MEA CULPA

Conforme é de conhecimento do Norte e Nordeste de Amaralina, este impoluto espaço é dedicado exclusivamente para o debate das coisas ligadas à história do Ludopédio Brasileiro e do Vitória, o que dá no mesmo. Hoje, porém, abro (lá ele) uma exceção para tratar de polítíca.

Calma, minha comadre, pode largar esta cicuta, que não me alongarei neste áspero tema. Venho a esta tribuna apenas para fazer uma autocrítica.

Seguinte é este. Ou melhor, foi este.

No início do ano da graça de 1997, este rouco e cansado locutor trabalhava na cobertura política do extinto Bahia Hoje. Na ocasião, o hoje deputado federal Antonio Imbassahy assumia (lá elíssimo) a prefeitura de Salvador com gosto de querosene, botano pra vê taúba lascá ni banda. De uma tacada só, demitiu quase cinco mil pessoas, sob o pretexto de austeridade e outras balelas.

Ato contínuo, abondonei a (mal) dita isenção jornalística e fiquei extremamente injuriado. Não podia silenciar diante da insesibilidade do prefeito, que jogou tantos pais e mães de família na rua da amargura, além de jogar também a polícia em cima daquela gente humilde.  Sim, como sói ocorrer nestas plagas, a austeridade governamental só atingia os de baixo poder aquisitivo.

Pois muito bem, digo pois muito mal. Numa das passeatas dos demitidos, a puliça, covardemente, cortou o cabelo rasta de um dos líderes do movimento, numa clara demonstração de prepotência.

Milton Mendes, o experiente fotográfo que trabalhava comigo na matéria, captou todas as cenas de selvageria. Porém, perseguido pelos meganhas, deu um ninja e me entregou o material.  Quando a puliça foi revistá-lo, não havia mais nada com ele.

E quando eu, inocente, puro e besta, já achaava que estava tudo bem, um dedo-duro, destes sacanas que vivem na sombra do poder, apontou na minha direção. Ato contínuo, fui obrigado a sair num pique de deixar com inveja um Ben Johnson dopado. Apesar de toda a minha correria, os infelizes me cercaram ali na Praça Municipal. E só não tomei no ás de loscopita porque uma boa alma, que trabalhava no Elevador Lacerda,  arranjou-me um esconderijo numa cabine desativada e federenta do local. Sem problemas. Afinal, como já ensinou o filósofo Falcão, é melhor escapar fedendo do que morrer cheiroso. E assim foi.

A partir de então, depois de tantas e tamanhas infâmias, prometi que iria amaldiçoar o referido alcaide até o resto dos meus dias. E assim vinha fazendo até hoje. Ou melhor, até ontem.

Seguinte.

Não sei se foi com o dinheiro que economizou com as demissões ou não, mas uma coisa é certa e deve ser reconhecida.  Antônio Imbassahy fez uma das mais espetaculares obra de drenagem do Brasil, especialmente no Largo Dois de Julho, conhecido popularmente como Campo Grande.

Para que os senhores tenham idéia da magnamidade do trabalho, basta destacar que, desde a noite de ontem, o local tem sido vitimado por um chororô dos seiscentos demônhos sem que se tenha notícia de qualquer alagamento. O pé do caboclo tem resistido admirável e bravamente. Um espanto.

Portanto, venho de público fazer um mea culpa e dizer: Parabéns, Imbassahy.

P.S Cabe também reconhecer o trabalho de drenagem feito no Hospital Roberto Santos pelo Governo do Estado. Apesar de não ter tido licitação, parece que o dinheiro foi bem aplicado. Ontem mesmo foi uma cachoeira, um dilúvio  – mas o gramado e as arquibancadas resistiram bravamente.

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15 Respostas to “MEA CULPA”

  1. Luis Felipe Says:

    Essa foi boa!

  2. mauricio guedes Says:

    KKKK. Tá usando o quê, seu Françuel?

  3. renandiego Says:

    kkkkkkkkkkkkkk. muito boa

  4. diego Says:

    hehehe!
    O pé do Cabloco nunca esteve tão encharcado. Acredita que ele foi diagnosticado com frieiras?! hehe!
    VV!

  5. J Mocota Says:

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk…

    Parabéns Franciel. Depois do susto que Mocota levou ontem essa deu (la ele) para aliviar.

    —————————————

    Mocota ontem teve uma tarde de pescaria incrível nas águas do Rio São Francisco.

    Como Mocota não tem experiência na pratica do citado esporte pediu umas dicas a uma mocogatinha que tem grande habilidade.

    Ela informou que existe a isca ideal para cada tipo de peixe. Uns peixes preferem minhoca, outros camarão, pedaços de pão, ração, fumo, frutas e por aí vai.

    Como Mocota estava com uma bermuda de 06 bolsos colocou um tipo de isca em cada bolso e começou mergulhar de uma altura cada vez maior no paredão do cânion.

    Mocota subiu cerca de 01 metro e pulou para dentro do rio. Após abrir os olhos viu um monte de tilápia. Mocota tirou ração de um dos bolsos, soltou dentro d’água, veio uma tilápia e levou a isca.

    O fôlego acabou, Mocota subiu para pegar mais ar, subiu mais alto nas pedras, pulou e desta vez desceu um pouco mais que a vez anterior.

    Desta vez soltou uma minhoca, veio um peixe tucunaré e levou a isca.

    Mocota gostou da brincadeira e continuou descobrindo qual tipo de isca e profundidade cada tipo de peixe gostava.

    Foi aí que Mocota resolveu pular do topo do paredão e chegou a atingir cerca de 18 metros de profundidade, após o salto.

    Quando Mocota abriu os olhos tomou um baita susto!!!

    Mocota NUNCA tinha visto uma coisa daquela. Mocota ficou cara-a-cara com uma…

    Acreditem…

    Uma sardinha cor-de-rosa!!!

    A sardinha era um peixe pequenino e tinha os dentes tão miúdos que não assustava ninguem.

    Mesmo demonstrando ser um ser inofensivo, Mocota confessa que ficou receoso e começou a indagar a si mesmo:

    – Será que esta po*** morde alguém?

    – Será que ela pode virar de costas e atacar com uma rabada como fazem as baleias?

    Mocota logo pensou:

    – Vou capturar essa sardinha pela barriga e começou a soltar na água as iscas que restavam no bolso.

    Só que aconteceu o seguinte:

    Soltou a ração na água. A sardinha não levou.

    Soltou a acerola. A sardinha não levou.

    Soltou a minhoca. A sardinha não levou.

    Soltou o pedaço de pão. A sardinha não levou.

    Foi aí que Mocota lembrou que no bolso da bermuda que fica abaixo do joelho tinha um pedaço de fumo. Mocota tirou o fumo da bermuda e soltou na água.

    Não deu outra!!!

    A sardinha cor-de-rosa veio numa velocidade incrível, abocanhou a isca e fugiu para o fundo do rio.

    Moral da história: Sardinha cor-de-rosa em qualquer profundidade gosta de levar é… FUMO!!!

    ——————————————-

    RUMO A LIDERANÇA.

    Avante Leão!!!

  6. valmerson Says:

    OS ITINGAS PIRAM!

  7. Valmar Says:

    Drenagem muito boa mesmo. Já tinha reparado isso quando o pé do caboclo aguentou ao chororô-elevador, aquele!

  8. jsantys Says:

    Realmente a drenagem la pelos lados do pé do cabloco está otima.
    Isto ficou claro e evidente quando se deu a final do Bahiano, quando milhares de vices (oppa desculpem, essa torcida nã tem milhares, apenas alguns) derramaram suas lagrimas por ali, inclusive o Sr. Françuel.
    BBMP

  9. sdna Says:

    se não alagou em dez anos de chororo dos sardinhas, iria alagar em uma semana de chora dos leões, os quais os sardinhas não tiveram o gostinho de ganhar nem uma vez?

  10. Jairo Says:

    Essa foi muito boa.

  11. Fredson Bispo / Bi-Campeão Brasileiro Says:

    Vamo em frente. Os choram hj no pé do caboclo podem ser os que festejarão em dezembro e Vice (sem ofensas) – Versa.

  12. banditnunes Says:

    Vale ressaltar a belíssima obra para saúde deixada pelo governo do estado o HGP – Hospital Geral de Pituaçivis , com um atendimento de excelência não deixa nenhum visitante sair de lá sem pelo menos levar 1 ponto

    Este é o governo de todos nós!!

  13. Anrafel Says:

    Pois é, os tricolores se regalaram com aquele pênalty a favor do Goiás, agora veio o troco. Como diria Muricy, o apito pune. Ou, quem com apito fere, com apito será ferido. Erro de arbitragem nos olhos dos outros …

  14. Rizho Says:

    Gostei de ver, Franciel! Saíste do pedestal pra falar do que realmente importa em termos de futebol nessa mal-tratada Bahia. Só que esse filme eu já vi ano passado. O elevador voltou, o vôo teco-teco vai decolar, etc… Aliás esta história de que vamos de avião que é mais rápido me lembra a saga dos primeiros “aviadores” da humanidade. Decolavam das plataformas e achavam eu estavam subindo, quando na verdade estavam caindo penhasco abaixo…rsrsrs

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