A perversidade dos números e as pequenas (e necessárias) glórias do cotidiano

É óbvio que a torcida do Esporte Clube Vitória tem 10 motivos para comemorar este início de Brasileirão. Afinal, independentemente dos resultados desta quarta-cheira à noite, vai terminar a 5ª rodada no G-4.

Porém, a história recente tem mostrado que os times periféricos como o nosso sofrem muito com a perversidade dos números frios e calculistas.

PUTAQUEPARIU A MATEMÁTICA!!!

Desde que começou esta chibança de pontos corridos os times do eixo RJ/SP/MG E RS assumiram de forma monolítica o comando do Ludopédio em Pindorama.

Sim, é fato que nos três primeiros anos, São Caetano (em 2003, com a 4ª colocação), Atlético do Paraná, que conquistou o vice-campeoanto em 2004 e Goiás, com a honrosa 3ª posição em 2005, ainda conseguiram furar o cerco.

Porém, para que minha comadre tenha uma idéia das injustiças, depois que se estabeleceu o formato atual com 20 clubes, nenhum time dos subúrbios terminou entre os quatros primeiros. Apenas o Paraná de 2006, treinado também por Caio Jr, beliscou uma vaga na PRÉ-Libertadores, após terminar a competição em 5º lugar.  Depois disso, só madeira de dar em doido.

PUTAQUEPARIU A EXCLUSÃO!!!

Ah, sim. Outra coisa que não permite muitas ilusões é a comparação entre os quatro primeiros colocados até a 5ª  rodada e os que tiveram fôlego para chegar bem na última volta do ponteiro. Para subsidiar o debate, fiz uma breve pesquisa sobre o tema. Confiram comigo no replay.

No ano da graça de 2007, a situação era a seguinte.

1º Vasco-11

2º Botafogo-11

3º Corinthians-11

4º Paraná -10

* Nenhum destes terminou entre os quatro no final.  E o Paraná, o intruso, ainda acabou rebaixado.

No ano seguinte, em 2008, o quadro não foi muito diferente.

1º Flamengo 13

2º  Cruzeiro 13

3º Náutico 10

4º Grêmio 10

* Apenas o Grêmio se manteve entre os quatro, terminando em segundo. O Náutico, coitado, chegou em 16º, com a bunda roçando no rebaixamento.

Já em 2009, ano que também teve uma parada por conta da Copa das Confederações, o quadro era este.

Inter 13

Atlético 11

Vitória 9

Santos 9

* No final, apenas o colorado se manteve entre os primeiros. O campeão foi o Flamengo, que era o 11º. Já o Leão, acabou em 13 º e teve que se contentar com uma vaga chorada na Copa Sula Miranda.

Em 2010, exatamente como agora, havia dois times fora do eixo entre os quatro primeiros

Corinthians 13

Ceará 11

Fluminense 9

Avaí 8

Porém, depois faltou oxigênio e nem Ceará nem Avaí tiveram o gostinho de, ao menos, ver seus nomes na primeira página da tabela. O Fluminense sagrou-se campeão e o Coriinthians terminou em 3º

Já o ano da graça de 2011 serviu para mostrar que time poderoso também pode ser um cavalo Paraguaio. Vejam a tabela abaixo.

São Paulo 15

Palmeiras 11

Corinthians 10

Figueirense 10

* Pois muito bem. O campeoníssimo São Paulo tinha 100 % de aproveitamento, mas terminou chupando o picolé da capelinha do desprezo. Novamente, dos quatros primeiros, apenas o Corinthians chegou bem no final. Aliás, muito bem, pois levantou o caneco.

No ano passado, a classificação inicial era esta.

Vasco 13 Pontos.

Cruzeiro  11

Atlético Mineiro 10

Botafogo 9

*No final, o Fluminense brocou novamente e o Galo Mineiro foi o único que se sustentou na parte de cima da tabela.

Calma, minha senhora, largue esta Gilette. Nem tudo está perdido. Noves fora nosso alienável direito de fazer gozações com nosso ex-rival e outras mumunhas, as cruéis estatísticas também podem ser usada a nosso favor.

Como assim? Assim, ó.

Percebam que neste período estudado, nenhum time que liderava na 5ª rodada terminou na frente. Portanto, ainda há esperança.

E mais. Durante os vinte e poucos de boréstia, ainda podemos curtir o doce sabor de ser a melhor equipe nordestina na competição. (Adivinhem quem é o vice-melhor da região? Sim, ele mesmo, Sêo SETE).

Alguns podem achar que isso é glória miúda, mas as glórias pequenas também têm seu valor.

E vamos todos ao genuflexório continuar rezando por todos os santos argentinos.

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2 Respostas to “A perversidade dos números e as pequenas (e necessárias) glórias do cotidiano”

  1. Diógenes Says:

    A expressão “doze grandes”, que costuma ser utilizada pela dita imprensa esportiva brasileira para designar um determinado grupo (que inclui agremiações que não ganham porradinada há décadas, não levam mais de 5 mil testemunhas aos jogos que mandam em casa e até mesmo visitam, com alguma freqüência, as divisões inferiores do futebol brasileiro, além de uma meia dúzia que de fato fazem jus à alcunha de “grandes”), acaba agregando valor a doze marcas, que abocanham incondicionalmente as maiores cotas de TV e, consequentemente, montam equipes com as quais não é possível concorrer a longo prazo (38 rodadas).
    E de nada adianta equipes periféricas eventualmente “furarem o cerco”. Continuarão sendo eternamente alcunhadas de pequenas ou, pelos mais condescendentes, como “médias”. Veja-se o caso de campeões nacionais como Coritiba, Atlético-PR e até mesmo uma certa equipe da RMS (ok, esta última realmente não pode jamais ser chamada de grande), que parecem nunca mudar de status. As mesmas doze marcas de sempre continuarão valendo mais e contando com uma receita maior. Furar o cerco é praticamente impossível.
    Infelizmente, temos que nos contentar com a satisfação de figurar um bom tempo entre os primeiros, graças a um torneio internacional incrustado no meio (lá dele) do nosso calendário esportivo.

  2. anonimo Says:

    MAXI BICUDO, CARCEREIRO E DESCUDEIRO, SE FOSSEM JOGADORES DE QUILATES, NÃO ESTARIAM NO OBSCURO VITORINHA DA BAHIA.

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