Archive for outubro \29\UTC 2012

Caneladas corneteiras

outubro 29, 2012

A bem da verdade, nosso time tem que subir é com urgência! Pelo menos lá ele só estraga o domingo do meu fim de semana. Pois desde sexta-feira, ando mais azedo que sovaco de mendigo. Como é que não distribuo caneladas?

Por incrível que pareça, Deola foi menos exigido que na partida contra o poderoso CRB. Apesar disso, não teve culpa no gol sofrido (e ainda nos salvou de um vexame maior).

Falando em culpa, não dá pra colocar a derrota exclusivamente na conta dos laterais. Nino e Mansur, apesar das conhecidas deficiências, ficam sem opção quando se lançam ao ataque. Sem jogadas de ultrapassagem ou aproximação dos meias, é muito difícil conseguir um bom futebol. Ficaram mesmo no chuveirinho ou nos chutes descalibrados. Muito pouco pra quem prentende(eu falei “pretende”?!?) ser campeão.

Quanto a Josué, apesar do zagueiro ter bastante potencial, ainda está muito verde para ocupar a titularidade. Mais uma vez não jogou bem, vacilou bastante na marcação e errou passes. Gabriel fez uma partida em melhor nível, errando menos e com mais vigor na marcação. Por muito pouco não marca numa cabeçada precisa, no ângulo, mas o goleiro do azulão foi buscar.

Os volantes do Vitória carimbam quase que 100% das bolas que passam pelo meio-de-campo, porém, isto está longe de significar uma evolução do time. Muito ao contrário. Uélliton e Michel atuaram de forma burocrática e sem objetividade. No lance do gol, o camisa 5 não acompanhou a descida do atacante. Se esqueceu que cavalo manso é pra ir à missa. Deu no que deu… Michel arriscou uns 2 chutes que passaram do alambrado. Sem comentários.

Pedro Ken parecia estar a fim de jogo, com um início mais arisco que das últimas vezes, porém, infelizmente, uma contusão logo no início acabou com suas pretensões. Aí a coisa complicou de vez, pois, ruim com ele, pior, sem ele. Eduardo Ramos entrou, mas, ainda outra vez, não mostrou um futebol digno da sua contratação. Willie foi outro que entrou mas também não disse a que veio. Desta vez, nem correria teve. E pra completar o show (de horrores), Tartá: mais escondido que braguilha de gordo. Lento e sem criatividade, deu apenas um bom chute, no primeiro tempo, após tabelar com Elton.

Outra vez ficamos esperando uma boa atuação de Marquinhos. Outra vez ficamos esperando um lampejo genial. Outra vez nada disso aconteceu. O atacante não pegou na bola no primeiro tempo e saiu pra entrada de William. Este, pelo menos buscou o jogo, teve algumas chances pois jogos mais próximo de Elton. Nosso artilheiro, desta vez, não brocou. Mas tentou. De cabeça, perna direita, perna esquerda. Pra nosso azar, o goleiro da equipe paulista estava inspirado e não deu mole.

O resultado não poderia ser diferente. Claro que o time se comportou melhor do que na partida anterior (quando tomou sufoco de um virtual rebaixado). Todavia, nem de longe foi a equipe que tanto aplaudimos no primeiro turno. E agora parece que querem colocar a culpa da derrota nas vaias da torcida. Ora, se não concordo com estas, também reconheço que paciência tem limite: chegamos a ter 8 pontos de frente, na liderança; agora, nem o dever de casa conseguimos fazer.

Ricardo Silva anda mais por fora que cotovelo de caminhoneiro. Se queixou do “pouco tempo” que teve pra trabalhar, embora esteja na beira do campo desde a 1ª rodada. Pelo menos, está provado que Carpegiani não era o (único) problema. Fontes seguras me informaram que há uma insatisfação de parte do grupo com o atual roupeiro, que arruma e dobra as camisas de modo diferente, o que ocasionou um racha no grupo, que levará ao descenso e ao apocalipse (o que dá no mesmo…) Pois é. Mais uma semana pra cornetar, especular, mas, principalmente, digerir a derrota.

Paciência. Se não tiver sofrimento, não é o Vitória. Agora é partir pra cima de outro quase-defunto, o Bragantino, pra ver se conseguimos manter acesa a chama do título. Pelo menos, no que depender de mim, chama é o que não vai faltar: já estou com duas dúzias de velas encomendadas pra sábado. Vamos em frente, que (graças aos adversários!), nada ainda está perdido. Brocaremos?

Para o alto. E além!

Caneladas na lógica

outubro 24, 2012

Num tem jeito que dê jeito. A solução é continuar apelando para o sobrenatural e invocar as palavras do filósofo Lulu Santos.  “não há lógica que faça desandar o que o acaso decidir”. Mas como, de filósofo, eu só tenho mesmo o fígado baqueado, meto minhas caneladas nos maus presságios: vá-de retro, coisa-ruim!

Não é de hoje que Deola vem fazendo boas apresentações. Mas desta vez o encapetado resolveu pegar tudo. Fez algumas defesas arrojadas, outras difíceis e outras ainda, miraculosas. Salvou o time em vários momentos, nos dois tempos do jogo. Disparadamente, o melhor em campo.

Nino também manteve a regularidade, ou seja, correu, correu e só. Até quando recebeu a bola livre em dois ou três contra-ataques, não soube o que fazer com ela. Ter velocidade é uma qualidade importante para um lateral, porém, se não acerta um passe de meio metro, entorna o caldeirão. Do outro lado, Mansur tentou arriscar algumas investidas no ataque, mas também errou passes em demasia. De quebra, deixou uma avenida lá atrás. Com o futebol praticado, não ganha a posição nem pra saci (que deus o tenha).

Diante das deficiências do ataque alagoano, Josué e Gabriel deixaram muito a desejar. Sonolentos, pareciam enfeitiçados, permitindo o avanço dos atacantes alagoanos pelo no meio da defesa, obrigando Deola a se virar. E este é uma fato relevante, porque estamos falando do CRB, um dos piores times da competição. Oxalá o retorno de Victor Ramos traga de volta o equilíbrio e a segurança tão necessários nesta reta final.

E nem com reza braba apareceu o bom futebol dos nossos volantes: Uélliton foi outro bastante discreto, para dizer o mínimo e não gastar palavrões com o referido. Apenas se limitou a dar o combate no meio-campo e, assim como o restante da equipe, errou bastante. Michel esteve um pouco melhor; pelo menos, foi mais combativo (inclusive salvou um gol em cima da linha) e teve mais disposição em auxiliar o ataque rubro-negro.

Mais um horripilante: Pedro Ken até que começou parecendo um pouco mais disposto que nas últimas partidas, porém, como num passe de mágica, voltou a sumir completamente. Também não dá pra entender porquê desistiu de bater faltas e escanteios. Assim como ele, Tartá também esteve apagado. Que eu me lembre, somente uma boa jogada de linha de fundo no primeiro tempo, e uma ou outra roubada de bola. Muito pouco pra uma camisa 10, tanto que deixou o gramado pra ver Willie jogar. Mas não viu. O garoto não produziu absolutamente nada no ataque e ainda aprontou uma travessura dos pecados, ao ligar perigosamente um contra-ataque do CRB, no final do jogo.

No ataque, Marquinhos também ficou devendo. Todavia, no meio do marasmo geral da equipe, pelo menos ele não ficou só chupando sangue: arriscou alguns lances, uns chutes de fora da área, uma ou outra ida à linha de fundo, embora sem nenhum sucesso. Eduardo Ramos entrou em seu lugar faltando 15 minutos e seu único lance de relevo foi uma bola Cruzada na cabeça de Elton, o brocador. Este, não pegou na bola o jogo todo. E daí? O encantado tem faro de gol. Na única real oportunidade em 90 minutos, cabeceou de forma certeira e nos deu o triunfo. Dinei entrou em seu lugar, já nos acréscimos, só pra ganhar tempo.

Sem dúvida, do ponto de vista técnico, foi um jogo tétrico, assustador. O time chegou a ser dominado pelo fraquíssimo CRB, e só não levou gols graças à excepcional atuação do nosso goleiro. E não houve antídoto para o péssimo futebol do time: marcou mal, não pressionou a saída de bola, não trocou passes com qualidade. Curiosamente, quando pouca gente acreditava, a Sorte nos favoreceu.

Me referi de propósito à nova palavra de ordem: Sorte. Como o Vitória parece ter deixado o futebol vistoso de outrora em alguma terra muito, muito distante (até porque, o estilo do novo técnico é bem diferente do seu antecessor), profetizo que será assim, na base do sobrenatural, até o fim do Campeonato. Nenhuma novidade para nós, que já sentimos tantos calafrios, nas passagens anteriores de Ricardo Silva pelo comando da equipe.

O lado ótimo: conquistamos 3 pontos importantíssimos e voltamos a vencer fora de casa. De quebra, a rodada nos foi bastante generosa (olha a Sorte aí travez!). E agora, por ironia do destino (ou por feitiço de Carminha), teremos a oportunidade de carimbar o passaporte para a 1ª divisão, dando o troco no mesmo Santo Caetano de amarga lembrança.

Aliás, meus amigos, a batalha final já está marcada: uma noite de sexta-feira, exclusiva para os bravos e de coração forte. Que eles não ousem duvidar, pois minha vingança será maligrina: vão mofar 7 anos seguidos na Segundona, comemorar 7 anos de campeonatos morais e vibrar com 7 anos de melhores campanhas das 7 primeiras rodadas do segundo turno. É a treva!

Para o alto! E para o além!

Caneladas caceteiras

outubro 22, 2012

Rápido e caceteiro, pois já na próxima terça tem outra final de campeonato pra nós. Sem pipocar, imprimo a marca da travas na canela dos incautos:

Deola (que não estava suspenso, como afirmei antes) bem que tentou evitar a derrota. Fez um bom jogo e, com as mãos ou com os pés, fez o que pôde. Tirou até com os olhos uma bola que bateu na trave. Porém, os gols sofridos foram realmente indefensáveis.

Todo mundo já conhece a correria de Nino. E sabe também que ele não consegue cruzar. Sim, porque, na minha opinião, “cruzar” é diferente de “jogar na área pra ver no que vai dar”. Assim, só deu o goleiro do Atlético/PR. Gilson até que fez um primeiro tempo promissor, com alguma vontade e qualidade, mas na segunda etapa errou tudo o que pode, até pelo abatimento geral da equipe, e chegou mesmo a ser vaiado em campo.

Nossos zagueiros, Josué e Gabriel, fizeram um partida muito fraca. Sempre chegando atrasados, recuando em demasia e perdendo a disputa nas bolas aéreas. No entanto, precisamos ser indulgentes com o primeiro, por ter realmente pouca experiência, e como o segundo, que ocupa o posto de zagueiro mais regular do elenco. Numa partida onde todos jogaram mal, não dá pra lançar toda a culpa em cima da dupla.

Uélliton e Michel também não acertaram muita coisa. O camisa 5 ainda foi um pouco melhor no primeiro tempo, porém, na etapa complementar ambos caíram na dança do “olé”, junto com o resto do time, até serem substituídos por Tartá e o ressucitado Eduardo Ramos, respectivamente. Os dois também decepcionaram. Não apresentaram nada de útil e o segundo ainda falhou feio no lance que originou o segundo gol atleticano.

Difícil dizer quem foi o pior em campo, mas Pedro Ken é um forte concorrente. Sem ter outra cabeça pensante pra produzir algo, tentou resolver sozinho, mas, de efetivo mesmo, apenas 1 chute com certo perigo no primeiro tempo e outro já no apagar das luzes. Assim como o restante da equipe, Willie, mais uma vez, jogou muito pouco. Acabou sendo “pego pra Cristo” por conta da impaciência da torcida. William entrou em seu lugar e foi um espectador privilegiado, assistindo ao jogo de dentro do gramado.

Marquinhos e Elton tiveram poucas chances. Um correndo à toa e o outro sempre preso entre os zagueiros. É que não adianta povoar o ataque se eles não conseguem receber bolas em condições de marcar. A verdade é que esse retorno das “táticas” do chutão e do chuveirinho, dificulta sobremaneira o trabalho da equipe lá na frente. Porém, sobre o aspecto da vontade de ganhar o jogo, o ataque também saiu devendo.

No último comentário, da mesma forma que errei sobre o 3º cartão de Deola, acertei quanto disse que precisaríamos de muita bola pra vencer o Atlético. Dito e certo. Até que no primeiro tempo tivemos mais volume de jogo, embora poucas oportunidades. Porém, após o primeiro gol, nos abatemos e, após o segundo, nos desesperamos.

Para o bem ou para o mal, Carpegiani já foi. Já é passado. Chama-se então o Severino, o Quebra-Galho, mais conhecido como Ricardo Silva. Se o futebol paticado pelo time já tem realmente a sua cara, acertou a diretoria em não ficar pagando salário pra qualquer outro treinador. Agora, só nos resta rezar para que O Paizão recoloque a equipe nos trilhos novamente.

Não dá tempo nem pra lamentar. Próxima terça já tem mais decisão. Também não adianta desespero, pois a única coisa que perdemos até aqui foi a vantagem na pontuação. Mas isso não é nada, SE a equipe realmente quiser retornar ao campeonato, com a garra e a disposição do início. Vamos em frente. Brocaremos!

Para o alto! E além!

Caneladas encardidas

outubro 17, 2012

Cumprida a obrigação, voltamos à realidade, ou seja, à rotina de bons resultados em casa. Só que agora tem mais um ingrediente: haja coração! Então, não me faço de rogado: haja caneladas!

Deola não fez sua melhor partida, mas foi pouco exigido, o que facilitou as coisas. Vacilou em saídas de escanteio e saiu jogando errado com as mãos, mas, por baixo, foi seguro como sempre e não comprometeu. Também teve sorte num bate-rebate dentro da área, com a bola esbarrando na trave e voltando em suas mãos. Fez cera e levou um cartão amarelo. Resultado: desfalque sério na equipe para a próxima batalha.

O retorno de Nino poderia ser bem melhor. Apesar da boa marcação, como ele às vezes é a única opção de saída do time, precisa melhorar no apoio, pois não adianta tanta correria se não consegue acertar um cruzamento sequer. Do outro lado, Gilson, mesmo não repetindo o desastre do último jogo, fez uma partida bastante discreta, tanto na marcação quanto na chegada ao ataque. Que abra o olho, pois Mansur está na cola.

No miolo da zaga, Victor Ramos fez uma partida muito boa. Tranquilo, antecipando aos atacantes e chegando com perigo no ataque. Quase marca de cabeça e, da mesma forma, deixou Uélliton de cara pro gol. Josué estreou em alto nível. Demonstrou personalidade, qualidade no passe e capacidade de recuperação. Só vacilou em dois lances em sequência no segundo tempo, permitindo perigosos avanços dos atacantes alagoanos.

Numa partida tecnicamente fraca, Uelliton se destacou positivamente, jogando com garra e disposição o tempo todo, comandando o time dentro de campo. Perdeu um gol certo de cabeça, mas se redimiu no lançamento de 80 jardas pro nosso 2º gol. Michel também demonstrou disposição e espírito de equipe. Seu pecado continua sendo a saída pro ataque, mas até que arriscou bons chutes. Willie entrou em seu lugar e, na base da velocidade, coseguiu melhorar o desempenho da equipe, inclusive marcando o gol do desafogo, já nos acréscimos.

O destaque negativo ficou por conta de Pedro Ken. Lento e disperso, em nenhum momento apareceu pro jogo. Não fez assistências; nem faltas ou escanteios bateu. Espero que tenha economizado futebol pra arrebentar contra o Atlético/PR. Marquinhos também abusou dos erros e foi pouco produtivo. Acabou saindo entre vaias e aplausou pra entrada de Arthur Maia, no segundo tempo. O garoto entrou com fôlego e tratou bem a redonda, prendendo-a no ataque até o final do jogo.

Élton tem cumprido à risca o papel de centroavante: briga com os zagueiros, se atrapalha, perde boas oportunidades, mas, aos trancos e barrancos, acaba brocando e tirando o time do sufoco. Desse jeito, quem há de criticá-lo? William é que, jogando deslocado pelas beiradas, não pegou na bola, no primeiro tempo. Na segunda etapa retornou à posição de origem e aí melhorou, a exemplo da boa tabela no gol de Élton. Rodrigo Mancha entrou em seu lugar, faltando ainda mais de 20 minutos de partida. O volante entrou pra fechar mais o setor defensivo, tendo em vista que estávamos com o placar favorável. Pelo menos, fez o dele, sem sustos.

O fato é que o “4-3-3” de Carpegiani não produziu o resultado esperado, na primeira etapa. A marcação foi frouxa, com Pedro Ken isolado, Marquinhos perdido, William torto e o torcedor, coitado, com o coração mais apertado que jeans de fresco. No segundo tempo, a mudança de posicionamento no ataque e as alterações acabaram melhorando um pouco o desempenho da equipe, pelo menos o suficiente pra vencer o fraco ASA de Arapiraca.

Como bem fui alertado, nosso time a cada dia vai ficando mais parecido com a antiga equipe treinada por Ricardo Silva: sem padrão de jogo definido, insistindo nos chutões e querendo fazer de Nino um Usain Bolt sem glória. E 1 a 0 é goleada; 2 a 0 é placar histórico! Por outro lado, as declarações dos jogadores e as reuniões dentro de campo (antes e depois da partida), parecem querer aplacar a boataria que rola solta toda vez que o time perde.

Amigos, até o negão Stevie Wonder enxerga que precisaremos de muito mais futebol pra vencer o Atlético/PR, no sábado que vem. Jogo encardido toda vida, mas cujo triunfo, aí sim, colocará o Vitória com um pé na 1ª Divisão. Portanto, todos os caminhos levam ao Santuário, com Fé em Deus e Pé na Tábua!

Para o alto! E além!

Caneledas impacientes

outubro 15, 2012

Hoje resolvi fazer diferente. Acabou a paciência e agora vou cobrar geral. Nada de análises individuais. Até que pra mim seria fácil escrever 14 vezes “não jogou porradinada” e pronto. Porém, prefiro pegar outra estrada, tentando encontrar as perguntas certas. Sim, porque as respostas quem deve dar são os jogadores, a comissão técnica e a Diretoria.

No papel, o time foi o mesmo que empolgou a torcida e o resto do Brasil no primeiro turno, à exceção de Nino e William (aliás, ter Nino no elenco significa precisar de 2 outros bons laterais, pois há tempos o Paraíba joga 1 e fica 5, 6 sem jogar). O que tem a dizer sobre isso o departamento médico do Clube?

Nosso técnico passa a semana inteira treinando com um time e, na hora “H”, resolve mudar tudo. Será que é pedir demais um pouco de coerência e razoabilidade entre aquilo que se planeja durante a semana e o que põe em prática no dia do jogo?

Dentro de campo, transcorrido 1 minuto de jogo, nosso goleiro já havia salvo o Vitória 2 vezes. Se falhou no decorrer da partida, vacilando ao sair do gol ou ficando plantado debaixo dos três paus, o certo é que ele foi o menos pior, nos salvando de um vexame histórico. Mas por que pareceu estar tão intranquilo durante toda a partida?

A defesa inteira também não existiu. Laterais não marcaram e não apoiaram. E o miolo da zaga também foi horrível. O que dizer quando um “gigante” de 1,50m consegue fazer um gol de cabeça na pequena área, sem nem tirar os pés do chão?

E uma dupla de volantes que não acerta um passe de meio metro e permite que o adversário entre diversas vezes “com bola e tudo” na nossa área? Sem falar de Lucio Flavio (aquele mesmo ex-jogador que passou por aqui sem deixar saudades), jogando livre o tempo todo, sem ser incomodado. A que se deve tamanha pasmaceira nm momento tão decisivo do Campeonato?

Hoje também me recuso a falar sobre a (falta de) criatividade do nosso time. Foram 90 minutos de um futebol estéril, preguiçoso, sem objetividade. De repente, nossos atacantes simplesmente esqueceram como tocar a bola, como acertar três passes seguidos. Agora, o que gostaria mesmo de saber é: como um meio-de-campo pode perder TODAS, eu disse, TODAS as divididas que disputou?

Pra completar, lá na frente, mais futebol de série D. Uma ou duas chances durante 90 minutos, desperdiçadas por displicência e um golzinho que serviu pro dono dele se distanciar de Neto Baiano na artilharia Ou seja, não serviu para rigorosamente nada. E Marquinhos, que tem decidido jogos entrando no segundo tempo? Por que não foi utilizado?

Bom, um time que desce pro vestiário tomando 2 a 0 e volta com mais um volante… É realmente preocupante. Queria mesmo nosso treinador ganhar o jogo, colocando em campo Fernando Bob, Mansur e Marcelo Nicácio?

Certeza, apenas uma: há algo de podre no reino da Dinamarca. E não há nem tempo para muitas explicações. Perdemos a liderança e já na próxima terça-feira retornamos a campo contra o ASA. Espero que as respostas sejam rápidas e convincentes, de preferência sob a forma de gols e de um futebol de time que deseja ser campeão. Ou será que, mais uma vez, o Vitória terá medo de ser feliz?

 

 

As prometidas caneladas

outubro 8, 2012

Retgorno a esta impoluta tribuna prometendo uma análise criteriosa e imparcial da última peleja. Mas como todo bom político, sou demagogo, então, o cumprimento da promessa fica pra daqui a mais quatro anos. E tome-lhe caneladas:
Deola assistiu ao jogo de dentro do campo. Praticamente não trabalhou. As 2 ou 3 chances do ABC foram concluídas pra fora, assim, nosso goleiro se limitou a sair nos cruzamentos e receber golas recuadas.
Não dá pra exigir de Léo mais do que ele pode dar. Enquanto Nino não retornar, é aquilo mesmo, não muda nada. Bastante acionado durante a partida, o garoto errou muito mais do que acertou, deixando brechas na defesa e sem  nenhuma efetividade no ataque. Perto do final do jogo saiu pra dar lugar a Rodrigo Mancha, cujo destaque foi uma bola perdida no meio-de-campo que quase complica a vida do nosso time. Na outra lateral, Gilson esteve sumido durante todo o jogo. Seu ponto forte, o apoio, ficou muito aquém daquilo que costuma produzir. Aliás, é bom destacar que seu futebol vem decrescendo a olhos vistos nas últimas apresentações.
A dupla de zaga esteve bem, fazendo o corpo-a-corpo com tranquilidade. Victor Ramos quase deixa seu gol na primeira etapa, numa jogada de escanteio em que tirou o zagueiro mas chutou em cima do goleiro. Gabriel também não comprometeu, muito pelo contrário, esteve firme durante todo o jogo e interceptou importantes jogadas do ataque potiguar, contribuindo para a boréstia do nosso arqueiro. Sem falar no lançamento pra Marquinhos, no lance do gol, que pagou o ingresso.

 

Não gostei do retorno de Uélliton. Não do retorno ao time, mas da atuação na partida. Enganou mais do que pesquisa eleitoral. Disperso, jogou burocraticamente e complicou jogadas simples. Michel foi na mesma balada (no bom sentido, claro). Lento, se não chegou a falhar na marcação, também não produziu nada no apoio, mais uma vez arrisacando uns dois petelecos e só.
Pedro Ken foi a melhor peça do meio-de-campo. Jogou com lucidez boa parte do jogo. Enxergou e virou o jogo na hora certa. Quando domina a bola, dificilmente é desarmado. Imprimiu qualidade e tranquilidade, jogando com a cabeça levantada. Já Tartá, entrou de primeira, mas não apresentou um bom futebol. Não conseguiu se livrar da forte marcação que recebeu na primeira etapa e acabou saindo no intervalo pra dar lugara a Marquinhos. Este, a exemplo do jogo contra o Goiás, se não foi brilhante (longe disso), conseguiu mudar o panorama do jogo. Fez uma excelente jogada que culminou no gol rubro-negro e mais uma ou duas também com muita qualidade. Depois, caiu na mesmice dos demais companheiros.
Inexistente a atuação de Dinei. Passou em branco (ou nulo, o que dá no mesmo). Como já demonstrou que tem futebol, deve ser cobrado, pois esteve o tempo todo preso na marcação. Não voltou pra buscar jogo e não criou uma chance de gol sequer. Ficou devendo. Em seu lugar entrou Arthur Maia que, se não apresentou um futebol de qualidade, pelo menos deixou muito bem encerada a faixa de campo onde atuou (o que já é um avanço). A bem da verdade, o garoto entrou numa fria, pois não é jogador de botar fogo no jogo, o que era a necessidade do time naquele momento. Já Elton, guardou o voto na urna e saiu pro abraço. Homem de ataque, perdeu algumas oportunidades (umas mais claras, outras, nem tanto) porém, deixou sua marca ao concluir a excelente jogada de Marquinhos. Centroavante é isso: brocou e garantiu os nossos três pontos.
Não se sabe se é orientação de Carpegiani ou decisão (consciente ou inconsciente) do grupo, mas claramente o time “puxa o freio de mão” quando percebe que o jogo está controlado. O problema é que, controlar um jogo contra o ABC dentro do Barradão, até que não é difícil. O problema é que o grupo abre mão de ampliar o marcador e, contra equipes mais qualificadas, pode sofrer revezes indesejáveis e bastante prejudiciais.
O Vitória acabou transformando um partida teoricamente fácil, não num sufoco (graças à falta de qualidade do adversário), mas numa preocupante exibição de falta de empenho. O time, em nenhum momento, chegou a mostrar um futebol convincente, que o credencie ao título de Campeão da Série B. Faltando 10 rodadas, precisamos urgentemente nos reencontrar com o futebol jogado no primeiro turno (ou contra o Goiás, há 3 semanas), pois os adversários estão com “sangue no olho” e um vacilo nosso à esta altura, pode ser fatal (Deusulivre!).
Assim como a maioria dos políticos, o futebol do último sábado serviu apenas como mau exemplo. Agora temos mais uma semana pra botar a cabeça, os nervos e a saúde de Nino e William no lugar. O Paraná não é nenhuma galinha morta então, não teremos vida fácil. Mas, como em toda eleição, é tempo de renovar as esperanças. Vamos com fé, pra fazer um grande jogo. Brocaremos, meu povo!

Para o alto! E além!

Canelada no baixo astral

outubro 1, 2012

Depois de exatamente dois anos e caqueirada sem comentar uma derrota, preparem-se para as caneladas vindouras, pois estou mais retado que jumento com mosca no ouvido. Ei-las.

Deola bem que tentou, mas não conseguiu evitar a derrota. Jogou bem, se esforçou bastante, fez importantes defesas e teve sorte no pênalti batido pra fora, porém, nada disso foi suficiente.

Nossos laterais fizeram uma partida sofrível. Carlinhos nem de longe foi aquele da partida contra o Goiás. Pecou bastante na marcação e não conseguiu apoiar a equipe no ataque. Foi substituído por Rodrigo Costa, alteração previsível e “manjada”. Mas o zagueiro jogou o feijão-com-arroz e não comprometeu. Do outro lado, Gilson, além da fraca apresentação no geral, resolveu me homenagear em momento inoportuno, “dominando” de canela e permitindo o contra-ataque no primeiro gol do Avaí.

Coletivamente, não se pode dizer que a zaga do Vitória atuou mal, tanto que o adversário pouco chegou à frente no primeiro tempo, porém, foi na segunda etapa que o caldo entornou. Victor Ramos ficou na média, oscilando entre cortar bolas perigosas e se perder na marcação. Agora, um jogador experiente como Gabriel não pode parar no lance antes de ouvir o apito do árbitro. Acabou cometendo este lactovacilo (ou seja, “deu o leite”) e prejudicou a equipe. Quase se redime numa cabeçada à queima-roupa, mas o goleiro deles defendeu no reflexo. Atuando na lateral, como sempre, marcou sem passar do meio-de-campo.

Os volantes também fizeram uma partida com altos e baixos. Michel foi firme na marcação em alguns lances, mas juntamente com Carlinhos deixou o lateral avaiano penetrar na área sem ser incomodado, no lance do segundo gol. Rodrigo Mancha só jogou o primeiro tempo e, sinceramente, não o vi em campo, nem para o bem, nem para o mal. Deu lugar a Marquinhos que, desta feita, não produziu um lampejo sequer de bom futebol. Por esse tipo de atuação é que o chamam de “ex-jogador em atividade”.

Infelizmente, Pedro Ken e Tartá também não conseguiram mostrar um bom futebol. Até que ambos começaram bem a partida, o primeiro caindo mais pela direita, o segundo, pela esquerda No entanto, os dois encontraram dificuldade nos cruzamentos e prenderam a bola em demasia. Tartá acabou saindo pra dar lugar a Arthur Maia, que não decepcionou: continuou sustentando com brilhantismo seu apelido de “eterna promessa”. Apenas correu de um lado pro outro, sem produzir nada de efetivo.

No ataque, tanto Dinei quanto Elton pouco participaram do jogo. Quase não tiveram oportunidades pra tabelar ou concluir em gol. O segundo ainda me “fez o favor” de perder um pênalti aos 39 do segundo tempo, o que poderia dar ânimo pra equipe buscar pelo menos o empate. Paciência. Vida de artilheiro é assim: passou em branco nessa, na próxima ele broca.

O time escalado por Carpegiani começou bem a partida, com mais posse de bola e fez um bom primeiro tempo. Não fosse o gol dado “de bandeja” pro onze catarinense, poderíamos ter saído com um melhor resultado. O treinador tentou ir pra cima, todavia, as alterações não produziram o efeito desejado. Um jogo encardido, deveras. Nosso segundo tempo foi apático, sem qualidade, sem inspiração. Que tudo de ruim tenha ficado por lá, pois, semana que vem, a história é outra.

Apesar de muito rubro-negro ter se jogado do pé-de-coentro embaixo com esta derrota, é como bem disse aquele anãozinho candidato a vereador: “dos males, o menor”. Tropeçamos, mas não perdemos a liderança e mantivemos a diferença de 10 pontos para o quinto (dos infernos). É esperar o retorno de Nino, Uélliton e William para construirmos nova sequência de triunfos até o final. Portanto, levantemos e sacudamos a poeira. Não podemos esquecer que os outros 19 times dariam TUDO pra estar na posição em que estamos atualmente.

Próximo sábado, já sabe: é dia de Santuário lotado! É dia de “lição de casa”. E nada melhor do que o ABC pra nos ajudar nesta tarefa. Brocaremos!

Para o alto! E além!