HORA DE PENSAR NO FUTURO DO VITÓRIA

       TEXTO ESCRITO POR ROBSON LEÃO

 

É fato que o momento é de comemoração. Afinal, não é todo dia que batizamos um estádio com um resultado de uma partida. Porém, para que nossa alegria não seja efêmera é preciso, necessário e fundamental que pensemos de modo mais amplo.

Muito se discute acerca da necessidade de profissionalização do Vitória, sobre a necessidade de um aperfeiçoamento do trabalho na divisão de base e como a transformação do Estádio Barradão em uma arena pode representar um incremento de receitas para o clube etc ….

Obviamente, estas questões consistem em discussão acerca do modo como o clube pode se tornar mais forte, sobretudo, no futebol profissional.

De fato, é necessária a adoção de um planejamento que torne o clube cada vez mais independente das cotas de TV e de eventual receita com bilheteria.

Neste aspecto, acredito que temos 3 vetores principais de captação de receita para viabilizar o clube:

i. renda com o marketing (exploração da marca/ incremento da torcida no interior).

ii. renda com os associados.

iii. renda com a arena barradão (se for viável a modernização do equipamento).

Dos três, acredito que o marketing tenha sido o maior atraso na gestão Portela.

Com exceção da campanha “meu sangue rubro negro” e da definição das listras horizontais no padrão do clube (que era um verdadeiro abadá que mudava todo ano), o departamento de marketing cometeu gafes imperdoáveis.

1. Contrato com fornecedora fraca (champs).

2. Jogo contra o Flamengo no Engenhão, em 2009, com o time usando uma farda branca remendada em cima do símbolo da Insinuante.

3. O goleiro Viáfara usando meião do Vasco da Gama.

4. Vazamento de fotos do uniforme oficial antes do lançamento antes do lançamento (enquanto o ABC, singelo coirmão do rio grande do norte, promovia o lançamento do seu uniforme com a modelo/ jogadora Milene Domingues.

5. Gafe da Penalty ao veicular notícia do Vitória com escudo do Flamengo.

6. Contrato com uma empresa fornecedora por pífios 500 mil anuais por 5 anos !!!! (enquanto o rival ganha 2 milhões com a Nike).

Para se tornar competitivo, o ECV deve ter uma remuneração com o marketing no uniforme equivalente a 50% do valor arrecadado pelo Cruzeiro/ Atlético Mineiro/ Botafogo/ Grêmio.

Assim, se esses clubes recebem 30 milhões anuais com patrocínio de camisa a meta é que o Vitória receba 15 milhões (e não 5/6 milhões como ocorre hoje).

Neste contexto, não podemos ter contratos longos (a não ser que se configurem muito vantajosos do ponto de vista econômico). Devemos fazer contratos com, no máximo, 2 anos de duração.

Por outro lado, para viabilizar o valor agregado a camisa, devemos ter uma visibilidade cada vez maior.

A reestruturação da Copa do Nordeste pode colaborar com esse novo cenário (e acho que a Liga do Nordeste deveria pensar em uma grande final com o campeão da Copa do Norte para definir o Campeão do Norte/ Nordeste todos os anos).

Ademais, seria indispensável criar mídias que divulgassem a história do clube e sua estrutura.

No entanto, o que observamos no sítio virtual do Vitória ??????

Comparem a forma como os títulos do Sport Recife, Fortaleza e ABC são divulgados nos sítios daqueles clubes e como são divulgados no sítio do Vitória.

Examinem como são enumerados os títulos do Vitória no wikipédia (mais claro que no site) !!!!!!!!

Enfim, é dizer o óbvio que nosso sítio virtual é patético.

E o que dizer da estrutura.

Como convencer os patrocinadores (ou interessados) de que o Vitória tem uma estrutura forte se inexiste fotos que revelem como se encontra nossa estrutura (comparem com o sítio do Góias e vejam como estamos atrasados) !!!!

Em relação a torcida no interior, observamos alguns defendendo a realização de amistosos no interior (que é inviável em razão do calendário apertado) e torcedores soteropolitanos que demonstram sua indignação com torcedores do interior que não torcem pela dupla baxvi ou, quando muito consideram o bahia e o vitória como segundo clube (a famosa torcida mista).

Na verdade, passei 75% da minha vida no interior e tenho certeza que não há nenhuma possibilidade da dupla baxvi se transformar em maioria no interior do Estado da Bahia.

Por outro lado, acredito que duas políticas institucionais pode duplicar o número de torcedores e de simpatizantes (da torcida mista) em favor do Vitória.

A primeira é copiar a política da dupla grenal de realizar parte da pré temporada no interior do Estado.

Acho que o Vitória poderia utilizar a equipe profissional e o sub 20 para se deslocar da Capital até duas cidades diferentes três dias antes da estréia e promover a estréia no estadual/ regional naquele local.

No ano seguinte, a cidade que recebeu a equipe sub 20 receberá a profissional e vice versa com o trabalho de entrega de kits escolares como brindes etc ….

Neste contexto, acredito que poderíamos escolher cidades de porte médio que não tem clube disputando campeonatos profissionais (porto seguro, eunapólis, santo antônio, cruz das almas/ itapetinga/ conceição do coité/ serrinha/ jacobina/ senhor do bonfim).

ii. renda com associados/ renda da suposta arena barradão.

O Vitória nunca ultrapassou a barreira dos 15.000 associados e entendo absolutamente descabida a ilação que teríamos 50.000 com qualquer governante ou em qualquer arena.

O ranking de público do brasileiro apresenta a seguinte média histórica: 1. flamengo. 26.979/ 2. bahia. 24.139/ 3. atlético/mg. 24.067/ 4. corinthians. 22.349/ 5. cruzeiro. 19.276/ 6. internacional. 18.259. ……… botafogo. 13.735/ góias. 13.381/ santos. 13.212/ vitória. 12.746/ naútico. 11.739.

De fato, a torcida do Vitória duplicou nos últimos 25 anos, mas a popularização da TV a cabo e a “divisão da atenção” do futebol local com o futebol europeu e outros esportes é uma realidade que não pode ser desconsiderada (hoje, as pessoas tem mais notícia da champions league do que de qualquer estadual) !!

Acredito que a pesquisa de torcida mais próxima da realidade é a timemania na qual o vitória teve colocações parecidas nos últimos 4 anos (2009. 16a; 2010. 15a; 2011. 18a; 2012. 16a colocação).

Alguns cartolas do Grêmio sustentam que a Arena não foi um bom negócio para o Grêmio por comprometer parte condiserável da receita do clube.

Parte da torcida do CAP questionam as supostas vantagens da ampliação da Arena da Baixada.

O Botafogo tem sérias dificuldades em obter lucro com o Engenhão.

Recomendo a análise dos seguintes documentos a respeito das “arenas” no Brasil.

http://www.sul21.com.br/jornal/2013/03/e-o-problema-mais-grave-da-historia-do-gremio-afirma-gladimir-chiele-sobre-arena/

http://eucurtoesporte.blogspot.com.br/2012/12/nova-arena-vale-pena-capitulo-vi.html

http://www.cartacapital.com.br/economia/o-exemplo-frances/

http://futebolnegocio.wordpress.com/2008/04/19/engenhao-payback-150-anos/

http://www.fogaonet.com/noticia.asp?n=32940&t=ampliacao+do+engenhao+para+olimpiada+sera+so+temporaria

http://www.lancenet.com.br/botafogo/Engenhao-passa-elefante-branco-nacional_0_409159195.html

http://globoesporte.globo.com/futebol/times/gremio/noticia/2013/03/odone-rebate-criticas-contrato-ha-um-desmanche-da-imagem-da-arena.html

http://globoesporte.globo.com/platb/olharcronicoesportivo/2012/12/10/arena-do-gremio-uma-nova-era-para-o-clube/

http://www.universidadedofutebol.com.br/Coluna/11722/buscar

http://futebolbusiness.com.br/2013/03/amir-somoggi-o-futebol-brasileiro-precisa-mudar/

Não acredito em frases de efeito como “pensar grande”, “ousadia”, “arrojo”; mas sim, em trabalho e organização.

Será que o Vitória seria tão gigante assim que não passa pelas inquietações de outras agremiações como a “ala gremista” que trata da arena como maior problema da história do clube ????

Considero muito mais viável definir a intenção de, no espaço de 5 anos, atingirmos a marca de 15 ou 20.000 associados em dia.

Com 15.000 associados, o clube teria um rendimento fixo de, aproximadamente, 7,5 milhões anuais com associados.

Somada essa quantia com o arrecadado em bilheteria com frequentadores eventuais, nosso clube arrecadaria mais de 10 milhões por ano com o estádio.

Essa quantia, por si só, já seria maior do que a recebida como garantia pelo Bahia na Arena Fonte Nova.

Mas, a diferença seria a utilização do Barradão em atividades diversas durante o ano e a publicidade do estádio.

iii. A viabilidade da Arena Barradão.

A maioria é favorável a uma grande ampliação para transformá-la numa grande arena para 50.000 pessoas (só não sabem como fazê-lo sem quebrar o clube).

Eu me incluo na minoria que acredita mais viável, barato e simples dotá-lo de conforto para uso dos jogos do nosso clube com uma capacidade de 25.000 pessoas e, se for o caso, mandar alguns jogos do Vitória na Arena Fonte Nova (por isso, a sugestão anterior da Arena do Jacaré).

Tenho muito medo dessa “Síndrome de Dom Quixote” de imaginar uma realidade virtual  para nosso clube que não representa a nossa realidade numa verdadeira esquizofrenia coletiva.

Honestamente, não vejo nenhuma possibilidade do Vitória investir mais do que 40 milhões no Barradão (com a ajuda dos patrocinadores).

Não tenho urticária em relação ao estádio da Fifa e não vejo problema em jogar  4 jogos por ano por lá (caso o Barradão remodelado diminua sua capacidade de público).

Aliás, acredito que isso possa ter um certo benefício para o clube para aproximá-lo um pouco de parte de sua torcida que reside nos arredores da Nova Arena Fonte Nova.

Outra questão é:

O Morumbi, palco dos shows de Madonna, u2, guns and roses, mcarteney concedeu uma renda anual de 25 milhões ao são paulo em 2011.

O Engenhão, no mesmo período, proporcinou menos de 1 milhão ao Botafogo.

Acredito que a razão é porque, no Rio, os grandes eventos foram realizados no Maracanã.

Salvador, obviamente, não tem a mesma capacidade de realização de eventos que possuem Rio e São Paulo.

Aliás, essa é uma questão ignorada por quem defende a capacidade de “mina de ouro” de um estádio.

PIB                     RENDA PER CAPITA

São Paulo. PIB 443.600.102         Renda per capita. 39.430,87

Rio de Janeiro. 190.249.043        Renda per capita. 30.088,47

Belo Horizonte. 51.661.760         Renda per capitada. 21.748,25

Curitiba.       45.762.418          Renda per capita.  25.934

Fortaleza.      37.106              Renda per capita.  15.161

Porto Alegre.   36.774             Renda per capita.  25.716

Salvador.       36.744             Renda per capita.  13.728

Campinas.       36.688              Renda per capita.  33.939

Recife.         30.032              Renda per capita.  19.540

Ou seja, com todo o turismo e etc …. o pib de salvador representa 1/ 12 avos da riqueza de são paulo.

Como ignorar números tão contundentes ???? Que “magia” seria essa de transformar um estádio inserido numa “cidade pobre” na arena mais rentável do Brasil ?????

Não há como competir. Não há como contar com a mesma demanda. Não há como contar com o mesmo número de eventos. Não há como contar com o mesmo faturamento por evento. Não há como cobrar o mesmo preço por ingressos.

Ademais, o torcedor médio do Vitória (que recebia o salário anual de R$ 13.728 em 2010) não tem condição de pagar ingresso equivalente ao torcedor do CAP que tinha um rendimento anual de R$ 25.934.

Outra incompreensão nossa é utilizar o Madison Square Garden como parâmetro de Arena.

O MSG tem capacidade de público de 19.763 pessoas sentadas e ociosidade zero (e como defender uma arena para 50.000 !!!!!). São 250 eventos no ano no MSG !!!!!!

Nova York tem um PIB de 1,28 trilhão e uma arena sem nenhuma ociosidade !!!!.

Por outro lado, independente do valor que o Vitória invista no Barradão, a preferência para a realização de grandes eventos (com públicos de 50 mil pessoas e elitizados) será pela Arena Fonte Nova – nem o mais lunático dos torcedores do vitória acredita no contrário.

E cumpre indagar, qtos. Eventos são realizados em Salvador por ano com público superior a 25.000 pessoas (15/ 20 ???)

E com público entre 10.000 até 25.000 (um pouco mais).

E eventos de porte médio com público entre 3.000 até 10.000 ???? (Centenas e centenas). Assim, o conceito de Arena tem que ser especializado para esse público.

Assim, o Barradão precisa ser pensado como alternativa para eventos de médio porte (com cerca de 20.000/ 25.000 frequentadores) que o organizador prefira um espaço com aluguel mais barato.

Num contexto mais modesto, poderíamos ter também quadras cobertas de jogos olímpicos para utilização em pequenos eventos musiciais nos finais de semana (próximo ao São João e Carnaval) que abrigasse até 2.000 pessoas com uma renda anual para o clube de 500 mil/ 1 milhão.

Uma segunda alternativa, essa sim rentável, é a construção de um ginásio em formato de Arena como a Arena HSBC (na Tijuca, Rio de Janeiro) que custaria entre 15/ 25 milhões (considerando o gasto pela Arena Santos de 17).

A Arena HSBC recebeu show do cantor evangélico Fernandinho em março e, em abril, receberá Ivete Sangalo, André Rieu, The Cure, Paradore e outros.

E os grandes estádios receberão o que mesmo ????? Nadinha, nadinha.

A Arena HSBC é um espaço que abriga eventos entre 300 até 18.000 pessoas.

http://www.hsbcarena.com.br/index_home.php

Aliás, ciente de que o estádio em si é pouco utilizado em grandes eventos, que a Diretoria do CAP tem construído uma Arena de Shows anexo ao Estádio com capacidade para 10.000 mesmo sem possuir equipes de esportes olímpicos.

http://www.arenacap.com.br/?p=2322

Esse sítio logo acima demonstra a importância das “pequenas arenas”.

Em Santos, temos a Arena Santos (muito mais modesta que a HSBC Arena) e a Arena Parque São Jorge remodelado pelo Corinthians.

E essa é a necessidade de Salvador. A Arena Fonte Nova será utilizada para os grandes eventos e o filão será os eventos de pequeno porte (já que são centenas e temos a necessidade de vários espaços para abrigar esses eventos).

Só existe a Arena HSBC com estrutura de “arena de médio porte”.

Muito mais rentável, sem o futebol, seria um Ginásio estilo Arena MultiUso (qie serviria aos esportes olímpicos) com capacidade de 5.000 pessoas em cadeiras/ camarotes e assentos com conforto similar a HSBC Arena e trabalho acústico apropriado. Com o uso da quadra, uma arena desse tipo poderia abrigar até 7.000.

Receberia eventos, como o HSBC, de 300 até 7.000 pessoas.

Pequenos shows de ensaios de carnaval, forró, formatura, casamento, baile da saudade, eventos religiosos, apresentação de ballet, música clássica ….. (poderíamos ter até 80 eventos não esportivos por ano).

Ademais, serviria para o uso das nossas equipes olímpicas (que poderia ser utilizada em mais uma 50 datas com todo tipo de evento).

Se o Estádio é tão rentável, porque o CAP decidiu fazer um ginásio ?!

A resposta é que não existe local no Brasil adequado para abrigar os shows de porte médio com conforto.

http://www.copa2014.gov.br/pt-br/noticia/complexo-da-arena-da-baixada-tera-ginasio-multiuso

Não seria nada perto do que o São Paulo arrecada, mas já seria suficiente para pagar os custos do estádio e parte dos equipamentos de treinamento.

No entanto, a grande vantagem da renda econômica em continuar no Barradão não seria associados/ bilheteria e nem shows, mas sim, parcerias (naming rights/ lanchonetes/ estacionamento/ eventos de divulgação em dias de jogo).

Acredito que o clube possa alcançar com patrocinadores mais de 50% com o que se arrecada de imagem na Arena Fonte Nova com o estádio remodelado e o Ginásio Olímpico Arena (se a imagem do mesmo for bem trabalhada).

Ademais, acredito que eventual reforma deveria setorizar o estádio em cadeiras centrais coberta/ cadeiras/ arquibancas e camarotes para viabilizar uma política de preços para toda a nossa torcida.

Qto. a ideia de um shopping no Barradão, em meu entendimento, é inteiramente inviável.

Poderíamos pensar em um “concept hall” como fez o São Paulo no Morumbi com lojas na entrada do estádio que sirvam aos frequentadores dos jogos, os usuários de uma suposta Arena Ginásio com uma razoável qtdade de shows.

Ao invés de apenas a Loja do Vitória, o concept hall poderia contar com restaurante a quilo (para possibilitar que torcedores saiam do trabalho ou da praia e se dirijam direto para o estádio) e uma loja de conveniência.

Mas a viabilização do Barradão exige o exercício da competência do administrador do Vitória exercer o papel de líder da Comunidade de Canabrava.

Uma população em notável fragilidade social, que padece com o descaso do Poder Público e, ainda, com comentários infelizes dos rivais que, pretendendo atingir nosso clube, se refere a casa dos mesmos como “lixão”.

Fato é que, depois de 1997, Canabrava não recebeu nenhuma nova intervenção digna de nota pelo Poder Público (apesar de, segundo afirmam, vivermos o auge da luta pela desigualdade no Brasil).

Pois bem, o que existe de projeto estatal é a construção da via expressa às margens do Rio Mocambo.

Essa obra resolveria o problema mais grave do ECV, mas não iria contribuir para resolver os dilemas principais da população de Canabrava.

Acredito que, legitimado por uma torcida de 2 milhões de brasileiros e vizinho da Comunidade de Canabrava, o(a) Presidente do ECV tem a obrigação de buscar junto ao Senhor Prefeito ACM Neto, junto ao Senhor Governador Jaques Wagner, junto aos Ministros de Estado, aos Deputados Federais e Senadores obras que beneficiem os moradores de Canabrava e, paralelamente, beneficie nosso clube como integrante daquela comunidade.

Neste contexto, cabe destacar que o local já foi objeto de estudo de arquitetos, urbanistas, sociólogos, antropólogos, inclusive, com elaboração de propostas para o Bairro.

No Plano do Bairro Canabrava do CATAÇÃO sugere-se uma via expressa às margens do Rio Mocambo com uma ciclovia e equipamentos de esporte para os moradores do local. Além disso, sugere-se a construção de 2 praças, um terminal rodoviário para o Bairro. http://www.cataacao.org.br/wp-content/uploads/2012/03/PBAIRRO_CANABRAVA_RESUMO_EXECUTIVO-MAR-2012.pdf

http://www.cataacao.org.br/wp-content/uploads/2012/03/PBAIRRO_CANABRAVA_RESUMO_EXECUTIVO-MAR-2012.pdf

Pessoalmente, simpatizo com as informações do referido projeto em razão da consulta aos moradores do local sobre os problemas do local.

Não é só, temos diversos trabalhos acadêmicos acerca do local e, como exemplo, o trabalho http://www.geoambiente.ufba.br/semin%C3%A1rio/Hilda%20Braga.pdf

Ora, se o Governo do Estado teve dinheiro para investir em um “elefante branco” chamado Pituaçu porque não fazê-lo em relação ao povo de Canabrava ???

Não seria razoável o investimento de 60 milhões de reais em obras estruturais nos Bairros de Canabrava/ Trobogy e Vila Canária ????

Ou será que combate a pobreza se restringe à bolsa família ????

Será que urbanismo, encostas, capacitação para o trabalho, direito ao trabalho, ao acesso à saúde, acesso à educação, acesso ao lazer e ao transporte coletivo não representam inclusão social.

Num segundo momento, cabe visitar nosso vizinho (Ypiranga, ainda mais desprestigiado) da Vila Canária (distante 2,8 Km do Barradas) para lutar por obras de interesse comum às referidas comunidades.

A valorização do Barradão, neste contexto, seria consequência da valorização de todo o Bairro e não entendo como nenhum dos postulantes ao cargo se mostrou interessado com a referida temática.

Com a palavra os postulantes…

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13 Respostas to “HORA DE PENSAR NO FUTURO DO VITÓRIA”

  1. Artur Says:

    parabéns pelo texto, primeira vez que vejo um comentario sensato e com fatos e argumentos sobre o assunto, fiquei bastante convencido com os seus argumentos.

  2. J Mocota Says:

    Perdão Robson. Mas Mocota discorda na essência do seu texto.

    Mocota deixou passar em branco o texto da “Arena Jacaré”. Mas esse vai ter troco, no bom sentido, é claro!(rs!)

    Mocota observa que você pegou os erros de outras arenas e desprezou as vantagens.

    Para não ser muito longo Mocota vai utilizar a Arena 51 (Fonte Nova) como exemplo.

    A Arena 51 vai ter faturamento em torno de R$ 46 Milhões. Com eventos, publicidade, camarotes, bares, estacionamento, bilheteria… Mais R$ 10 Milhões com a Itaipava.

    Por que o Vitória tem que ser um dos atrativos da Arena 51 e não o único show em sua própria Arena multi uso?

    Você coloca a questão de eventos como o carro chefe de uma Arena. Ok. Na Europa é assim.

    Mas será que o Vitória não tem o direito de inovar em nada? O Vitória será obrigado a copiar somente os erros das outras Arena e não fazer nada diferente?

    E se ao invés de eventos o carro chefe da Arena Rubro Negra fosse o Turismo?

    Você diria o que?

    Robson, Salvador esta na rota dos Cruzeiros Marítimos. Em 2011 tivemos por volta de 350 mil visitantes.

    Se o Vitória lucrar apenas R$ 170,00 com cada visitante desse, no final do ano teríamos + ou – R$ 60.000.000,00 nos cofres do clube.

    Só com essa grana, sem contar estacionamento, camarotes, bares, publicidade, bilheteria, eventos e SMV, juntando o Naming Rights (R$ 10 Milhões) o Vitória já estaria faturando QUASE O DOBRO da Arena 51.

    O Vitória tem que lutar sim para construir uma Arena multi uso entre 45 e 55 mil lugares. Além disso montar um planejamento para atrair (no mínimo) a mesma quantidade de sócios.

    Robson, o Flamengo é maior torcida do país e até bem pouco tempo atrás tinha menos sócios que o Vitória.

    O problema não esta na Tv por assinatura e nem na Champions League.

    O problema é de gestão (by Franciel Cruz).

    O problema é a falta de Visão de Águia no Marketing (by Mocota)

    Vale ressaltar que com mine shoping, sala para aluguel, choperia, restaurante, cinema, salão de festa, espaço para evento de pequeno e médio porte… o Vitória faturaria mais uma boa grana DIARIAMENTE.

    Com relação a localização da Arena Rubro Negra, Mocota discorda que tenha ser em Canabrava.

    A Nova Arena não teria uma boa visibilidade e perderia valor agregador ao solicitar patrocínios.

    Na Paralela, TODOS que transitassem naquela via seriam “obrigados” a olhar para a Arena e o nome do patrocinador master.

    Robson que exclusividade foi essa? Será que só a comunidade de Canabrava merece apoio do Vitória. Mocota discorda da sua tese.

    Trabalho social para Mocota foi a campanha “Sangue Rubro-Negro” que foi referencia para mundo. O Vitória tem que permanecer nessa linha:

    Fazer trabalho social que melhore o mundo como um todo e não somente a comunidade de Canabrava.

    Será que as comunidades carentes de outras localidades de Salvador também não merecem atenção do Vitória?

    Liberdade, Paripe, Calabetão, Narandiba, Mussurunga, Alto do Coqueirinho, Paripe, Periperi… Tá tudo as mil maravilhas que a força do Leão não possa ajudar?

    Hã? Hum? Hein?

    Mocota prefere que o Vitória passe 20 anos construindo uma Arena Multiuso sozinho que fazer parceria com grandes empreiteiras ou fique amarrado durante 35 anos com a Arena 51.

    E o primeiro passo seria trocar o Barradão por Pituaçu. Caso não desse certo essa alternativa compraria um terreno na Paralela e tocava o empreendimento na calma e na paciência.

    Longe da usura das empreiteiras e do jogo de interesse dos Governos.

    —————————-

    PS I – O Vitória para concorrer em condições de igualdade com os 12 riquinhos, precisa que o novo presidente tenha os pés no chão como Alexi Portela mais os sonhos de Paulo Carneiro. Fato!

    PS II – Será que no universo de 2.000.000 de Rubro-Negros só poderemos encontrar Mocota com essas duas características?

    PS III – Será que Mocota vai ser obrigado virar presidente para mostrar que a Arena Rubro-Negra multi uso na Paralela vai seguir a linha da carro automotivo, xerox, walkman, relógio digital…?

    Ou seja, projetos que a principio, a maioria não dava valor, porém um único ser demonstrou que sempre vale apena ser inovador, ousado e persistente.

    ————–

    Diga não ao medo de inovar.

    Diga não ao medo de ser ousado.

    Diga não a Fonte Nova.

    Diga sim a Arena Paralela Skol!

    Diga sim a MOCOTA/2016! Ano olímpico. Casa nova.

    Avante Leão!!!

  3. robson leão Says:

    Prezado Mocota,

    Gostaria de registrar que não sou contra a construção da Arena Paralela seja lá o que for.

    Sou totalmente favorável a tentativa de concessão por Pituaçu, mas acho improviável pela intenção do Governo da Bahia.

    Qto. a nova aremaSó tem duas questões não explicadas:, s

    i. Qto. custaria um terreno na paralela ????

    ii. Qto. custaria a execução de um projeto de uma arena, com estudo de impacto de vizinhança etc ?????

    E como um clube com um débito de 80 milhões vai gastar 600 milhões com terreno e estádio ????

    Vai acabar qdo ??? Em 2113 ????

    Me refiro a possibilidade de adaptação do Barradão porque seria uma possibilidade concreta.

    Porque você não teceu nenhum comentário acerca do pib de salvador (equivalente a 1/12 avos de são paulo ???).

    Isso é com turismo e tudo.

    O primeiro equívoco seu é presumir que turistas vão gastar R$ 170 em visitas a uma suposta Arena do Vitória.

    Não tem como contestar. É ilógico. É só inventar uma frase de efeito que não pode ser contestada e pronto.

    É como afirmar que todo novo soteropolitano se tornará torcedor do Vitória. É como afirmar que todo torcedor do Vitória se tornará associado em um plano de R$ 200 e o Vitória passará a arrecadar 400 milhões com associados.

    Papel aceita tudo. Comentário em blog também.

    E não há nada de inovador em turistas em estádio.

    No eixo rio são paulo existem agências de turismo que pegam turistas em micro ônibus levam até as cadeiras dos estádios e lavam de volta ao hotel.

    Conheço um são paulino que assiste jogo em São Paulo quase todo ano com o filho por lá.

    Mas isso não chega a 0,5% do público no estádio. Eu sou a favor dessa fonte de renda, mas isso não vai trazer mais do que 500 mil ao clube.

    Qto. a suposição de que a Arena Itaipava lucrará 46 milhões só o futuro dirá.

    É novidade, as pessoas pagaram 40 reais por qualquer partida.

    Mas, daqui a 2 anos, ou o preço vem para realidade ou babal.

    Me responda:

    i. Qtos. shows foram realizados em Salvador em 2012 com público superior a 30.000 ?????

    ii. Qtos. shows foram realizados com capacidade para 5.000 ?????

    É mais lucrativo ter um equipamento que receba 2 shows de 20.000 por ano ou um equipamento que permita 50 pequenos eventos ????

    Copiar o que dá certo é sinal de prudência.

    Ninguém acredita na rotina de trabalho sistemática e calculada.

    Gostaria que comentasse os links sugeridos.

    Como você não mencionou nehum, segue novamente:

    http://www.hsbcarena.com.br/index_home.php

    http://www.arenacap.com.br/?p=2322

    http://www.santos.sp.gov.br/cais/

    http://www.rio2016.com/pregamestraining/pt/arena-santos

    http://www.sul21.com.br/jornal/2013/03/e-o-problema-mais-grave-da-historia-do-gremio-afirma-gladimir-chiele-sobre-arena/

    http://futebolnegocio.wordpress.com/2008/04/19/engenhao-payback-150-anos/

    http://www.lancenet.com.br/botafogo/Engenhao-passa-elefante-branco-nacional_0_409159195.html

    http://eucurtoesporte.blogspot.com.br/2012/12/nova-arena-vale-pena-capitulo-vi.html

    Qto. aos problemas estruturais de Salvador, de certo, não se resumem a Canabrava, Vila Canária e Trobogy.

    Eles se espalham pela Cidade.

    Mas, não é por acaso que tantos acadêmicos fazem trabalho de pesquisa por lá.

    Esperar que nossos vizinhos tenham acesso ao mínimo existencial não é luxo, é afirmar o óbvio.

    E o Presidente do Vitória deve se tornar um líder local sim, pois, sempre nos trataram com respeito.

    Minha proposta é simples:

    Investir 30/40 milhões no Barradão para transformá-lo numa pequena arena como arena do jacaré. (com novas rampas/ mais 6.000 cadeiras na ferradura/ mais escadarias/ mais lojas na entrada do estádio e um restaurante e loja de conveniência para servir aos torcedores, destruição do atual predinho e construção de um lance de 2.000 cadeiras e camarotes com um edifício garagem atrás.

    Investir de 15/20 milhões para investir numa pequena arena nultisuo que serviria para esportes olímpicos, shows para até 7.000 (ensaios de carnaval, forró e eventos religiosos), formaturas, casamentos, bailide de saudade, festa de criança ….

    E sua proposta é investir qto mesmo ??????

    Investir 700 milhões para receber turistas e abrigar jogos do Vitória ???

    Nem o Boca Juniors, com uma lenda viva em uma bairro boêmio, arrecad 10% da fantasia Mocotiana.

    • J Mocota Says:

      Caro Robson,

      A primeira opção é a Nação Rubro-Negra perguntar ao Governador:

      – Governador, por que Pituaçu só pode ser reformado para beneficiar as sardinhas?

      Caso depois de uma grande mobilização da Nação Rubro-Negra o Governo não ceda, aí sim seria hora de partir para o plano B.

      Plano B: Aquisição de terreno + construção da Arena.

      Seguindo o modelo da belíssima Arena do Plameiras o projeto ficaria em torno de R$ 400 Milhões.

      > Origem das receitas?

      – Financiamento.

      > Como pagar o Financiamento?

      – Antes de partir para o financiamento: Atrair 35.000 sócios no Moco-SMV > Plano TOP.

      – Depois da Arena construída teríamos em funcionamento:

      – Naming Rights;
      – Camarotes;
      – Restaurante;
      – Publicidade;
      – Eventos;
      – Shows;
      – Bares;
      – Estacionamento;
      – Mocoprojetos turístico 1 e 2;
      – Nova adesões de 20 mil associados no Moco-SMV > Plano TOP;
      – Nova 20 mil adesões no Moco-MSV > Plano Bacana;
      – (…)

      Robinho, se a gente começar a construção em Julho de 2014, Mocota acredita que se tudo correr bem, em Dezembro de 2016 será entregue a Arena Rubro Negra multi uso na Paralela.

      PS – Mas Mocota tem certeza que se os verdadeiros conselheiros, políticos Rubro-Negros, diretoria e eleitores Rubro-negros solicitarem, o Governador cede a pressão e troca o Barradão por Pituaçu antes das eleições de 2014… Captou?

      ——————–

      Robson, da forma que você tá colocando o PIB soteropolitano, parece que em Salvador, shoppings do porte do Shopping Barra, Salvador Center, Itaigara, Iguatemi nunca vão existir ou sobreviver.

      Na sua opinião num universo de 2.676.606 habitantes em Salvador + 1.200.000 de Rubro-Negros espalhados pelo mundo + 350 mil turistas que chegam via Cruzeiro Marítimo em SSA só existam “quebrados”?

      Seria impossível arranjar entre 45 e 55 mil sócios para o Moco-SMV + 350 mil pagantes para os mocoprojetos turístico + frequência de 5.000 pessoas/dia nas outras opções comerciais da Arena Rubro-Negra na Paralela?

      Desse jeito então, Mocota já viu que Salvador tá muito próxima do Zimbabue, na África, que tem um PIB de apenas US$ 200 per capita.

      Será que é mentira que só o carnaval movimentou cerca de R$ 1 Bilhão na economia soteropolitana em 2013…

      ——————

      Robson que coisa mais sem sentido essa sua de querer afirmar que o que só pode sustentar a Arena Rubro-Negra são grandes eventos e não o turismo.

      Robson o turismo consegue sustentar um País. Grandes eventos, não. Captou?

      Em nenhum momento Mocota afirmou que o Vitória iria arrecadar R$ 400 Milhões com novos sócios.

      Mocota vai comprovar para todos os conselheiros que o Vitória pode arrecadar R$ 14 Milhões com o Mocoprojeto turístico 01 e R$ 60 Milhões com o Mocoprojeto turístico 02.

      Você está convidado, dede já, a comparecer a esta reunião extraordinária do conselho.

      ——————–

      Pegar turistas para levar para admirar o estadio e voltar para o hotel? (sem comentários…)

      ————————

      Robson uma arena vai arrecadar não só com bilheteria, mas também com publicidade, estacionamento, shows, bares…

      Para você ter uma noção, o Barradão “basicão” do jeito que é, funcionando somente em dias de jogos na Serie B/2012, faturou em torno de R$ 6 Milhões.

      Então podemos admitir que a Arena 51 no centro da cidade, operando todos os dias, não precisa de casa cheia em todos os jogos para faturar por volta de R$ 46 Milhões. Concorda?

      http://www.tribunadabahia.com.br/2013/03/07/faturamento-anual-da-arena-fonte-nova-pode-chegar-r$-46-milhoes

      ——————————-

      Mocota leu todos os links que você enviou e achou alguns pessimistas e outros superficiais.

      Quanto ao Grêmio que levou uma baita rasteira da OAS, Mocota já tinha lido a respeito e por isso vem divulgado para o futuro presidente ficar vigilante em todos os detalhes do futuro projeto.

      ———————

      Robson, o futuro do Vitória não deve ser definido pela carência dos moradores de Canabrava.

      A função do Presidente do Vitória é gerir o clube profissionalmente e não virar o símbolo de “Salvador da Pátria de Canabrava”.

      Isso é um problema do Estado e da Prefeitura.

      O Vitória pode e deve colaborar com várias comunidades carentes.

      Porém, não esquecendo que o foco principal de um clube profissional é aumentar as receitas.

      Caso contrario o clube quebra e desta forma nem ajuda os outros e nem a si mesmo.

      ————————

      Com relação ao futuro do Vitória a proposta de Mocota é muito clara.

      Plano A:

      – Trocar o Barradão por Pituaçu;

      – Construir a cada ano uma nova fonte de receita: Mocoprojetos Turísticos, camarotes, restaurantes, bares…

      Plano B:

      – Atrair no minimo 35.000 novos sócios e depois partir para buscar as melhores condições de financiamento de uma nova Arena multi uso.

      PS – Antes que você reclame, o Moco-SMV é inovador, mais atraente e rentável que o atual.

      No Stress!!!

      —————–

      Diga não a Fonte Nova. Diga sim ao Novo Barradão na Paralela.

      Avante Leão!!!

  4. robson leão Says:

    Obs i. Não sou eu que indiquei o pib soteropolitano.

    São dados do IBGE cidades.

    Salvador tem pib equivalente a 1/5 do rio de janeiro e 1/12 avos de são paulo.

    Manaus, que não é nada no futebol, também tem 4 shoppings e aí ???

    Salvador tem a 3a rede hoteleira (atrás de são paulo e rio).

    A 4a cidade é porto seguro.

    Porque será que Porto Seguro não tem a 3a força do futebol da Bahia ???

    O que turismo traz para o futebol ????

    Por que o Paris Saint Germain não explora esse potencial (já que Paris é a cidade mais visitada da Europa ???

    Que conta é essa de 400 milhões por uma arena ?????

    Depois, aumenta o orçamento em 30% e pronto (como todas as outras e pronto).

    O Independência custou 235 milhões. Sem falar em terreno que já existia e sem estacionamento. E olha que é um equipamento para 23.000.

    Então, numa regra de três simples, uma arena para 50.000 custaria 500 milhões sem o terreno.

    E a manutenção ??? Na Europa, não se quebra um assento.

    Aqui, em um único baxvi, teve 21 assentos quebrados. Aqui se quebra cadeira escolar, orelhão público …. .

    Ficaria curioso em saber como um estádio vai se tornar atração turística.

    Sim, porque os europeus estão acostumados com arenas suntuosas.

    Os americanos tem ginásios fantásticos, arenas de futebol americano, beisebol.

    Até nós, em um país de terceiro mundo, temos acesso a uma pretensa arena.

    Que novidade uma copiazinha de arena européia vai apresentar para os turistas ???????

    Por que nenhum estádio do mundo arrecada isso.

    Por que o mítico La Bombonera não rende nem 5% do você diz que o Barradão renderia ?????

    Qto. aos comentários sobre as arenas, novamente, Mocota desviou.

    Tem um episódio da Família Dinossauro, que Dino é candidato a sábio, que utiliza essa estratégia.

    “política com a família Dinossauro” (tem no you tube)

    Simplesmente, muda o foco.

    Foge do assunto qdo. todos os argumentos levam a conclusão que só uma arena com dezenas de shows poderia ser lucrativo.

    No Madison Square Garden, são 250 no ano.

    Enquanto a Arena HSBC recebe quase de uma centena de eventos esportivos no ano, o Morumbi recebe um show da madonna, um show do guns and roses e só.

    Só consigo pensar em uma hipótese do Barradão se tornar inovador a ponto de se transformar em um ponto turístico (o gramado no teto – realmente seria diferente, mas tem o problema da gravidade).

    • J Mocota Says:

      Caro Robson,

      > Manuas x Salvador – Os shoppings de Manaus não faturam a mesma quantidade de grana que os de Salvador. Fato!

      > Porto Seguro não tem a terceira força da Bahia no futebol, por que lá não possui um clube com 2.000.000 de torcedores.

      Mas se algum dirigente de Porto Seguro, no futuro copiar o Mocoprojeto turístico 02, Porto Seguro certamente terá clube na Serie B do Brasileiro.

      > Arena + Turismo Sustentável é uma Mocoinvenção. Mocota tem culpa se na França não existe um Mocota? Tem?

      > Arena de R$ 400 Milhões:
      Link:
      http://www.palmeiras.com.br/conteudo/?categoria=Arena&menu=Clube

      > Manutenção: Torcida organizada teria espaço sem acento. Eles fazem questão de pular e ter espaço para fazer a festa. Isso faz parte da nossa cultura e tem que ser respeitado.

      Torcedor do Vitória não danificaria a própria cadeira. Veja que na Arena 51 as sardinhas que se acham donas do espaço danificaram apenas 02 cadeiras. Existindo campanha educativa mais punição para os infratores a tendencia será diminuir.

      > Um estádio não vai se transformar em atração turística. O estadio vai faturar com o turismo. Captou a diferença?

      > “Por que nenhum estádio do mundo arrecada isso?”

      Ora Bolas! Por que Mocota resolveu nascer no Brasil!

      > Se a La bamabonera não tem o mocoempreendedorismo? Fazer o que?

      > Quanto aos links postados por você:

      – Mocota achou alguns links pessimista;

      – Outros, alguns clubes não manjaram fazer projeções financeiras (faltou apoio do Sebrae);

      – Outros, você quer convencer Mocota que ginásio voltado para eventos rende mais grana que uma Arena voltada para o turismo. No futuro Mocota vai lhe provar que não.

      > “… a conclusão que só uma arena com dezenas de shows poderia ser lucrativo.”

      Você está errado com a sua afirmação acima, Robson.

      Nem só de pão vive o homem e nem só de shows sobrevive uma arena.

      > Se Robson acha que para uma Arena lucrar com o turismo o gramado tem que estar no teto, Mocota só lamenta Robson enxergar melhor quando anda plantando bananeira…

      No Stress!!!

      ——————-

      Diga não a Fonte Nova. Diga sim ao Novo Barradão na Paralela.

      Avante Leão!!!

  5. robson leão Says:

    Mocota,

    No streets either.

    De fato, é bem divertido.

    Não nos deixemos iludir com o fato de que Mocota, muitas vezes, se mostra teimoso, como se fosse independente de tudo no Planeta Terra.

    Nota-se particularmente na conversa com ele, que não é com ele pessoalmente que se fala, mas com slogans e senhas que vieram a domina-lo. Ele se acha sob um fascínio, ele está obcecado, abusado em seu próprio ser.

    Se alguém indagar como será possível arrecadar dinheiro de todos os turistas sem tornar a arena um ponto turístico ?

    Mocota diz que é só seguir as Mocodicas, ou seja, construir uma Arena na Paralela que todos que observarem o equipamento de relance terá fascínio em conhcê-la.

    Se alguém indagar porque o Paris Saint Germain não consegue atrair a atenção dos turistas que conhecem à França ?

    Mocota diz que mocota é brasileiro e ninguém tem a Mococapacidade.

    Se alguém indagar porque o Boca Juniors, detentor de 23 títulos internacionais e do La Bombonera (Estádio mais famoso das américas) não consegue arrecadar 5% da loucura dos 60 milhões com turistas ?

    Ele diz que os argentinos são incompetentes e não tem a Mocovisão “além do alcance” de transformar um Estádio numa mina de ouro.

    Se alguém questionar porque os americanos relazam 250 eventos por ano no Madison Square Garden para torná-lo rentável ?

    Ele diz que é poque não possuem a Mocodestreza de fazer as coisas darem certo.

    Se alguém perguntar porque tantos cronistas e desportistas questionaram a viabilidade do Engenhão e da Arena do Grêmio?

    Ele diz porque não possuem o Mocootimismo.

    Se alguém indaga porque o CAP decidiu fazer uma pequena arena para shows (imitando a HSBC Arena) apesar de não possuir equipes de esportes olímpicos ?

    Ele diz que falta a Mocointeligência acima de qualquer dado concreto.

    Para vencer a Mocoloucura não basta um ato de debate (esclarecimento), mas é preciso um ato de libertação, ou seja, Mocota precisa ser convencido que não é Deus e existem milhares de seres humanos com capacidade idêntica à sua.

    Pessoalmente, por todos os argumentos do texto (do CAP, da HSBC Arena, do Madison Square Garden, só com vários eventos uma arena pode se tornar rentável.

    Neste sentido, quando alguém convencer Mocota que é, apenas, um humano sem Mocopoderes, refaço o questionamento:

    i. Que estádio do mundo arrecadou 60 milhões de reais por ano de turistas sem ser ponto turístico e sem servir aos shows ?????

    ii. Que estádio arrecadou a metade disso ???

    iii. Como tomar 60 milhões dos turistas sem tornar a Arena um ponto turístico ???

    iv. Qual seria o local da construção ???? Que terreno ??? Qto. custa o metro quadrado ????

    • J Mocota Says:

      kkkkkkkkkkkkkkkkk…

      Irmão Robson, seu texto foi EXTRAORDINÁRIO!!!

      Parabéns!!!

      Plac, Plac, Plac…

      PS I – Quer fazer um teste para Mocoteiro? Você demonstrou algumas habilidades para ser um Grande Guerreiro Motivador.

      PS II – Você teria um nome de guerra nos treinamentos…

      PS III – VAI DESISTIR SEU ZERO MEIA??? (rs!)

      ———————–

      Caro Robinho,

      Entenda que Steve Jobs, Bill Gates, Santos Drummond, Sigmun Freud, Leonardo da Vinci… não foram seres extraterrestres.

      Eles buscaram inovar na área que eles tinham domínio.

      Não vá tentar discutir com Mocota teorias sobre pedagogia, biologia, química, física, contabilidade, engenharia, pesca, jornalismo, odontologia… Que Mocota não vai acrescentar em nada.

      Não tente sonhar com Mocota redigindo um brilhante texto como os de Franciel, que você corre o risco do seu sonho virar um grande pesadelo.

      Por ser muito malino, talvez na medicina, a única área que Mocota poderia emitir alguma opinião seria sobre ginecologia por conhecer o caminho da perdição.

      Mas já com relação ao Vitória, Motivação, Turismo e empreendedorismo…

      Pode fazer a fila!!!

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkk…

      —————-

      Prezado Robson, o Engenhão é voltado apenas para jogos e foi mal feito. Já a arena do Grêmio esta sendo inviabilizada pelo vacilo da diretoria que não sacou a malicia da OAS.

      Muito sabidinho o senhor, sabia?

      Será por que Robson não cita as Arenas do Sport e do Palmeiras que no contrato está muito bem claro: “Enquanto durar a parceria, 100% da bilheteria pertence ao clube e as despesas de manutenção serão TODAS da empreendedora”.

      Hã? Hum? Hein?

      Veja como a OAS lascou o Grêmio em banda e depois traga o retorno.

      Avalie a localização e quantas fontes de receita existem no Engenhão e depois traga o retorno.

      Robson, Robson… (rum!)

      ———————————

      Caro Robson, Mocotylson perguntou a Mocota:

      – Mocota você tá louco? Fica mandando essas mocodicas para todo mundo ter acesso?

      – Tem sardinha de olho…

      Mocota respondeu:

      – No nosso Plano de Negócio quem poderia ser o nosso principal concorrente, seria a Arena 51. Só que a Arena 51 já está pronta e não tem mais como adaptar os Mocoprojetos turísticos 01 e 02.

      – Só se derrubar e levantar novamente.

      – Mocotylson, loucura seria Mocota revelar antes da finalização da Arena 51.

      PS – E para você, caro Robson, segue também essa mocodica.

      Construir uma Arena “sem sal” em Canabrava voltada somente para eventos e jogos pequenos, é um projeto que já começa com cheiro de fracasso por começar em posição de inferioridade a um concorrente direto existente que seria a Arena 51.

      Para você ter uma noção melhor compare os fatores localização, visibilidade e público-alvo na disputa Canabrava x Centro e depois traga o retorno.

      E tem mais. Em nenhum momento Mocota descarta a realização de 1,2,3 … 20 ou 1000 eventos/ano. Mocota apenas defende que o turismo é quem tem que ser o carro chefe e a possibilidade de sucesso aumenta se a Arena Rubro-Negra for erguida em uma via super-movimentada entre o Centro da cidade e o aeroporto.

      ———————

      Caro Robson, esqueça o que o mundo já fez ou deixou de fazer.

      Vamos pensar daqui pra frente: “Qual a oportunidade de negócio que o Vitória poderá explorar com eficiência no mercado?”.

      Talvez você não saiba, mais foi um time não-riquinho do Nordeste Brasileiro que lançou a campanha “Meu sangue é Rubro-Negro” e o mundo aplaudiu de pé.

      Sendo assim, podemos impactar também em ouras situações.

      O que nos impede de ser feliz?

      Um governador sardinha?

      As grandes empreiteiras enchendo os bolsos e colocando os sonhos de uma grande Nação Rubro-Negra em segundo, terceiro, quarto plano…?

      Unidos podemos superar essas barreiras facilmente. Pode acreditar.

      ————————–

      Quanto ao local de construção, espaço é que não falta na Paralela.

      Fora Pituaçu, tem o Wet’n Wild, etc e tal.

      Nosso irmão Rubro-Negro Jodnei Pereira lançou um texto no Leão Minha Paixão com várias opções na Paralela.

      Sem a opção Pituaçu, o Vitória pode levantar sua própria arena atraindo novos sócios + financiamento, ou ainda, atraindo um grande parceiro tendo apenas muito cuidado na confecção do contrato.

      ——————

      Robson, Mocota não é o dono da verdade e nem tão pouco o Dr. Sabe tudo.

      Mocota solicita apenas que os poderosos do Vitória escutem, avaliem e votem na melhor possibilidade que possa existir com relação nova casa do Leão.

      A opção vitoriosa poderá ser de Robson, Fiuza, Marcelo, Mocota ou quem quer que seja.

      Mas que a opção eleita seja escolhida com democracia e transparência (by Franciel Cruz).

      PS – Mocota torce para que exista algum projeto mais rentável que os Mocoprojetos. Só quem sairia ganhando seria o Vitória.

      Concorda?

      ——————

      Mocota vai tentar matar um pouco da sua curiosidade…

      Mocoturista para admirar o Farol da Barra: Gasta R$ 0,00

      Mocoturista para admirar a la bombonera e comprar alguns produtos gastaria no máximo o que? Cerca de uns R$ 100,00… R$ 200,00…???

      Na Arena Rubro-Negra: Um Mocoturista poderia gastar com produtos ou serviços cerca de R$ 250,00, R$ 300,00, R$ 450,00… R$ 1.000,00…

      Captou?

      Robson Mocota acredita que você já acredita nos Mocoprojetos e essa inquietação toda sua é apenas curiosidade e o desejo de ver o Vitória contratando jogadores de nível internacional para juntar “aos da base” e conquistar o mundo.

      Mocota tem certeza que se estivesse defendendo salão de estética para minhocas ou berçário para sardinhas, para o Vitoria crescer, você e nenhum outro Sábio Rubro-Negro trocaria ideia com Mocota.

      Confere?

      ———————-

      Robson, quando Mocota disse que discordava desse seu texto, só foi com relação a Arena.

      Com relação ao site do Vitória, buscar divulgar a marca do Leão no interior… Mocota achou uma Robiniciativa de primeira categoria.

      Parabéns!!!

      Plac, Plac, Plac, Plac, Plac, Plac, Plac, Plac, Plac… (Mocota aplaudindo de pé).

      ————–

      Arena Rubro Negra mais Turismo. A nova cara do Leão.

      ——————-

      Diga não a Fonte Nova. Diga sim ao Novo Barradão na Paralela.

      Avante Leão!!!

  6. robson leão Says:

    Obs.

    Se você tiver, de fato, o Mocopoder de convencimento, recomendo que Alexi contrate você para convencer Jaque Wagner conceder Pituaçu ao Vitória.

    • J Mocota Says:

      Robson, para convencer o governador o caminho seria + ou – esse.

      – Governador o Vitória faz 10 jogos por ano na Arena 51 nos próximos 05 anos:

      – 01 Vi x Ba
      – Mais 05 jogos contra grandes do Brasileiro;
      – Mais 04 jogos contra os medianos do brasileiro;

      Condição:

      Trocar o Barradão por Pituaçu.

      PS I – Mas nem se iluda que Alexi não demonstrou a mínima intenção de fazer isso. Ele tem uma ótima relação com o consorcio e não quer magoar…

      PS II – Robson, se a torcida do Vitória pensar no futuro e avaliar que tiriquinha Jr não será eterno no comando das sardinhas e a Arena multiuso do Sport só depende da liberação da Prefeitura para começar as obras, a Nação Rubro-Negra boicotaria todo jogo que o mando de campo for do Vitória e Alexi tirasse o Vitória do Barradão.

      PS III – O consorcio não é otário. É melhor ter o Vitória por 10 jogos nos próximos 05 anos do que não ter nenhum.

      PS IV – Mocota já conseguiu tirar alguns Rubro-Negros do VI X Ba do dia 28/04. Esses já estão trabalhando para conscientizar outros Rubro-Negros que o consorcio não tem amor pelo Vitória e sim ao lucro.

      PS V – É difícil lutar contra a propaganda da Arena 51 na TV Bahia, Radio Sociedade, globo.com, etc e tal? Lógico que é!

      Porém o medo que eles tem da torcida Rubro-Negra gritar: “Sonhos não se vendem”, para o consorcio e sardinhas, é maior ainda.

      Caro Robson, tenha certeza que iremos perder algumas batalhas. Mas a Arena Rubro-Negra multiuso na Paralela nós iremos erguer!

      Se Alexi Portela pensa que nós estamos satisfeito em ser competitivos apenas no Nordestão(?) e Campeonato Baiano(?) ele está muito enganado.

      ——————-

      Diga não a Fonte Nova. Diga sim ao Novo Barradão na Paralela.

      Avante Leão!!!

  7. carlos leão Says:

    Com Portela sabemos que o caminho é abandono da idéia da casa própria.

    Assim, esse debate só faz sentido com a oposição:

    Ainda não tivemos acesso a proposição do msmv.

    A idéia divulgada no site do vitoriaséculo21 me preocupa pela qtia do investimento.

    É bom recordar da final do Nordestão de 2001 com ingresso que equivalia a 25% do salário mínimo.

  8. carlos leão Says:

    Prezado Mocota,

    Gostaria de compartilhar discurso antigo citado na Câmara dos Deputados (não sei porquem e nem quando).

    Obs. Não simpatizo com os políticos elogiados no discurso, embora reconheça o seu trabalho

    Tem no site do Planalto.

    E em seguida, um projeto não concluído do Complexo Esportivo Benedito Dourado da Luz.

    Não sou a favor do projeto, mas sim, da adaptação para modernização do Barradão.

    Por último, apesar de concordar com a proposta relativa ao Pituaçu em princípio, devemos ter em mente as limitações levantadas por alguns analistas.

    “Senhor presidente,
    Senhoras e senhores deputados.

    Mais do que nunca, os versos afirmativos da canção – “Você já foi à Bahia? Não? Então, vá!” -, celebrizada pela criatividade e pela voz de Dorival Caymmi, tornou-se um apelo atual.

    Mas não se trata de um apelo para se conhecer as belezas naturais, a forte cultura e os exemplos de seriedade e austeridade da Bahia na gestão da coisa pública.

    Desta vez, o Brasil precisa ir à Bahia para ver de perto a mais inovadora experiência de combate à pobreza, de resgate da dignidade humana e da cidadania, e de recuperação de área ambientalmente degradada que já se tem notícia no Brasil e até mesmo na América do Sul e Caribe.

    Durante mais de 20 anos, o lixo urbano de Salvador foi depositado a céu aberto, numa área de 69 hectares, denominado Lixão de Canabrava. Quando começou, era uma região periférica, de ocupação rarefeita, localizada no traçado da antiga Estrada Velha do Aeroporto da capital baiana, construída para uso dos comboios militares durante a II Guerra Mundial e pouco utilizada no dia a dia da cidade. Situação que se reverteu com a expansão da cidade.

    A região é hoje densamente povoada e tornou insuportável a continuidade do lixão. Depois de um programa de relocação do depósito de lixo da cidade, com a construção de aterros sanitários tecnologicamente modernos, dotado de sistemas de reciclagem de materiais descartáveis, o velho Lixão de Canabrava tornou-se uma herança maldita.

    Foi essa herança maldita dos restos e descartes da cidade, senhoras e senhores deputados, que a sensibilidade e o humanismo do Prefeito de Salvador , Antonio Imbassahy, transformou no mais ousado empreendimento humano e ambiental das grandes capitais brasileiras da atualidade.

    No início desta semana, ao lado do senador Antonio Carlos Magalhães e do secretário de Serviços Públicos, Jalom Oliveira, o prefeito entregou à comunidade o Parque Sócioambiental de Canabrava, certamente o mais avançado empreendimento público de recuperação de área degradada.

    Para dar início a este parque, há exatos seis anos foi implantado o Projeto Criança Canabrava, pioneiro na retirada de crianças e adolescentes de lixões no Brasil. Foram 330 crianças e adolescentes. Hoje, apenas 108 meninos e meninas continuam sendo atendidos com educação, trabalho, esportes e lazer. Os demais 122 completaram 18 anos e foram encaminhados ao mercado de trabalho.

    Já os pais dessas crianças e adolescentes, homens e mulheres que também viviam e até se alimentavam dos restos de comida depositados no lixão, foram transformados em trabalhadores especializados em reciclagem. Eles conquistaram emprego formal na Unidade de Triagem implantada na área de Canabrava após a desativação do lixão. São mais de 100 catadores hoje transformados em trabalhadores de carteira assinada.

    Essa foi a face da dignidade da vida humana, do fortalecimento da cidadania, deste notável trabalho que transformou um lixão em parque sócio-ambiental, que beneficou mais de mil pessoas que, direta ou indiretamente, sobreviviam do lixo.

    Esta semana, em parceria com o governo do Canadá, que doou 2,4 milhões de dólares canadenses a fundo perdido, o prefeito Antonio Imbassahy entregou à comunidade todos os equipamentos do Parque Sócioambiental de Canabrava, onde se destaca uma Usina Geradora de Energia, que utiliza o gás metano produzido pelo lixo compactado e em decomposição.

    É importante destacar que, antes, esse mesmo gás metano era utilizado pelos catadores de lixo, na Bahia chamados de “badameiros”, para cozinhar ou esquentar restos de comida que achavam no meio dos detritos. Muitos foram vitimados pelas explosões do gás.

    Hoje, com tecnologia avançada fornecida pelo Canadá e acessível em poucos países do mundo, esse gás está sendo utilizado para produzir 75 KW/hora, com potencial parra 3 mil KW/hora, capaz de abastecer uma cidade de 50 mil habitantes.

    Mas o Parque tem uma dimensão ainda mais ampla. Possui uma Estação de Transbordo, que trata 2 mil toneladas/dia de lixo, separando o material reciclável do material orgânico que é destinado ao Aterro Sanitário Metropolitano.

    A ela se soma a Unidade de Compostagem, que transforma restos de feiras livres, poda de árvores e outras matérias orgânicas em adubo para praças e jardins. Nessa unidade, em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), jovens de famílias de baixa renda formam as novas gerações de trabalhadores especializados em jardinagem.

    Outra instalação, a Unidade de Reciclagem de Entulho, é pioneira no Nordeste. Em parceria com a UFBA e Fundação Odebrecht, esta unidade vai reciclar 240 toneladas/dia de resíduos da construção civil para fabricação de blocos, telhas e tijolos.

    Cabe destacar também o Conjunto Esportivo e de recreação do parque, destinado ao lazer das comunidades circunvizinhas. Onde antes só havia degradação, foram implantadas campos de futebol, quadras poliesportivas, pista de Cooper, equipamentos de ginástica e parque infantil.

    Tudo isso, senhoras e senhores deputados, numa área onde já foram plantadas mais de 10 mil mudas de espécies nativas e plantas ornamentais para recomposição da mata atlântica original.

    Para lhes dar a dimensão da transformação da área do Parque, quero fazer mais um registro: de acordo com estudos da Universidade Federal da Bahia, em 1995, antes, portanto, da eleição do prefeito Antonio Imbassahy para seu primeiro mandato, havia em Canabrava uma população de 4 mil urubus.

    Era o terror das autoridades da Aeronáutica, porque o lixão ficava na linha de aproximação das aeronaves que se dirigiam ao Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães. Hoje, com a implantação do parque, vivem na região apenas 200 aves. As outras 3.800 migraram.

    Esta semana aconteceu em Canabrava, certamente, a primeira partida de futebol num campo onde antes era um lixão. Foi à noite e os jogadores eram ex-catadores de lixo. A iluminação só foi possível devido à usina movida a gás metano oriundo da decomposição do lixo. O homem e o meio-ambiente em simbiose, pela elevação da qualidade de vida.

    Para finalizar, senhor presidente, senhoras e senhores deputados, além de parabenizar o prefeito Antonio Imbassahy e o seu secretário Jalom Oliveira por esta obra notável, faço aqui desta tribuna, em nome do povo de Salvador e do seu prefeito, um convite à Ministra do meio-Ambiente, Marina Silva, para que vá à Bahia conhecer a experiência do Parque Sócioambiental de Canabrava.

    Sua Excelência, uma mulher nascida na floresta e uma líder política da Amazônia, vai se emocionar com esta iniciativa urbana que dignifica a vida, o ser humano, e recupera a natureza em área ambientalmente degradada.

    Muito Obrigado.

    Projeto original do complexo esportivo benedito dourado da luz:

    http://www.ecvitoria1899.xpg.com.br/patrimonio.html

    Frise-se que, na verdade, uma construção no Barradão deveria representar uma adaptação deste projeto.

    Não podemos menosprezar um patrimônio como esses. E é isso que vai acontecer se nos lançarmos a uma aventura sem previsão de conclusão em razão de colocar o complexo esportivo como garantia.

    Exemplo: Se construíssemos um edifício garagem no campo do atual predinho (que, para mim, precisa ser demolido para construção de um lance de cadeiras para associados e camarotes), poderia ser compensado com a recuperação do campo do perônio (que é o campo de barro que você pode visualizar em frente ao alojamento da base do clube.

    São previstos, no projeto original, seis campos em cima.

    Também acredito que 3 campos são suficientes para a base.

    Construíria um estacionamento em cima, os três campos, uma quadra coberta para trabalho com a comunidade e o ginásio arena.

    Apesar de ser melhor localizado, devemos ponderar que Pituaçu tem um problema sério de estacionamento (E OLHA QUE EU TAMBÉM SOU FAVORÁVEL A PITUAÇU).

    E não tem como ter uma solução fácil.

    http://www.comunicacao.ba.gov.br/fotos/2009/01/22/fotos-aereas-do-estadio-de-pituacu

    O Estacionamento, em Pituaçu, não seria nem 1/5 do que seria no Barradão.

    Não tenho a menor dúvida de que, em que pese não ter a localização ideal, com 40 milhões o ECV transformaria o Barradão em um equipamento muito mais atraente do que Pituaçu.

    Poderíamos fazer os alambrados altos no gramado e, no lance da ferradura apenas uma pequena proteção para crianças para melhorar a visibilidade.

    No meio do campo (área das cadeiras/ alambrado de 2m) e na arquibancada de 4m por conta da proteção dos goleiros).

    Aliás, aquela pista que não serve para nada torna o Pituaçu uma piada em termos de arquitetura. Leia o link abaixo:

    http://beirario2014.blogspot.com.br/2009/09/estadio-de-pituacu-e-assim-que-nao-se.html

    Por outro lado, as placas solares poderiam ser facilmente adaptadas ao Barradão.

    http://www.bahiatododia.com.br/index.php?artigo=14431

    Os bairros vizinhos ao Barradas, hoje, contam com importantes investimentos:

    http://www.oasempreendimentos.com/books/evolution_business/02/

    http://www.oasempreendimentos.com/empreendimento/jardins-dos-girassois/

    http://www.vivareal.com.br/venda/bahia/salvador/bairros/trobogy/apartamento_residencial/

  9. Canijah de Moreré Says:

    Muito legal Robson. As dimensões e suas quantidades, seja do ponto de vista econômico, cultural, social e esportivo, colocadas em sua apresentação demonstram uma quebra nesse conceito de arena que vem sendo ditada pela nova ordem mundial.
    Em relação as divisões de base coloco a disposição o meu projeto de criação de uma escola para atletas do clube, uma escola temática com pedagogia e voltada à cidadania esportiva em cada disciplina da grade curricular do ensino básico e fundamental.

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