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A estréia do Caneleiro

julho 4, 2012
Como o locutor titular anda extremamente assoberbado (mentira, o motivo real é preguiça e falta de talento),  a direção desta intimorata tribuna decidiu contratar novos colaboradores. Dentro desta estratégia foi lançada, na partida contra o Boa, a figura do correspondepente interestadual, que cobrirá os jogos fora da Bahia. Agora, mais uma novidade. A partir de hoje, teremos um o auxílio luxuoso de um analista tático, O Caneleiro, um dos maiores estudiosos do Ludopédio no bairro do Canela e de uma banda do Garcia. Recebam.
SANGUE NA PONTA DA CHUTEIRA
“Após mais uma peleja vitoriosa, aos poucos vai “caindo a ficha” e vamos percebendo que o Leão está criando corpo para, em breve, se tornar gente grande nesta Série B. Não que o futebol apresentado pelo Vitória no último sábado contra o Avaí tenha sido motivo de inveja para, por exemplo, o bigodudo técnico da seleção espanhola. Muito aquém disso. Porém, já estamos conseguindo calar os profetas de última hora e as previsões apocalípticas que se abateram sobre o nosso Rubro-Negro após aquele desastre contra o Goiás.
Aliás, pra começar, nem rubro-negro o time foi na referida partida. E isto por conta da (a meu ver, muito acertada) ação de marketing do Clube. Neste caso, o meio (descaracterizar o tradicional manto do Leão) justifica o fim (elevar o numero de doações nos bancos de sangue da Capital). Quando a diretoria acerta (sim, acredite, eles acertam!), temos que elogiar.
E, pra nossa sorte, parece que a ideia da doação influenciou positivamente boa parte do elenco naquela tarde-noite. É certo que quando Douglas joga, dá saudades de Renan, e vice-versa (por pouco não perdemos nossa invencibilidade por conta de mais uma falha bisonha). Mas em compensação, deu gosto de ver o retorno de Nino, empenhado em reassumir o seu posto. O Paraíba entrou com “sangue nos olhos”. Correu o tempo todo, defendeu e apoiou, como se viesse em pleno ritmo de jogo há muito tempo.
A nossa melhor dupla de zaga, Victor Ramos e Gabriel, (vamos torcer para que Carpegiane também se convença disso), atuou sem muitos sobressaltos e não comprometeram. Agora, nunca vi um zagueiro ser substituído ainda no intervalo por deficiência técnica e voltar a atuar como titular. Bom, em termos de Vitória, tudo é possível, mas acredito que o destino de Rodrigo seja o mesmo de Wellington Saci, que acaba de pegar a pista sem deixar saudades. Já o menino Mansur, até porque é menino, ainda tem que comer muito feijão com arroz pra se firmar como titular. E este foi o prato servido por ele na partida: um feijão com arroz sem muito tempero, que só deu pro gasto.
Uéliton foi o nosso melhor jogador. Errou pouco. marcou muito, antecipou, deu chapéu, fez lançamentos precisos. E ainda teve que jogar por ele e por Rodrigo Mancha que, mais uma vez, não apresentou um bom futebol. Parece que Mancha é a primeira opção do técnico, mas, na próxima peleja, gostaria de ver Michel em campo.
Já o meio-de-campo com Pedro Ken e Tartá ainda deixa muito a desejar. Ambos erraram demais no primeiro tempo. Mérito de Carpeggianne que, no intervalo, corrigiu o posicionamento do primeiro e substituiu o segundo. O time melhorou com a entrada de Marco Aurélio, estreante da noite. Pedro Ken mostrou maior desenvoltura jogando mais centralizado e, no primeiro arremate de fora da área já merecia o gol, o que só veio a acontecer na segunda tentativa. Porém, é visível a necessidade de um meia “de peso” naquele setor, até porque faltam “apenas”30 rodadas para o final do campeonato.
Marquinhos, mais uma vez, continua devendo. Parece que todos nós nos acostumamos a seus lampejos de bom futebol e passamos o tempo todo esperando por uma arrancada fenomenal, por uma jogada brilhante. É muito pouco. Não tabelou, não conseguiu dar sequência às jogadas e ainda perdeu um gol incrível, num lançamento preciso de Uéliton. Neto Baiano passou em branco, não recebeu passes em condições de finalizar, porém, e como sempre, correu bastante, brigou e “marcou” com sucesso a zaga adversária.
A grata surpresa ficou por conta de Mineiro, que, ao que tudo indicava, havia entrado para povoar o meio-de-campo (e nos fazer sofrer mais um bocado até o apito final) e acabou deixando a sua marca numa bela jogada. Desde que não volte a se deslumbrar com o próprio futebol, pode nos ser útil na sequência do campeonato.
Assim como ocorreu em sua primeira passagem pelo Clube, Carpeggiane aos poucos vai encontrando a melhor formação e o melhor futebol da equipe. E diante das limitações do material humano de que dispõe, até aqui vai desenvolvendo um bom trabalho. É certo que mais experiências virão, mas é preciso dar tempo ao tempo e, principalmente, confiar no trabalho da Comissão Técnica.
Agora, durante os próximos dias, todo rubro-negro “sangue bom” tem uma missão. Não esqueça: “MISSÃO DADA É MISSÃO CUMPRIDA!” Corra para o HEMOBA e faça sua doação de sangue. Não dói, é fácil, rápido e não afeta a sua saúde. Descruze os braços e salve muitas vidas!”
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