A VOLTA DO CANELEIRO

Bem, amigos do VQST! Após breve intervalo ocasionado por compromissos profissionais, retorno a este espaço para mais um show de pixotadas e caneladas. Ei-las.

A escalação de Gustavo para a partida, com Caio Secco na reserva, comprovou que Renan foi mais uma aposta errada e onerosa da diretoria, pois este, seguramente, não vestirá mais a camisa do Vitória. Dentro de campo, Gustavo quase prejudica o time: contundiu-se sozinho ainda no início do jogo. Indeciso, demonstrou imaturidade ao insistir em continuar em campo sem a mínima condição. Por sorte, não foi exigido durante todo o primeiro tempo. Na segunda etapa, o estreante Caio fez duas boas defesas, mas já demonstrou que não está habilitado a ser o titular. Em 45 minutos, embora tenha tido sorte em dois lances perdidos pelo centroavante atleticano, deu alguns sustos na torcida, saindo mal do gol. Até pela pouca idade, é um goleiro que não passa a necessária confiança ao time. Em resumo, precisamos ainda de um titular para a posição.

Nino apareceu muito bem na defesa, até porque seu oponente mais próximo era o péssimo Saci. Bem na marcação e na cobertura, o Paraíba, pra variar, correu bastante, porém não foi tão produtivo em termos de ataque, haja vista não ter chegado à linha de fundo com qualidade. Do outro lado, Gabriel foi o mais fraco do setor defensivo, até porque jogou meio torto do que madeira de berimbau, numa posição com a qual possui muito pouca afinidade. Mesmo vacilando, ajudou a defesa, mas lá na frente, uma tristeza. De quebra, ainda levou um cartão amarelo bobo.

Victor Ramos, a meu ver, fez sua melhor apresentação este ano. Merece continuar brocando Nicole. Atuou de forma bastante segura durante todo o jogo, tanto por baixo quanto nas bolas aéreas. Sem dúvida, foi o melhor da defesa. Dankler, num nível mais abaixo, ainda assim errou pouco e conseguiu neutralizar o ataque do Atlético/PR e fazer uma cobertura eficiente pelos lados do campo.

Uéliton, infelizmente, mais uma vez não mostrou o seu melhor futebol. Alternou momentos de tranquilidade, dominando a bola e saindo pro jogo, mas também momentos de precipitação, atravessando bolas desnecessárias e complicando a defesa. Mas dos seus pés saiu um primoroso lançamento pro gol do Vitória. Michel, vestindo a camisa 10, sempre será cobrado por aquilo que não pode dar. Tentou articular jogadas no meio de campo mas só foi eficiente no desarme. Pedro Ken, este sim, o mais lúcido do setor. No primeiro tempo esteve sozinho, criando pouco, mas na etapa final, assim como o restante do time, cresceu bastante de produção e mostrou a qualidade que estamos acostumados a ver.

O ataque rubro-negro fez duas partidas diametralmente opostas: no primeiro tempo, Leílson esteve isolado e pouco produziu de efetivo, chutando a primeira bola em gol aos 50 minutos. Ainda assim conseguir ser melhor que Marquinhos, que não conseguiu completar uma jogada e Marcelo Nicácio, que só não foi confundido com um poste porque está visivelmente rechonchudo. No segundo tempo, o setor cresceu de produção, com Leílson mostrando que tem faro de artilheiro ao concluir com perfeição o lançamento de Uéliton. Deu lugar a Tartá, que só entrou no finalzinho, para prender a bola. O garoto Willie, que entrou no lugar de Nicácio, deu muito mais movimentação ao ataque, chutou em gol e desperdiçou uma chance claríssima, entrando sem marcação e mandando a bola no travessão. Marquinhos também se redimiu: apareceu bem em várias oportunidades, fez belas jogadas individuais e teve chances de marcar.

Após um primeiro tempo de muita marcação e poucas oportunidades de gol de parte a parte, o Vitória foi melhor na segunda etapa e garantiu mais um triunfo fora de casa, de maneira convincente. Impôs seu melhor futebol, jogou pra cima, marcando a saída de bola do adversário e buscando o gol. Carpegiani, ao que parece, continua testando a formação ideal para a equipe e, sabiamente, tem privilegiado os jogadores da base. Conseguiu melhorar o posicionamento do time no segundo tempo e fez as alterações que o time precisava. Definitivamente, não é coincidência que a última lembrança do Vitória jogando um futebol digno de suas cores tenha sido justamente na primeira passagem do treinador gaúcho pela Toca do Leão.

Nossa “mini-excursão” não poderia ter sido melhor; 100% de aproveitamento e mais 6 pontos na bagagem. Sem falar no aspecto psicológico, pois, a cada jogo o time vai ganhando mais corpo e mais confiança. Agora é fazer o dever de casa para, finalmente, alcançarmos a liderança do Campeonato. E a torcida também tem importante papel a cumprir: encher o Barradão no próximo sábado à tarde e apoiar a equipe do primeiro ao último minuto.

Estamos chegando!

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5 Respostas to “A VOLTA DO CANELEIRO”

  1. Vitoria Says:

    É isso ai caneleiro! Estamos no caminho certo, é só a diretora não atrapalhar que conseguiremos o objetivo da 1ª divisão.
    No jogo de ontém ficou comprovado que precisamos urgentemente de um goleiro de alto nivel, um meioa criativo e um atacante de referência.
    Ah!! esqueci que a lateral esquerda esta carente de um lateral de oficio, pois o Gabriel nãp cpnvence como lateral ele marca até que da pro gato mais na hora de atacar é uma vergonha e não adianta falar do Dener pois assitir o jogo contra o Asa e nãp gostei da atuação dele é muito fraco para o força do Vitória.

    Sds
    José Raimundo Carvalho da Silva
    Brasilia – DF

  2. geno Says:

    Meu caneleiro preferido, deixo voce jogar até no meu baba, ainda que enojando a bola, só prá depois, na resenha de lei, jogar conversa fora.

    Sua avaliação do jogo coincide com o que vi e assisti.

    Não sei o que o Gustavo tem quando veste a profissional, dá uma tremedeira no rapaz que até buraco fora do campo ele procura para pisar.

    Agora a lambança do fica não fica, é prá matar a mãe de qualquer um.

    Só não concordo com o que foi dito sobre Uelinton. Para mim foi a sua melhor partida no VItória. Quase perfeito.

    Aproveitando esta crônica e emendando com aquela que li no impedimento, aquela sobre o choro pela quase subida do Ypiranga, passei a compreender o porque da zica do nosso Vitória.

    É a cobrança histórica do passado na herança aristocrática dos seus/nossos fundadores.

    Esta ou outra diretoria do nosso decano tem de fazer a mea culpa e pedir perdão publicamente ao povo baiano e brasileiro pelo erro quanto ao Vitória não aceitar participar do campeonato baiano quando da admissão dos negros no futebol.

    Seria imperdoável esta triste passagem não fosse pelo fato de podermos nos livrar desta carga preconceituosa, que nos faz sempre chegar no quase título e, inexplicavelemnte, perdermos para São Caetanos da vida, paranás da vida em 1992, Bahia de Feira, Colo-Colo, e por aí vai.

    Se ninguém pedir, eu, como rubro negro e associado do SMV, tal como a Igreja de João Paulo II, peço perdão aos nossos negões e negonas(no linguarjar dilmista) por este ato estúpido que manchou a nossa história e pelo qual fomos amaldiçoados pelos Deuses do futebol.

    E agora que nos livramos deste karma, podemos gritar a plenos pulmóes, Vitória campeão brasileiro da série B, exorcizando os nossos demônios para sempre.

    Amém!

    • Edemilson Says:

      Geno,

      Embora não seja muito afeito a crer na força de maldições, gostei de sua proposta de um mea culpa proferido pela diretoria do LEÃO. Creio que esta atitude corajosa repararia uma dívida histórica da Instituição com o povo baiano, particularmente a população negra. Tal gesto público enobreceria a nossa camisa.
      Pense seriamente na possibilidade de você apresentar esta proposta à diretoria do VITÓRIA. Depois do belíssimo projeto de marketing “Meu sangue é rubronegro”, imagine um novo projeto que repare esta dívida histórica. SRN

      VITÓRIA CAMPEÃO 2012
      VAMOS SUBIR CAMPEÃO

  3. elmo Says:

    Bom comentario do jogo e jogadores, eles só aumentam a certeza de que precisamos de um goleiro que de segurança, acho que pode ser Deola, 1 lateral esquerdo que saiba marcar e 1 atacante brocador pro lugar de Neto japoneis.

    É de suma importancia tb que a diretoria corra atras(lá dele) de Pedro Kem pra renovar pro ano que vem, com certeza vale o esforço, no nosso futebol atual é dificil achar jogador que alem de ser forte e brigar pela bola saiba jogar futebol, sei que ele é do Cruzeiro e que não é bem visto por lá, então fica a dica.

    SRN

  4. Marcos Says:

    Porra parceiro nesta análise você não só deu de canela como pisou na bola!! Deve ser “falta de ritmo de jogo” já que não postavas aqui há tempos rsrsrs… Mas vamos a pelo menos três fatos que ensejam minha afirmação acima:

    Gabriel não jogou na esquerda efetivamente como lateral. Ele ocupou aquele espaço porque o inocente Dener, a única opção de origem para a posição, se mostrou medíocre já na estréia. PCC preferiu lançar mão de 3 zagueiros e escalar estrategicamente Leílson como uma espécie de ala no setor (mais agudo do que na experiência anterior contra o ABC) atacando aberto pela esquerda para compensar a deficiência ofensiva gerada pela ausência de um lateral de origem, e recompondo quando estávamos sem a bola.

    Dankler, ainda quase estreante no profissional, pra mim fez um partidaço!! Cumpriu muito bem a sua função em um esquema naturalmente sem treinamento intensivo, ganhando todas as bolas centralizadas pelo alto, se antecipando etc…

    Nino na minha visão fez uma partida comedida no ataque por orientação tática (sim, o Paraíba pode ser capaz de entender recados rsrsrs). A postura de Nino deixou Ken (disparado nosso jogador mais lúcido) “livre” da obrigatoriedade das coberturas pela direita, deixando-o assim livre para ocupar mais o território a partir do nosso meio campo para frente e comandar nossas ações ofensivas.

    Uélliton continua deixando a desejar na marcação direta, quando tem que dar o combate correndo atrás do oponente (com aquela bunda de baiana do acarajé isto nunca mais será possível), mas pelo menos teve lapsos de recuperação do poder de antecipação, senso de ocupação de espaço, além do passe primoroso, que o diferencia como volante, e resultou no nosso gol…

    Enfim, a despeito das opiniões comuns sobre PCC, o que mais me agrada é ver um técnico que experimenta (Pardalgianni) e tenta lidar com as opções que tem a disposição em um elenco limitado em peças de reposição e recheado de problemas médicos. Se não fosse para fazer diferente, mandar o velho feijão com arroz, mais do mesmo, eu me escalaria para técnico do ECV!

    Como você bem frisou jogamos com 7 jogadores da base (muitos apostas do PCC), em um esquema diferente do convencional e ainda assim apresentamos um time mais compacto, determinado, com noção do que pretende em campo, diferente do Vitória do próprio PCC contra o Goiás e Asa. Este pra mim é o maior alento. Prova de que mais do que em discurso a evolução está a galope!!!

    SRN

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