meu precioso sono falando sobre a infâmia)

INCONFORMISMO: A DOENÇA INFANTIL DOS RUBRO-NEGROS

setembro 1, 2015

Hoje à noite, contra o tinhoso Bragantino, o Vitória entra em campo para defender a liderança do campeonato pela quinta rodada seguida. Tal feito pode parecer banal, mas não para um time que iniciou a competição sob o signo da infâmia, com umas aves de mau agouro falando até em rebaixamento.

Aliás, por falar em rebaixamento, a impressão que se tem é que o clube frequenta os subsolos da tabela. Nos becos, vielas, bares e outros lugares mais ou menos insalubres desta província lambuzada de dendê e de exclusão, os exigentes Rubro-Negros estão a bradar contra a equipe. No último jogo diante do Oeste, no Barraquistão, as vaias beiraram a estridência histérica.

E as reclamações não respeitam as fronteiras. Lá da insossa capital federal, onde pretendo fazer uma baldeação antes de ir a Goiânia orientar o time na próxima semana, o menino Pedro larga o doce em tom quase que filosófico. “Nossa liderança é o triunfo da mediocridade”.

Óbvio que é quase impossível discordar desta sentença, especialmente após as duas últimas e vexaminosas apresentações. E é fato que não devemos nos contentar com ouro de tolo. Precisamos cobrar da equipe que torcemos a prática, pelo menos, de algo parecido com futebol.

Porém, nos últimos dias estive me raciocinando todo e cheguei à conclusão de que não precisamos também ficar nos martirizando. Se é verdade que o time não tem praticando o fino da bola, não é menos verdade que estamos numa competição em que os outros 19 clubes tem jogado menos do que a gente. E outra. Esta conversa de que esta “Série B” é a mais fraca da história eu ouço desde que me entendo por gente – e isto lá se vão algumas décadas. Todo ano a segundona sempre recebe epítetos parecidos.

Então, resumindo esta prosa ruim, o que quero dizer é o seguinte. Se a equipe não tem nos empolgado para que saiamos em uma comemoração infinda, também não podemos, estando no topo da tabela, viver de eternos resmungos. O nosso ancestral inconformismo tem que estar a serviço de dias melhores – e não apenas da estéril reclamação. Nécaras.

Afinal, caso fiquemos sempre botando gosto ruim, neste incessante coitus interruptos, nunca poderemos chegar à consagração da trepada homérica. E mais. Enquanto esta não chega, curtamos os gozos cotidianos.

P.S Por falar em coisas boas, nesta quarta-feira, às 16h30, todos têm um compromisso inadiável com a HISTÓRIA. É hora de esquecer trabalho, trânsito ruim, problemas na família, o caralho aquático e ir apoiar os meninos do SUB-20 na luta pelo título nacional.

Quem num for é mulher de Marcos Feliciano e/ou amante de Malafaia