Archive for maio \30\UTC 2012

RECORDAR (não) É VIVER

maio 30, 2012

Tirem as crianças da sala que agora, com o auxílio luxuoso de alguns palavrões, vou dizer uma verdade. “Carioca é tudo filho da puta”.

E nem me peçam exemplos históricos para embasar esta acusação porque não estou disposto a travar debate de alto nível com esta raça de gente ruim.  Apenas contarei brevemente o motivo desta ira ancestral.

Seguinte.

Ontem à tarde, Filipe Quintans, carioca filho da puta com nome de xibungo (desculpe-me as redundâncias), do nada, disse que o time do Flamengo em 1983 poderia ser resumido da seguinte forma: “Bigu e mais 10”.

Coloco caixa alta e pergunto: PRA QUE PORRA ELE FOI FALAR ISSO?

Ato contínuo, lembrei-me que o referido meio-campista foi peça fundamental no inolvidável campeonato baiano de 1985. E pior, digo, melhor, recordei o golaço de prima que ele fez na batalha final contra a Catuense. E, para acabar de lenhar a porra toda, fui ver todos os gols da memorável conquista, especialmente as brocanças (lá neles) do endiabrado nigeriano Ricky.

(Para que não digam que é invenção minha, que estou delirando, apreciem estes dois  linques AQUI  e  ALI)

Ah, seo Françuel, que mal fez o rapaz ? Recordar é viver”, interrompeu-me a moça do shortinho gerasamba, com sua tradicional capacidade de citação mais curta do que a sua indumentária.

Generoso com a referida, sempre aquiesço.

Pois é, minha comadre, eu também fiquei nesta pilha de que recordar era viver e, por culpa do desinfeliz do carioca, fui assistir à peleja contra o Criciúma com as imagens de 85 em minha cabeça. Só que no lugar de Biguivisky (vá rimar na casa da porra!) havia Rodrigo Mancha e, principalmente, na posição de Ricky tinha Neto Baiano.  Ô, desgrória!

Então, amigos de infortúnios, a verdade é que agora eu poderia está agora bem mais tranquilo. Afinal, tenho a clareza de que o futebol deste atual time é aquele mesmo apresentado ontem. Às vezes um pouco melhor, noutras um tanto pior. Porém, o sacana do Quintans me fez lembrar do timaço de 85 e fui ver a peleja no Heriberto Hulse com muita expectativa, achando que iríamos reeditar aqueles tempos.  Me fudi em 18 idiomas.

Mas, não há de ser nada. Já tomei as seguintes decisões. Até o final do mundo e do atual campeonato (o que dá no mesmo) não verei mais os jogos daquele 1985, nem de outros anos pretéritos, e não dialogarei mais com nenhum filho da puta carioca sobre futebol tão cedo.

É isso mesmo. Bola pra frente, sem chutões, por favor, e vamos nos preparar para encarar a labuta diante do brioso Ipatinga no sábado.

GARANTA SEUS DIREITOS NAS ELEIÇÕES DO ESPORTE CLUBE VITÓRIA

maio 28, 2012

Por Thiago Matos*

“Olá, rubro-negro.

 

O Esporte Clube Vitória vem de dois anos ruins. Foram dois Campeonatos Baianos perdidos, continuamos na Série B do Campeonato Brasileiro e no ano passado fomos eliminados na primeira fase da Copa do Brasil. Lembro que em 2010 tínhamos mais de 10 mil associados ao plano de fidelidade “Sou Mais Vitória – SMV”.

 

De lá para cá, com todos esses insucessos, a quantidade de associados despencou quase 50%. O site do clube apontava recentemente cerca de seis mil participantes do plano. Hoje, não conseguimos mais saber a quantidade de sócios que o clube possui, já que essa informação não está mais disponível.

 

O time dentro de campo não ajuda e os resultados não aparecem. A diretoria e o Departamento de Marketing (existe?) não movem uma palha. Não fazem uma campanha de associação, não criam um programa de sócios com nenhum outro benefício a não ser a garantia de entrada no Estádio Manoel Barradas.

 

Podemos ver outros times, como, por exemplo, o Ceará – que, literalmente, copiou o nosso modelo de programa de sócio torcedor –, passarem a ter mais do que o dobro de associados que o SMV.

 

Os programas de sócios torcedores garantem uma fonte de receita antecipada aos clubes. No caso do Vitoria, que não pode se dar ao luxo de esbanjar dinheiro, seria muito bom para suas finanças que tivéssemos uma quantidade muito maior de associados. Mas, porque o ECV não faz uma campanha de associação para o SMV???.

 

Minha opinião é a seguinte: todo associado que tiver mais de 18 meses e estiver em dia com suas obrigações (pagamento das parcelas e renovações) tem direito a votar e ser votado nas eleições para o Conselho Deliberativo do clube. As próximas eleições do ECV acontecem em Dezembro de 2013. E, ao que tudo indica, haverá mais de uma chapa concorrendo na disputa.

 

A diretoria – além de estar promovendo uma alteração estatutária, que pode vir a dificultar ainda mais a vida dos sócio-torcedores – demonstra não ter NENHUM INTERESSE EM NOVOS ASSOCIADOS. Pelo menos, nesse momento. Pois o torcedor que fizer sua inscrição no SMV até o próximo dia 31 (eu disse 31 de maio) garante o direito de votar e ser votado nas próximas eleições. Isso pode representar uma ameaça à atual gestão do ECV.

 

É sabido por todos que um dos objetivos do Movimento Somos Mais Vitória – MSMV émontar uma chapa para disputar as eleições para o Conselho Deliberativo do Esporte Clube Vitória. Então, precisamos que aqueles que ainda não são sócios do clube, filiem-se ao programa SMV.

 

Com esse ato, o torcedor que sonha com mudanças reais na gestão do clube pode contribuir para que o MSMV consiga a quantidade mínima de sócios adimplentes e com mais de 18 meses no programa (são 300 vagas de conselheiro mais 150 suplentes, totalizando 450 pessoas).

 

Para aqueles que já são sócios do clube através do SMV, é fundamental que não deixem passar um dia sequer da data de renovação da sua associação. Caso isso aconteça, perde-se a continuidade da condição de sócio e, por conseqüência, o direito a voto. 

 

A renovação do SMV pode ser feita com até 30 dias de antecedência do vencimento e pode ser feita nas lojas do ECV do Edifício Capemi, Salvador Norte Shopping, Shopping Paralela, Shopping Passeo e através do telefone também.

 

Dezembro de 2013 será uma grande batalha para nós. O MSMV está elaborando várias medidas que serão tomadas até as próximas eleições do ECV. A primeira delas (que deve acontecer ainda essa semana) é solicitar ao ECV uma lista de associados do SMV até o dia 31/05. Serão esses associados (desde que respeitem o período de renovação do SMV) que poderão votar e ser votados nas referidas eleições.

 

Precisamos fazer nossa parte. Mesmo que os resultados dentro de campo não estejam aparecendo como desejamos. Se você já tem o seu Sou Mais Vitória, renove em dia. Se ainda não tem, associe-se! Garanta o seu direito de voto!!!

 

Vamos divulgar essa notícia com amigos e tentar fazer com que o maior número de pessoas possível faça o SMV até o próximo dia 31 de maio”.

*Coordenador Geral do Movimento Somos Mais Vitória

COMPROMISSO PÚBLICO

maio 25, 2012

Conforme é de conhecimento da Bahia e de uma banda de Sergipe, historicamente a escrota mídia esportiva desta província (desculpe-me a redundância) desenvolve uma infame campanha de  preservação das sardinhas. Basta o time tomar um cacete que eles logo lançam na manchete: “mas, a torcida, guerreira, num sei lá mais o quê..”.

PUTAQUEPARIU A CONDESCENDÊNCIA!!!

É óbvio que, tal mentira, repetida ao longo dos tempos, algumas vezes tornou-se verdade – e as sardinhas marcaram presença nos estádios de forma maciça. Mas, isto num é exceção. Muitas outras torcidas assim se comportam em determinadas situações. Afinal, como não diria a dupla sertaneja Ortega &  Gasset, o torcedor é o torcedor e suas circunstâncias.

O fato é que, aqui, a única atitude louvada pelos canalhocratas é dos adeptos do atual campeão do interior baiano. E esta praga repetida vai além fronteiras.

Exemplo?

Repito. Em 2007, ano em que conquistamos o acesso à primeira divisão, colocamos 18.762 por jogo, exatamente 108 a mais que eles, que tiveram uma média menor, de uma média de 18.654 pessoas por jogo, mas ganharam o troféu de torcida de ouro da impoluta CBF.

Pois muito bem.

Para acabar com a farsa, resolvi fazer o seguinte desafio público na última terça-feira: O Vitória, mesmo com todos os obstáculos vai colocar mais público do que as tricoletes. Na ocasião, para encorajá-las, lembrei-lhes que a equipe delas (temporariamente, é fato) estava na série A e o Vitória na B; que jogariam em dias nobres, tipo domingo e quarta, enquanto nós labutaremos às terças e sextas à noite ou sábado. Além disso, destaquei que o Hospital Roberto Santos tem um acesso melhor do que o Parque Sócio Ambiental Santuário Ecológico Manoel Barradas, o Monumental Barradão.

Sabem o que aconteceu? Até o prazo final que estabeleci (noite de quarta, que prorroguei até a meia-noite de quinta-feira), elas apenas tergiversaram. Mais de 50 comentários, mais de mil visitas, porém apenas quatro, repetindo, QUATRO, tiveram coragem de apostar.

Assim, por questão de justiça, faço questão de publicar os nomes das sardinhas que tiveram hombridade juntamente com a respectiva aposta, que agora é um COMPROMISSO PÚBLICO

1- Nome: Fredson Paulo Diogo da Rocha Bispo.

Aposta: Uma cesta de alimentos que será doada ao NACCI – Núcleo

de apoio ao combate de câncer infantil ( http://www.nacci.org.br ) contendo:

2 kg de Feijão

2 kg de arroz

2 kg farinha

2 litros de óleo de soja

2 kg de açúcar

04 tubos de creme dental

04 sabonetes

04 escovas de dente

1 kg de café

04 pacotes de macarrão

2 kg de leite.

2- Nome Carlos Augusto Costa Paim.

Aposta: Uma camisa oficial do time, comprada em loja oficial e com nota fiscal.

3 – Nome  DJ Thiago

Aposta: Uma grade de cerveja Skol, na base do bico seco em um bar aqui em Salvador, já que a referida criatura disse que mora em Santo Antônio de Jesus.

4 –  Nome : Dalmo Carrera

Aposta. Escrever e publicar um texto reconhecendo a superioridade da torcida vencedora.

Amém?

A repetição da infâmia como farsa e tragédia

maio 24, 2012

Antes de tudo e de mais nada, aviso logo à praça. Se você veio aqui atrás de ironias, sacanagens, sarcasmos ou quaisquer outros subterfúgios para amenizar a dor da humilhante derrota diante do Coritiba, informo logo: favor voltar outro dia. Hoje não existirão as tradicionais e estúpidas piadinhas,  muito menos as justas gozações direcionadas ao time de itinga.

Não e nécaras de diversionismo.

O diálogo agora é com nosso futuro. E este acerto de contas com o porvir, como sói, está intimamente ligado ao passado. Afinal, no Vitória, como diria a vedete de santo amaro,  as coisas que ainda num são nem construção tornam-se ruínas.

Sem mais delongas, o o fato é este. O  novo técnico já chega com cheiro de mofo. Um museu de velhas e ordinárias novidades, que confunde até mesmo aquele axioma marxista de que a tragédia se repete como farsa. Aqui, o vice sempre se confunde com o versa.

Para que o leitor não fique mais desnorteado do que o time e a diretoria juntos, explico.

Seguinte.

No ano da graça de 2009, o Vitória foi para a disputa das quartas de finais da Copa do Brasil com reais chances de chegar às semis. Porém, o recém-contratado treinador inventou de botar (lá ele)  um zagueiro na lateral esquerda –  e este  jogador, que me recuso a citar o nome, deu vários migués. Pois então. Achando que pardalice pouca era bobagem, o técnico inventou, entre outras aleotrias,  de mandar o lateral direito jogar de atacante.  Resultado: caímos de quatro.

Pois muito bem, digo, pois muito mal.

Pouco mais de três anos depois, a farsa se repete como tragédia e vice-versa. O mesmo técnico de 2009, depois de um vai-num-vem igual a couro de pica mole, assume novamente a equipe. E pasmem. Coloca novamente um zagueiro de lateral-esquerdo. E mais pasmem ainda. O  pobre do zagueiro, sem nenhum senso de posicionamento, abre (lá ele) o caminho para tomarmos nova goleada, cairmos novamente de quatro. Neste mesmo jogo, entre outras barbaridades, ele inventa de colocar o meia direita na lateral. Resultado: somos eliminados, uma vez mais, de quatro nas quartas da Copa do Brasil, quando poderíamos avançar muito adiante.

Ou seja. Aqui, até o que parece improviso é apenas repetição da estupidez.

P.S 1 Sim, eu sei. A culpa, ou melhor, a (falta de) responsabilidade é de quem o contratou. Acontece que este só deverá sair do cargo no final de 2013. Já o outro, se não parar com esta chibança, terá que ir cuidar da sua família muito mais cedo. Espero, sinceramente, que não. Porém, num adianta apenas esperar. Temos que cobrar, cotidianamente, uma mudança de postura – mudança esta que não pode nem deve ser confundida com invencionices.

P.S 2 Em 2009, Neto também era o centroavante e  matou nossa esperança no início do jogo da volta ao ser expulso infantilmente.  Agora, ele repete e dose, sepultando nossos sonhos ao perder gols bisonhos tanto no Barradão quanto no Alto da Glória. Ô Desglória!!! 

DESAFIO DAS MULTIDÕES

maio 22, 2012

Talvez já prevendo o fracasso do time de sua predileção nas quatro linhas, a escrota imprensa esportiva desta província (desculpe-me a redundância) tem ido ao ataque nos últimos dias para praticar seu esporte favorito: o dom de iludir.

Nesta tarefa, lançam mão dos mais diversos mecanismos, conforme já desmascarado no último pronunciamento feito nesta intimorata emissora. Mas, eles não sossegam. Agora, apelam aos torcedores (?) de outros times para tentar sedimentar a mistificação.

Porém, não vou gastar mais tinta desmascarando cada ato infame. Farei algo muito mais efetivo, um desafio.

Seguinte.

Como esta tribuna tem sido visitada por um rebain de sardinhas aflitas, lanço a seguinte proposta: Aposto que a torcida do Vitória colocará mais gente do que a da sardinha neste brasileirão.

Para encorajá-los, sardinhas, lembro que a equipe de vocês está (temporariamente, é fato) na série A e o Vitória na B; que jogarão em dias nobres, tipo domingo e quarta, enquanto nós labutaremos às terças e sextas à noite ou sábado. Além disso, destaco que o Hospital Roberto Santos tem um acesso melhor do que o Parque Sócio Ambiental Santuário Ecológico Manoel Barradas, o Monumental Barradão.

Portanto, não tem desculpa. Tem que ter apenas coragem.

O desafio está lançado.

Agora, basta mandar um e-mail particular para francielcruz@hotmail.com para fecharmos a aposta e depois publicarei aqui o (s) nome (s) dos que ainda acreditam nas sardinhas.

Ah,sim. Neste texto específico, informo que não serão publicados comentários de anônimos.

E aí, vão encarar? ou farão apenas o que mais gostam de fazer: tergiversar?

A altivez irá vencer a pusilanimidade

ANATOMIA DE UMA FARSA

maio 21, 2012

O jornalismo esportivo desta província lambuzada de dendê sempre confirma aquele velho axioma do Barão de Itararé de que “de onde menos se espera, daí é que num sai nada mesmo”.

PUTAQUEPARIU A PREVISIBILIDADE!

É fato que, nas Condições Normais de Temperatura, Pressão e Canjebrina, raramente costumo gastar meu ocioso tempo com as reportagens de tais periódicos. Porém, de quando em vez, um amigo, esta raça de gente ruim, me manda uma notícia para ratificar o que já sei: A imprensa baiana só trabalha com afinco para construir farsas.

Aos fatos. Ou melhor, às distorções.

Na tarde de ontem, as sardinhas confirmaram, uma vez mais, a sina deste ano da graça de 2012: não têm condições de ganhar de time grande, mesmo contra reservas e juvenis.

No entanto, ao invés de relatar a bisonha apresentação diante do time C do Santos, o jornal a tarde (deixa em caixa baixa, maestro) revolveu, com seu tradicional dom de iludir, apelar ao surrado golpe de louvar os torcedores do atual campeão do interior baiano.

Assim, na maior cara lisa, publicou uma chamada na primeira página intitlulada: “Torcida 10. Dilúvio não desanima os tricolores”. E, na matéria, tome-lhe depoimento choroso para ilustrar a alagada tese. “Já vim pra estádio doente. Então, não seria uma chuva que iria me atrapalhar”, disse um. Enquanto isso, outro garantia que saiu de Alagoinhas, terra de jean aerowillys, só para ver a chibança.

Nem graça eu acho, mas asseguro que, com um pouco mais de dedicação, seria possível entrevistar todas as testemunhas que compareceram ao Hospital Robertos Santos (sim, hospital. Todo time que entra lá este ano sai com ponto). Afinal, segundo informações oficiais, menos de 9 mil fizeram o sacrifício de presenciar a horrenda peleja.

Pois muito bem.

Para combater a farsa, nada melhor do que recorrer à história. Por isso, vamos às comparações com medidas que podem ser efetivamente comparadas.

Seguinte foi este.

No dia 15 de maio do ano da graça de 2010, ano da última participação do Vitória na Série A (2012 também será o último das sardinhas), o Leão estreou no Santuário Ecológico praticamente nas mesmas condições que o time de itinga jogou (?) ontem. Empatou com um time do eixo, no caso o Flamengo (completo, ressalte-se) num dia de muita chuva. Ou, para ser mais preciso, debaixo de um verdadeiro temporal.  Neste dia, o Jornal o Globo classificou o aguaceiro como tempestade.

A única diferença é que, ao contrário das 8 mil e poucas testemunhas de ontem, na ocasião estiveram presentes exatos 16.882 guerreiros. Isso mesmo: 16.882. Agora, vocês sabem quantas linhas o mesmo jornal vespertino deu para a brava torcida leonina na ocasião? Extamente isso que vocês estão pensando. Nenhuma. Apenas disseram que o Vitória tinha empatado em casa com o flamengo sob forte chuva.

Imaginem se fosse as sardinhas que, com um time todo desfalcado, tivesse dominado o Flamengo, como o Vitória fez na ocasião? Agora, imagine se, além disso, num dia de temporal, botasse um público pagante de 16.882? Ave dona maria!!! Ia até faltar papel no Estado para tanta louvação, digo, empulhação.

E, por falar em empulhação, nunca é demais apelar a outro dado histórico relativo a este mesmo 2010 para desmacarar fraudes. Seguinte. Neste referido ano da graça, a impoluta CBF concedeu a honraria de torcida de ouro às sardinhas porque elas conseguiram uma média de 18.654 pessoas por jogo. Que beleza, né não? Acontece que, em 2007, ano em que também conquistamos o acesso à primeira divisão, colocamos 18.762 por jogo, exatamente 108 a mais que eles, por partida. E a CBF? Fez o o mesmo que os jornalecos baianos.

Porém, eles podem continuar iludindo, pois aqui, do outro lado da trincheira, prosseguiremos lutando para que a farsa não prospere – até porque a altivez vai vencer a pusilanimidade.

P.S Quem quiser mais informações sobre o tema recomendo este texto aqui, ó

https://victoriaquaeseratamen.wordpress.com/2011/03/26/a-torcida-do-leao-esta-fazendo-historia/

GOTT IST NICHT TOT

maio 20, 2012

Na tarde deste sábado, conforme é de conhecimento do Norte e Nordeste de Amaralina e de uma banda do Vale das Pedrinhas, o Esporte Clube Vitória estreou no Vacarezzão-2012 diante do cigano Barueri. Estreou é um modo simpático de dizer, pois quem entende um tanto assim de bola sabe que aquela insossa peleja não pode ser classificada dignamente como uma estreia.

Aliás, a única coisa digna de registro foi a narração do gol, feita de forma magistral pelo estreante locutor Márcio Melo. Às aspas: “39 minutos da segunda etapa e Riberildo, o mago, deu uma de Mandrake. Deixou de lado a sua hombridade e se doou pelo time. Num ato de extrema coragem, empinou sua bunda, que deve ser menos feia do que sua cara, nas partes baixas do zagueiro adversário. O atônito defensor do Barueri nada pode fazer – a não ser empurrá-lo pra frente e derrubá-lo na área, decretando, antecipadamente, nossa arrancada rumo ao título”.

Touché!

Além disso, a partida serviu apenas pelos três pontos e por alguns lampejos do Gênio Franzino no segundo tempo. Então, por conta disso tudo, nada mais falarei sobre a partida. Vou agora tratar de uma questão de muito mais relevância: discutir se Deus existe ou não.

Seguinte, amigos de infortúnios.

Esta dúvida sobre a existência do divino era uma das inquietações que mais angustiavam Carlos Fuentes, segundo ele mesmo confessou numa de suas últimas entrevistas, concedida a Geneton Neto no final de fevereiro e reprisada neste mesmo sábado no Dossiê Globonews.

Inclusive, com bom e premonitório humor,  o referido  escritor mexicano, que  deixou este vale de lágrimas logo depois,  no último dia 15,  largou a seguinte: “Em breve irei tirar esta dúvida”. Se Fuentes tivesse esperado mais um pouco saberia que Deus realmente existe. Sim, amigos, Deus está vivo. A prova final de que Ele não morreu, ao contrário do que afirmou Nietzsche, ocorreu na tarde do mesmo sábado.

Seguinte foi este.

Depois de perambular por todos os colonizados bares da cidade colonizados, que exibiam a final daquele torneio chinês, a xampionlig, finalmente encontrei o paraíso celestial e a prova definitiva da existência de Deus: uma budega de respeito com cerveja gelada e barata, transmitindo o único jogo que realmente deveria importar para todos os homens de bem que ainda habitam esta província.

É fato que o nível técnico da labuta entre Vitória x Barueri não fez jus à dignidade do estabelecimento, mas os habituès pouco se importavam com isso. Enquanto eu gastava meus últimos litros de cepacol, reivindicando mudanças urgentes no time, uns frequentadores jogavam dominó e outros  entoavam canções de Raul Seixas. Do lado de fora, ainda se escutava o grunhido do vendedor de taboca, torcedor da sardinha, que inutilmente secava o Leão.

Traduzindo: um lugar ideal para ver futebol. Ou melhor, quase ideal, pois, para mostrar que Deus não só existe, mas também é generoso deveria existir lá na budega garçonetes de mini saia e seios grandes.

Porém, como já ensinou Benito de Paulo, nem tudo pode ser perfeito, nem tudo pode ser bacana. Assim, botei meus três pontos na sacola e, na noite aquática de Soterópolis, naveguei por ruas etílicas, gritando meu novo mantra: a altivez vencerá a pusilanimidade, seja lá que porra isto signifique.

P.S E, quarta-feira, acho bom os coritibanos dançarem com a bunda na parede porque a madeira vai gemer em 29 idiomas.

OS DESTERRADOS TAMBÉM TÊM O DIREITO DE AMAR (Capítulo 5, versículo 113)

maio 18, 2012
A sériie DESTERRADOS prossegue hoje com o relato do peregrino (e advogado nas horas vagas) Reinaldo Copello, que tem aplicado toda a fortuna dos honorários nos pedágios da vida. Às aspas..

“Moro em Feira de Santana, Bahia, a mais de 100 km do Barradão. Não é sempre que acompanho o time no Estádio, mas sempre que posso, vou. É muita gostosa a peregrinação até o Santuário. A palavra Peregrino vem do latim “per ægros”, “aquele que atravessa os campos”. É exatamente o tipo de torcedor que sou.

Para poder desfrutar esse privilégio, organizo minha agenda de compromissos, antecipando-os, a fim de me permitir viajar a Salvador. Não é incomum, no dia anterior ao jogo, varar a noite trabalhando. Quando não sou surpreendido por algo fora do script, no final da tarde do dia do jogo, sigo minha peregrinação ao Santuário, tal qual percorresse os “Caminhos de Santiago”.

Devoto que sou, também acompanho o Esporte Clube Vitória pelos diversos meios de comunicações e procuro me inteirar com amigos sobre o cotidiano do Clube. Sinto apenas uma frustração pelo fato do torcedor do interior do Estado ser menosprezado pela direção do Clube.

É notório que muitos torcedores do interior torcem por times do Sudoeste. No entanto, isso é razoavelmente justificado pelo fato de que esses clubes têm mais contato com eles do que os clubes de nosso estado. Não me venham dizer que é somente culpa da mídia, pois não é verdade, já que a diretoria não faz sua parte para atrair esse público. Mas isso é assunto para outro artigo.

No Santuário, já tenho companhia de meu pai e irmão. Botamos os assuntos em dia. Encontro amigos e faço outros mais. Sacaneio Alan Dellon e o bandeirinha que tiver trabalhando no jogo dos juniores. É uma farra. Daí é só aguardar o apito do juiz para o que interessa e comungar com toda torcida pelo triunfo do time naquela partida. O problema é o pós-jogo. Se venceu, o caminho é curto, mas se perdeu, muito mais longo.

Para descrever minha relação com o clube e o Santuário, roubo as palavras de Mario Quintana para expressar o turbilhão de emoções que experimento ao longo do dia: “somos donos de nossos atos, mas não donos de nossos sentimentos; Somos culpados pelo que fazemos, mas não somos culpados pelo que sentimos; Podemos prometer atos, mas não podemos prometer sentimentos… Atos são pássaros engaiolados, sentimentos são pássaros em vôo”.

É… Quando mudei de Salvador para Feira de Santana, pensei que meu amor pelo clube iria se apaziguar, mas não é que acabou acontecendo o inverso ?!”

AS TRAQUINAGENS DO LUDOPÉDIO

maio 17, 2012

Aprendi com o menino Nelson Rodrigues que algo dito apenas uma vez permanece rigorosamente inédito. Por isso, apesar de já ter ministrado aula sobre o tema, repito novamente sem nenhum pudor: convicção é uma menina traiçoeira. Basta um descuido – e ela, a convicção, muda de direção e atrevessa a esquina sem nos dar um aceno sequer. 


Ontem, por exemplo.


Desci a pirambeira rumo ao Parque Sócio Ambiental, Santuário Ecológico Manoel Barradas, o Monumental Barradão com a certeza de que o jogo seria 0 x 0. Incluisve, para que não me acusem de profeta do acontecido, reproduzo aqui o rápido diálogo com o herege Márcio Melo, pouco antes de começar a peleja.


20:59 Eu: diga, fariseu. Vamos nessa?


Márcio: rapaz, hoje eu nao vou nao,  mas tá facil, é 2 x0


21:00 Eu: quero 0 x 0 para classificar lá com 1x 1


Pois bem. Alguns podem dizer que acertei o placar, o que não deixa de ser verdade. O problema é que pensei num empate morno, já que as duas equipes vinham do rescaldo da final dos respectivos estaduais – e não aquela chibança de ontem. Fiz a previsão baseada na lógica cartesiana. No entanto, o futebol é um bicho traquino, que está sempre à espreita pra aprontar algo. (Aliás, sobre o futebol, recomendo este antológico texto de meu amigo Anarco-brizolista Daniel Cassol  CLIQUEM AQUI, Ó ).


Pois muito bem.


O disgramado do futebol aprontou mais uma ontem. Mais uma, vírgula, aprontou várias. Tudo se misturou num banacal infame e os que estavam por cima ficaram por baixo, heróis se tranformaram em bandidos e vice-versa. 


Logo nos primeiros 10, 15 minutos, o Vitória encurralou o time do Coritiba e a torcida foi  junto. Parecia que o triunfo era apenas questão de tempo. No  entanto, bastou o primeiro vacilo da zaga que a porra toda enojou. O céu, que já estava se abrindo e apresentando umas estrelas, ficou novamente nublado. Já os torcedores, sem paciência, começaram a resmungar, reclamando de tudo e de todos, dos trejeitos afeminados do bandeirinha, da lerdeza do gandula, da falta de ritmo de jogo de Neto Coruja e da chuteira e futebol rídiculos de Mineiro. Assim, o primeiro tempo terminou com uns pingos de chuva e de vais.


Veio a segunda etapa, época de renovação, de novos rumos. O GÊNIO FRANZINO voltou a dar o ar da graça, caindo pelos flancos como um raio da siribrina, seja lá que porra isto signifique. Douglas, depois do papelão de domingo, começou a mostrar segurança, efetuando boas defesas.


Aí, quando estava tudo pronto para a Vitória, Neto voltou a ser o velho Neto. Perdeu dois gols inacreditavelmente bisonhos. No primeiro, deu um chutão na lua (na lua é modo de dizer, pois não havia lua nenhuma). No segundo, com a displicência dos idiotas, dominou a bola sozinho na pequena área e deu um peteleco estúpido.


É verdade que nem tudo foi tragédia. O menino Tartá mostrou, uma vez mais, que apesar de uma parte da torcida ser viúva de rildo, ele não pode ficar de fora do time neste momento sob nenhuma hipótese. Além de dribles desconcertantes, meteu uma bola na trave e mandou um petardo da intermediária que pagaram o ingresso.


E, noves foras todas estas traquinagens do Ludopédio,  o O  x O, no final das contas, não foi de todo ruim. A classificação às semi é possível e precisa, necessária.


Para encerrar, repito o novo grito (ou melhor, frase) de guerra:


Avante, Leão, a altivez vai vencer a pusilanimidade!

A ALTIVEZ VENCERÁ A PUSILANIMIDADE

maio 16, 2012

Atchimmmmm

Agradeço aos que me desejaram saúde, mas informo que está tudo bem comigo. Este espirro foi apenas consequência inevitável da quantidade de naftalina que, desde a noite do último domingo, circula pelos ares desta província lambuzada de dendê.

Porém, aviso logo à praça: nem adianta as sardinhas ficarem ouriçadas, que elas não terão a honra de ser tema central aqui, não. Só falei delas porque num entendo este, como diriam os xibungos, frisson dos SEISCENTOS.

Elas passaram mais de uma década tomando na tarrasqueta e arrotando que estavam lascando Carolina Dieckmann. Em nenhum momento neste longo período tiveram a honradez de admitir a superioridade do Vitória. Toda hora aparecia uma desculpa. Era o juiz, a bola, o presidente da Federação, o vendedor de picolé da capelinha, todo mundo era culpado. Agora, querem porque querem (e vão continuar querendo) que estedamos tapete vermelho e  transformemos o empate delas  diante do Vitória em um acontecimento mais importante do que o projeto Genoma.

Hômi, quá; sinhô, me deixe!

E ainda têm as piores, que ficam batendo o pezinho, se fazendo de ofendidas, tal e qual virgens nos puteiros. Num aguentam vara, disgramas, peçam cacetinho. Só não venham pra cá com os peitos moles dizendo que são moças.  Num vá procurar um jegue viúvo, não, fique aí.

Mas, chega. Estes novos três minutos de glória das meninas já foram mais do que suficientes. É hora de falar de coisas sérias.

Seguinte é este.

Para que um Clube se estabeleça de modo permanente – e não sobreviva apenas de ilusórios e efêmeros resultados- , faz-se mister que exista uma sintonia entre time, torcida e diretoria. É necessário que, digamos assim, cada um destes segmentos tenham consciência de seu papel e exerçam-no de modo, no mínimo, digno.

Pois então, amigos de infortúnios, estes prolegômenos são apenas para destacar, uma vez mais, que os torcedores do Leão têm atuado de modo espetacular. Apesar de todos os pesares, e eles não têm sido poucos ultimamente, a torcida vem mostrando um louvável compromisso com o crescimento da instituição, tanto nas arquibancadas quanto nas ações cotidianas, sugerindo, cobrando e fiscalizando.

Os jogadores, em que pese suas limitações, e elas também não são poucas, têm demonstrado garra e doação exemplares – ao menos nas últimas rodadas -, especialmente sob o comando de Ricardo Silva. Prova disso é o reconhecimento da torcida do esforço dos atletas.

E a diretoria? Bom, ou melhor mal, tem sido a nota completamente destoante. Nem vale a pena citar aqui as malamanhadas (falta de) ações para que este espírito de pusilanimidade não contamine os outros setores – até porque temos uma importante decisão logo mais contra o Coritiba e não precisamos destes fluídos negativos.

Então, é isso.

Avante, Leão, continue altivo, pois não está morto quem peleia.

P.S Quanto à (re) contratação de Experimentalgiani, é natural que existam pessoas pessoas que a favor e outra contra. Uns gostam do trabalho dele – e  outros detestem.

O que não é aprovado por ninguém, creio, é esta forma infame de como se deu esta nova vinda. A diretoria tem que começar  urgentemente a tratar as coisas do Vitória com o mínimo respeito à Instittuição e ao torcedor.