Um problema oftalmológico

De prima, advirto que a patacoada das próximas linhas estará prejudicada por um pequeno problema oftalmológico: é que desde ontem, depois do 1º gol do Leão, NÃO VEJO MAIS NINGUÉM NA MINHA FRENTE!!! Então, mais do que nunca, protejam as canelas!

Como imaginávamos, o retorno de Deola trouxe a tranquilidade necessária debaixo dos três paus e também na arquibancada. Em verdade, ele participou pouco do jogo. Defendeu um ou dois chutes e, como de hábito, demonstrou firmeza, mesmo com a bola molhada. Em momento que tomávamos sufoco, nosso goleiro saiu bem nos pés de um dos atacantes, pra abafar um lance muito perigoso. Muito vaidoso, se não tivesse cortado as unhas, teria pego o pênalti.

Nino foi um dos poucos que conseguiu manter certa regularidade nos dois tempos da partida. Longe de ser excepcional, levou o time ao ataque em algumas ocasiões (foi dele o cruzamento pro segundo gol) mas foi um dos protagonistas do “apagão” defensivo que resultou no gol catarinense. Na esquerda, Gilson variou entre um primeiro tempo bom e um segundo tempo irregular, bem abaixo do que mostrou nas primeiras partidas com o manto rubro-negro. Só deu pro gasto naquele setor.

Mal acostumado com o futebol de Victor Ramos e Gabriel, desta feita, vi uma partida fraca dos nossos zagueiros. O camisa 3 (certamente preocupado com as finais da Fazenda 5) não antecipou jogadas, perdeu na corrida pros atacantes catarinenses e, junto com Nino, ficou indeciso na marcação, na jogada que culminou no pênalti a favor do Joinville. Gabriel também vacilou bastante, chutou o vento, etc. Na falta do bom futebol, garra e determinação foram fundamentais pra manter o resultado.

Na frente da zaga, Uélliton tabelou (e quase marcou) numa pintura de jogada tramada com Elton, no primeiro tempo. Mas parece que se deslumbrou com o lance e, a partir daí, resolveu desfilar em campo. Sem a habitual seriedade, iritou a torcida abusando das divididas com o biquinho da chuteira. Michel foi mais seguro. No ataque, esqueça; mas correu bastante pra marcar. Sem fôlego, também caiu de produção no segundo tempo, o que atraiu o time adversário, que jogava com 1 a menos.

Pedro Ken foi outro que não fez uma grande apresentação. Tentou cair pelos lados do campo (e escorregou bastante por ali também) e fez boa jogada na linha de fundo, no lance do primeiro gol. Mas seu melhor lance foi num contra-ataque em que penetrou pelo meio, chutou no cantinho mas o goleiro catarinense (que é um ogro, não corta as unhas) conseguiu colocar pra escanteio. Saiu cansado (e aplaudido) pra dar lugar a Arthur Maia. Com pouco tempo pra mostrar seu futebol, a “eterna promessa” ainda conseguiu dominar uma bola de canela e ligar um contra-ataque adversário. O resto do tempo, prendeu bola no ataque. Willie, apesar de um primeiro tempo bastante participativo, não possui o estofo necessário pra ser o titular da camisa 10. Concluiu o “apagão” da defesa rubro-negro fazendo um pênalti bobo. Na segunda etapa, caiu muito de produção, o que aumentou o buraco da meiúca (e elevou a pressão arterial dos torcedores).

No ataque, William mostrou que é oportunista. Estava no lugar certo, na hora certa e fez o centésimo gol do Leão na temporada. Enquanto teve um companheiro ao seu lado, deu trabalho à defesa do Joinville e, juntamente com Elton, prendeu a zaga adversária no próprio campo. No segundo tempo, jogou praticamente isolado e pouco produziu. Elton estreou e fez o seu papel. Buliçoso, foi escalado para surpreender o adversário, jogou 45 minutos e brocou. Isto sem falar na mais bela assistência da noite, na referida tabela com Uélliton. Cansado, saiu no intervalo, dando lugar a Marco Aurélio. Este conseguiu errar tudo o que tentou. Sonolento, desligado, nada produziu no ataque, muito menos na marcação. Tanto assim que saiu meia hora depois de entrar. Tartá foi a campo muito mais pra segurar a bola lá na frente do que tentar ampliar o marcador. Junto com Arthur Maia, conseguiu o objetivo.

Carpegiani surpreendeu positivamente ao escalar Elton. Mas também negativamente, com as entradas de Marco Aurélio e Arthur Maia. A uma, porque os dois não vêm atuando regularmente e, principalmente, porque o treinador tinha melhores opções no banco. Pelo menos, enxergou a bobagem que fez e tentou desfazê-la. Conseguiu remediar a tempo, todavia, precisa dar prioridade ao “feijão-com-arroz”, pra não deixar escapar pontos importantes, dentro ou fora de casa.

Apesar da superioridade numérica, foi uma partida muito difícil para o Vitória, principalmente no segundo tempo. Não à toa o Joinville está no G4. Eles vinham numa sequência de 5 triunfos e tiveram um goleiro inspirado, que operou alguns milagres ao longo da partida. Há também que salientar a sequência de jogos do nosso time na última semana, o campo pesado, etc. Agora, as mudanças de Carpegiani refletiram (pra pior) no nosso meio-de-campo e na nossa defesa, o que nos fez passar por maus bocados; senão nas oportunidades de gol, mas no domínio territorial da equipe catarinense. No final, valeu pelos 3 pontos, pelas lições de humildade que precisamos aprender até o final da competição e, sobretudo, pela tão almejada LIDERENÇA DO CAMPEONATO BRASILEIRO DA SÉRIE B!

E agora, depois do cume, só o título interessa! É partir pra encerrar com chave de ouro este maravilhoso e surpeendente 1º turno. Na próxima sexta-feira, os cearenses, humoristas por excelência, terão motivos de sobra pra chorar no pé-do-índio-Peri…

Para o alto! E além!

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2 Respostas to “Um problema oftalmológico”

  1. Haroldo Mattos Says:

    Francielli 😀 , Há de se buscar uma outra explicação para o tal “apagão”. A dita sequencia, também foi a mesma para o JEC e els pareciam ter 15 em campo.
    Portanto, isto pode ter sido uma das causas, não a explicação.
    Precisa-se, sem muito alarde para evitar mi mi mi de alguns velhos conhecidos do elenco, buscar onde estão as noitadas e os reggaes de boa parte do time. As barcas tem que ser paradas ou diminuidas urgentemente, para que esta queda de rendimento não comece no primeiro tempo.

    Te Amo Vitória….
    Sempre!
    Haroldo Mattos

  2. Humberto Sampaio Says:

    Agora, sim. Enfim uma resenha sobre o jogo de sexta digna do autor desta página. Esqueça Fidel, companheiro, que toda vez que vc junta sua prosa a esses comunas barbados, o charuto entra aceso pro seu lado.

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