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É PRECISO ESTAR ATENTO E FORTE

abril 29, 2015

É incrível o poder das coisas quando elas têm que acontecer.

Há pouco mais de cinco anos, falar em eleições diretas no Vitória era quase sinônimo de palavrão. Os que lutavam por democracia no Leão eram vistos como ingênuos ou, pior, tachados de oportunistas, seja por dirigentes que não queriam largar o osso ou por seus escrotos porta-vozes na mídia baiana.

Pois muito bem. Depois de diversas e constantes batalhas, inicialmente nas arquibancadas e depois furando o cerco na imprensa, finalmente o tema conquistou, em definitivo, o coração e as mentes da esmagadora maioria da torcida. E até os antigos dirigentes foram obrigados a se pronunciar sobre o tema.

Porém, faltava o passo adiante. levar o debate para o conselho para que o sonho começasse a se transformar em realidade. E foi exatamente o que acabou de acontecer no último dia 27 de abril, apesar da resistência insana dos que não sabem conviver com os necessários e inadiáveis avanços.

O fato, amigos Rubro-Negros, é que o assunto está na pauta e nós temos que estarmos completamente mobilizados para não permitir retrocessos. Exatamente por isso, o Movimento Vitória Livre, um dos que protagonizam a luta pela democratização do Clube, lançou a seguinte convocação.

Após a realização da reunião do Conselho Deliberativo do EC Vitória, ontem, 27/04, e da notícia de possível convocação da tão esperada Assembleia Geral de associados para Junho, o Movimento Vitória Livre convoca uma reunião neste sábado, 02/05 a partir das 10:30 em frente a loja do SMV no Capemi para esclarecer algumas dúvidas acerca da realização da Assembleia e também para cobrarmos na própria loja a declaração das pessoas que estão aptas a votar. Compareçam e participem! O destino do Vitória depende de cada um de nós“.

Então, é isso. No sábado todos lá.

Saudações Rubro-negras e democráticas.

A DEMOCRACIA É IRREDUTÍVEL*

abril 27, 2015

Desculpem-me se já começo o artigo apelando às repetições, mas não há como deixar de registrar que a melhor frase sobre esta província lambuzada de dendê e de exclusão foi proferida pelo menino Otávio Mangabeira, sempre ele. Às aspas. “A Bahia está tão atrasada que, quando o mundo se acabar, os baianos só vão saber cinco anos depois”.

Pois muto bem, digo, pois muito mal. Mutatis mutandis, tão impiedosa sentença mangaberiana se aplica ao futebol, especialmente ao confuso momento, mais um, pelo qual passa o brioso Esporte Clube Vitória. Afinal, enquanto a esmagadora maioria dos clubes, inclusive nosso rival, já avançou no processo democrático, mesmo com todas as imperfeições e interferências governamentais, no Rubro-Negro ainda estamos na época das capitanias hereditárias.

Aliás, aqui, a história não se repete como farsa, pois o ponto de partida já é farsesco. E apenas continua assim ad infinitum. As diretorias que se sucedem agem como se o Clube fosse apenas um brinquedo que o bondoso pai entrega ao filho. Às vezes, eles até têm algumas desavenças entre si, em uma espécie de briga de meninos birrentos, porém nunca aceitam transformações verdadeiras. Os dirigentes, com tanto e tamanho descaso, parecem olvidar que estão no comando (?) de uma instituição que atinge a mente e, principalmente, o coração de milhões de adeptos.

E tal procedimento nefasto acaba levando ao que o Movimento Vitória Livre, um dos que lutam pela libertação do Vitória, tão bem diagnosticou em um recente manifesto. Novas aspas, maestro.

“O Esporte Clube Vitória padece de um paradoxo fundamental: quer se estabelecer como um time de massas, ampliando o número de associados, ao mesmo tempo em que deseja manter uma carcomida estrutura baseada na familiocracia e no mandonismo.

Se, ao longo da centenária história, já tivemos glórias nas quatro linhas, no quesito respeito ao torcedor, principal razão da existência de um Clube, a diretoria do Vitória permanece numa eterna e vergonhosa zona de rebaixamento.

É óbvio que, em algum momento, esta esdrúxula equação se tornaria incompatível, provocando um completo divórcio entre os anseios da torcida e os tenebrosos projetos de perpetuação de poder de uns poucos”.

Mas, nem tudo é choro e ranger de dentes. O momento da torcida do Leão efetivamente chegou. Já existem várias grupos batalhando nas mais variadas frentes e o batalhão dos que acreditam em um novo tempo no Clube só faz crescer. Não adianta eles acenarem apenas com anéis para manterem os dedos apontando sempre para o retrocesso. Não. Os torcedores do Vitória saberão repudiar toda e qualquer manobra, até porque a imensa maioria dos leoninos quer e vai exigir não só eleições diretas, mas também eleições proporcionais para o conselho e, principalmente, a possibilidade do sócio-torcedor participar ativamente do processo eleitoral. Chega de ser apenas um mero votante que ratifica os mesmos conselheiros de sempre. A mudança deve e tem que ser real, profunda. Não aceitaremos menos do que isso. E os que tentarem enganar a massa Rubro-Negra ouvirão o mesmo brado da combativa Dolores Ibárruri: No Pasarán!

Entendemos que a democracia é um valor irredutível.

 

* Texto publicado originalmente na edição de domingo, dia 26, no Caderno de Esportes do Jornal A Tarde

O VITÓRIA VAI SE LIBERTAR

abril 15, 2015

Saio de meu obsequioso silêncio para solicitar que vocês dediquem um tanto assim de seus tempos ociosos para ouvir as palavras da salvação proferidas pelo intimorato Felipe Ventin. Cliquem no linque abaixo com urgência e divulguem, hereges. De nada.

http://goo.gl/YD7OtE