NÃO SEREMOS REFÉNS DA BARBÁRIE!

A melhor definição sobre esta província lambuzada de dendê e de boréstia foi feita pelo menino Otávio Mangabeira. “A Bahia está tão atrasada que, quando o mundo se acabar, os baianos só vão saber cinco anos depois”.  Touché!

Porém, quando o tema é estupidez, perdoem-me os gaúchos pela falta de modéstia, estamos sempre na vanguarda. Não foi à toa que o mesmo Mangabeira proferiu o axioma definitivo que, de tão verdadeiro e repetido, já se tornou um clichê.  “Pense num absurdo, na Bahia tem precedente”.

E para que não me acuse apenas de só tergiversar sobre o pretérito (seja lá que porra isto signifique), informo que neste 3 de abril do ano da graça de 2012, também conhecido como terça-feira, as otoridades baianas estão reunidas para conspirar contra o destino do Ba x VI e do Brasil – o que dá no mesmo. Para que vocês não se percam neste emaranhado de prosopopeias, encerro este terceiro parágrafo fazendo algo que contraria minha religião: serei  objetivo. Seguinte é este. Estão querendo transformar Salvador na primeira capital a ter clássico com apenas uma torcida no estádio.

É graça uma porra desta ?

Ah, sim, antes que algum apressado venha dizer que estamos atrasados, pois Minas Gerais já saiu na frente nesta demência, informo que o caso mineiro ficou restrito ao interior. E a restrição só ocorreu lá, única e exclusivamente, porque não tinham condições de usar nem o Mineirão nem o Independência. Então, o título de capital que pode inventar a infâmia é nosso, ninguém tasca.

Porém, não deixa de ser verdade que Minas serviu de inspiração aos nossos dementes. Afinal, uma outra tradição cara aos mandatários baianos de todas as épocas e (baixo) quilate é macaquear decisões  ineficazes do sul/sudeste maravilha.

O mais triste de tudo isso é que os donos do poder na Bahia fazem questão de ignorar nossas peculiaridades. Agora mesmo, esqueceram as potencialidades de nossa bela orla e a entregaram graciosamente à especulação imobiliária para concretizar um ridículo processo de miamização.

Derivo, derivo, sei, mas o fato é que nunca se respeita as nossas boas tradições.  Voltemos ao Ludopédio. Ao contrário de outros centros urbanos,  a relação das torcidas rivais aqui sempre foi marcada por uma, como direi, gentil sacanagem, com um pouco mais de pimenta aqui ou acolá. Há pouco mais de uma década, por exemplo, tínhamos um espaço para a torcida mista, onde fanáticos do Bahia conviviam no mesmo cimento que sectários do Vitória.

Então, em vez de trabalhar no regaste desta cultura de civilidade, os homens da lei e da ordem querem impor a cultura do medo. Usam como precário pretexto umas rusgas entre as torcidas organizadas das duas agremiações para espalhar o pânico e aprovar esta medida proibitivamente idiota.

Por falar em medo, na mesma semana em que houve a primeira reunião para se debater esta estupidez de uma torcida só aqui na Bahia, Eduardo Galeano dizia o seguinte em entrevista ao La República, do Uruguay, o lared21i. “Te enseñan a ver al prójimo como una amenaza y te prohíben verlo como una promesa o sea el prójimo, ese señor, esa señora que anda por ahí, puede robarte, violarte, secuestrarte, engañarte, mentirte, rara vez ofrecerte algo que valga la pena recibir. Creo que eso forma parte de una dictadura universal del miedo. Estamos entrenados para tener miedo de todo y de todos”.

Pois muito bem. Enquanto eles semeiam o medo, e ganham adeptos de conveniência,  nós  decidimos apostar na esperança de que é possível (e preciso)  conviver com os amigos que escolheram outra equipe para torcer sem que isso signifique capitulação.

Foi assim que, com a autorização dos integrantes do Movimento Somos Mais Vitória (MSMV), contatei o pessoal do Bora Bahea Minha Porra (BBMP) para, juntos, levantarmos a bandeira unificada do respeito ao torcedor, que merece ver seu time nos estádios dividindo o mesmo espaço que seu adversário.

Salvador não vai ser a primeira capital a implantar a segregação das torcidas, pois já decidimos que não podemos e não vamos ficar reféns da barbárie.

P.S Sobre o tema, leiam também o texto do BBMP neste linque AQUI, Ò

Afinal, não é porque as sardinhas não ganham um título desde a  segunda guerra mundial que merecem apanhar. Luta, só dentro das quatro linhas.

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33 Respostas to “NÃO SEREMOS REFÉNS DA BARBÁRIE!”

  1. Torcida única. A única solução? - BBMP Says:

    […] também o outro lado da moeda. Texto do Vice (mas gente boa) Franciel Cruz. Clique AQUI pra ler.  […]

    • Juvenal Says:

      Caro torcedor(a) do vicitinga, esse grito é pra apressar sua porra? Algo como “bora logo com meu café aí.”?

      Entendi, digamos que toda vez que a Sra. solta esse grito desesperado é pedindo pra levar uma esporrada na cara?

      Agora sei por que voces gritam tanto isso no estádio e na internet, haja porra pra satisfazer vocês.

      • J Mocota Says:

        Juvena…

        Tenha modos.

        O momento é de conscientização e pregar harmonia fora do estadio. Provocação sadia só em outro post.

        Mocota foi claro?

        Avante Leão!!!

      • Juvenal Says:

        Por gentileza, continue a evitar reply em meus comentários. Grato.

      • diego Says:

        uahuhauahuhauhauhauahuahua!nao tinha pensando por esse ângulo!
        Vumbora Vitória!

  2. Mauricio Moacyr Ramos Says:

    Muito bom, Franciel. Este é o “rumo” para o debate. Agora, me parece que a “tal proposta” está cheirando aqueles “tempos osorianos”. Não acha? Dizem essa proposta foi “puxada” pelo Ministério Público. Será que esse MP é o mesmo que colocou na “geladeira” a diretoria do ECV (Alex e outros) além de Viáfara após aquele BaxVi de Pituaçú, anos atrás? Quem fala pelo MP? Torce pra quem? Bahia ou Vitória, afrooooo?

  3. oxaguiam Says:

    Perfeito, seu Francis. Concordo que está na hora das “otoridades”, dos torcedores e porque não das torcidas organizadas fazerem ações pela paz e não apenas campanhas que não se efetivam. Acho que deveria ser regra ter uma área para a torcida mista novamente. Quem quizesse ir para lá iria. É um ponto de vista polêmico, eu sei, mas acho também que deveriam acabar com cotas de 10% (ou qualquer número) para os torcedores. Quem quiser ir tem que ter esse direito de assistir sem ser espremido. Se o jogo for no Barradão e a torcida do Bahia for em maior número qual o problema? Duvido que isso aconteça, mas se acontecer temos que nos motivar para compraros ingressos, ora.

    Detesto o Bahia, mas detesto muito mais essa cultura do confronto, das facções, da disputa de territórios. O Barradão tem que ser nosso pelo nosso desempenho nas arquibancadas e dentro de campo e não porque impedimos o outro de se manifestar.

    Abraço. Parabéns pela sua infatigável luta.

  4. Michel Says:

    Concordo com tudo que foi dito e acrescento, as brigas acontecem fora do estadio, no caminho.. Então as brigas não vão acabar, quem quiser brigar vai pra rua e vai brigar.
    O problema do Brasil,da Bahia é a educação, se não tem educação existe a repressão.

  5. André Dantas Says:

    Teste

  6. Anrafel Says:

    É isso ai, MSMV, BBMP e todos os homens e mulheres de boa vontade.

    Os estúpidos das arquibancadas e dos gabinetes no pasarán!

    (Graças a Deus, hoje estou acometido de um inusitado otimismo que, tomara, seja justificado).

  7. Reinaldo Says:

    PARABÉNS!!!!!!!!!!!! TÔ CONTIGO NESTA BATALHA!

    Todos Contra a Segregação de nossas torcidas e dos baianos!

  8. J Mocota Says:

    Parabéns pela brilhante iniciativa, Franciel.

    Plac, Plac, Plac…

    Avate Leão!!!

  9. Salomão Says:

    Tudo muito bonito, o texto aqui então, lindo.

    O estatuto criou um apartheid de 10% onde a entrada era livre para todos, independente das cores que vestia no estádio, e nem precisava ser a própria camisa do time, é um direito mesmo?

    E aí, vamos acabar com essa cota de 10%? Vai encarar?

    Ps.Touché foi aquele zagueiraço que jogou no vitória?

  10. Tricolor bi campeão Brasileiro Says:

    Vamos às considerações:

    1 – A unica confusão que ocorre é entre marginais da Bamor e Imbatíveis. E aqui, conscientemente, não tem defesa de qualquer lado. é lamnetável, ao invés de canticos de incentivo e amor ao time, esses arremedos de torcedores ficarem cantando violÊncia e ofensas à torcida rival

    2 – Os nossos dirigentes contribuem, em muito, para essa rivalidade ofensiva, pois agem como torcedores desvairados desdenhando do rival. Tanto o seu Rolando Lero (vulgo MGF) quanto o aprendiz de cartola (vulgo Alexi Portela) deveriam se comportar como gestores do maior clube do Norte e Nordeste e o segundo time da Bahia, respectiviamente. Deveriam um respeitar ao outro e a seus clubes. Nós, torcedores, podemos e devemos manter a gozação saudável e impessoal. eles não!

    3 – Achei a nota oficial do Bahia bastante razoável. Nela, o bi-campeão Brasileiro propõe que a medida seja tomada mesmo como experiencia. Detectando-se que não dá certo ou não copensa, volta-se ao normal e tenta outra alternativa.

    4 – O segundo time da Bahia (vulgo vitória), trata muito mal os visitantes e não só o Bahia. Lembro de ingressos mais caros para visitantes na seria A de 2010 (ilegal pelo Estatuto do Torcedor), nos BAxvis em Canabrava, dispensa-se comentários a respeito do tratamento aos visitantes e, até pouco tempo atrás, o adversário não tnha nem direito a ter seu nome exposto no Placar, era vitoria x visitante (um provincianismo desrespitoso). Portanto, o o vice de canabrava precisa recebr melhor os adversários.

    5 – A capacidade dos “cabeças” da Bahia (e isso não é so aqui nçao) de complicar coisas simples é de dar raiva. Pra tentar amenizar os ocorridos entre as torcidas marginais (Bamor e Imbatíveis) basta proibí-las de entrar no estádio! Como? Explico: Fica proibido qualquer adereço (camisa, bandeira, bné, short, calça, gorro, ou qualquer “mizéra) que aluda(recebma…rsrs) a qualquer torcida organizada nos Ba x Vis. Assim, se algum xibumgo vai pro estadio com camisa da Bamor ou não entra ou troca a camisa (deixando a da torcida com a polícia). Foi com Boné das Imbatíveis? Ou tira (e dexa o boné com a PM ) ou não entra…. Simples assim.

    6 – Já está na hora de nos unirmos e tentarmos acabar com essa babaquice de 10%. Ao contrário do que o colega disse acima, o estatuto não fala que o visitante terá direito a 10% de ingressos. Fala, claramente, que terá direito a NO MÍNIMO, 10%. Se a diretorias se entenderem e quiser divir os ingressos podem. Se quiserem 60% a 40%, podem tambem. Se quiserem 70 a 30, igualmente. Só não pode 95 a 5. O estatuto colocou isso para evitar o que ocoreu uma vez em SP (se não me engano, um SP e Cor) em que o adversário não teve direito a nada. Portanto, basta que os cartolas fechassem um acordo do tipo: Em BA xvis será 65 a 35 pro mandante. Outra opção, destinar 60% para o mandante e os 40% livres (voltaria a toprcida mista nesse caso).

    • diego Says:

      alguns de vcs sabem escrever respeitando a língua portuguesa e além disso argumentar,é!?
      vc deveria ser estudado como espécime raro entre os seus,os Cérei C.
      VV!

    • Silas Lopes Says:

      Pra tentar ser breve, como a vida:

      1 – Embora saibamos que é a vontade de ser o herói do grupo e destruir o grupo contrário que motivam a violência, é complicado vincular isso aos tais grupos. É aquela história de que não dá pra culpar o todo em razão de uma minoria de 90%. O caso é de tratar-lhes como torcedores normais e cobrar-lhes a responsabilidade que têm, como tal;

      2 – Os dirigentes de Barça e Real vivem tirando sarro um do outro e estimulando a rivalidade e gozação entre seus torcedores, o que é ótimo pro espetáculo. Nao vejo isso, de modo algum, como problema, mas, antes, como algo bem mais baiano que o “meu rei” e “axé” como saudação;

      3 – Após fecundo debate, consideramos a proposta, bem como a nota do bahia, essas sim, de profundo provincianismo denotativo de preguiça e descompromisso com soluções autênticas e, por isso mesmo, efetivas;

      4 – Segue link para conferência do rankig FIFA com os melhores times da América do Sul no presente século:

      http://www.iffhs.de/?3d0a843ccf413ecf05ffcc8129dad5105fdcdc3bfcdc0aec70aeedbc83d4d41b

      O que temos é o Vitória (ganhador de 8 dos últimos 10 títulos estaduais) na 70ª posição enquanto o vosso todo poderoso ex-quadrão, ocupa um honroso 165º lugar, logo atrás de grandes potências do nosso futebol latino-americano, como o Fortaleza, o Guarani e o Paysandu.

      E por falar em provincianismo, o placar do Od Trafford, até recentemente, pelo menos, indicava o nome do Man Utd. x Visitante. A gente não tem porque destacar o nome do adversário, o futebol é um esporte competitivo, isso não tem nada a ver com tratar bem. Vocês não fazem o mesmo porque não têm onde morar, e se o fizessem no Pituaçu ou na Fonte Nova, os dois teriam que ser “Visitantes”, já que os dois estádios são públicos.

      Note que a diretoria, inclusive, removeu a torcida visitante pra o lugar onde há sombra; deu-lhes entrada privativa, por segurança e comodidade… quer mais o que ? massageador de pé ?

      A propósito, só pra você saber, o estatuto do torcedor (art. 24, §1º) autoriza que se cobre ingressso com preço diferenciado a determinado setor do estádio. O Nosso estádio mantém a torcida adversa em setor diferenciado exclusivo a esse fim. Como vocês não tem estádio, não podem nem pensar em fazer algo semelhante. De nada.

      5 – Discutimos, também, a sua ideia; ela tem dado errado onde tem sido testada, à exceção da Inglaterra, onde as instituições são maduras e efetivas o bastante pra que a coisa se implemente como se deve. E, ainda lá, há ressalvas.

      6 – Acho bem razoável que a torcida visitante seja minoria. Cogitar qe esse percentual vire 20 ou 25% talvez seja razoável. A princípio, não é algo que me pareça interessante. Talvez os times pudessem fazer acordo pautado na reciprocidade, mas, como disse, a princípio, acho que deve ser mesmo elástica a diferença entre jogar fora e dentro…

      Enfim, concisão não é meu forte. Ficar calado também não.

      Abraços,
      Silas Lopes.

  11. Tricolor bi campeão Brasileiro Says:

    Outra coisa, sendo efetivada essa burrice das autoridades, resta-nos um esforço gigantesco, um quase sacrifício:

    Não ir às finais do baiano, caso dê BA x VI. Vamos lotar os bares e casas de amigos e vamos assistir todos pelo PFC, deixando o estádio vazio. Ao invés de torcida única, que seja torcida invisível!!!!!

  12. Caio (@ICaioI) Says:

    Parece interessante a proposta de juntar as torcidas em protesto, mas uma rápida olhada nos comentários do blog deles e se vê que boa parte prefere culpar o Vitória pela decisão, se ainda estamos na fase de culpar um ao outro pelos desmandos do poder público, acho muito difícil que alguma manifestação que realmente possa contribuir para reverter a decisão tenha sucesso.

  13. Tricolor bi campeão Brasileiro Says:

    Clubismo à parte, o vitoria precisa melhorar muito a recepção aos visitantes. Veja o ponto 4 do meu comentario acima…

    • Lacerda Says:

      Temos que dar uma boa recepção a quem se respeita e sabe se comportar no espaço alheio, ou vcs se esquecem do eterno deboche com aquelas máscaras que vcs iam ao Barradão.

    • Mateus Borba Says:

      Tricolor, faço a mea culpa nesse caso.

      Não é só o torcedor do bahia de itinga que é destratado no Barradão. Infelizmente, a falta de respeito acontece com os torcedores do Vitória também, vide “estacionamento”, acesso, catracas, despreparo da polícia em vários casos e assim vai.

      Mas numa coisa Lacerda disse certo: não esperem bom tratamento da casa que vocês debocham.

      • Tricolor bi campeão Brasileiro Says:

        Lacerda e Mateus,

        Debochamos e continuaremos a debochar enquanto houver esse tratamento ruim. O vitoria se gaba tanto do seu estádio, então tem que zelar pela boa imagem dele. Alem do mais, isso é coisa de torcedor, que n aminha opinião, vale por ser gozação. Mas a diretoria não pode entrar na pilha e querer dar um tratamento ruim por conta das gozações.

        Se vocês mesmos reclamam do estádio, então há algo errado e a diretoria rubro negra não pode fazer ouvido (e olhos) de mercador!

    • Juvenal Says:

      Assina um nome ridículo destes e quer falar de clubismo? Vá chupar um espermatozóide.

  14. Rodrigo Says:

    Parabéns pela iniciativa, e que bom que deu resultado. Sou Bahia, e acho que é o momento de nós, torcedores conscientes do Bahia e do Vitória, nos unirmos contra os marginais das nossas torcidas organizadas: Bamor e Imbatíveis. Tenho vários amigos Vitória (a começar por meu pai) e quero ter o direito de tomar aquela cerveja na porta dos Ba-Vis com eles, como sempre foi, seja lá em que estádio for.

    Agora não é o momento de gozação de um lado ao outro. Apesar disso (não levem como maldade), acho sim que o Vitória precisa melhorar muito a recepção da torcida visitante no Barradão. Não falo aqui de coisas como não escrever o nome no placar. Aí, não vejo mal nenhum. É algo saudável, assim como também acho uma gozação saudável a torcida do Bahia levar as máscaras. Mas o tratamento contribui muito pra o clima de guerra dos clássicos. Mas é óbvio que este não é o único motivo das brigas em Ba-Vis. É apenas um dos pontos que precisam mudar, como também precisam mudar os comportamentos atrasados dos nossos dirigentes, e principalmente, a competência (ou vontade) da polícia, que precisa agir contra os verdadeiros culpados, que todos nós sabemos quem são, tanto de um lado, quanto de outro.

    Abraço!

    • Silas Lopes Says:

      De fato, Rodrigo, o momento é de resgatar essa convivência pacífica entre rivais, com as gozações e tudo mais… Entretanto, você reclama do tratamento que recebe no santuário, mas só ressalta o que não acha errado ? Quem foi que tratou vocês mal, da última vez que foram lá, além de Neto Baiano e Geovane ?

      Abraços,
      Silas Lopes.

      • Tricolor bi campeão Brasileiro Says:

        Manuel Nunes Lopo Garrido. Tratrou mal não só nós, mas o espetáculo.

      • Silas Lopes Says:

        Ainda essa história ?! Reclamam por que se acham credores de uma falta duvidosa de ataque, que teria evitado uma falta induvidosa sofrida na frente da área, que culminou naquela pintura do seu Geovane e se esquecem de um penalti riciculamente claro, feito no artilheiro do Brasil, que teria gerado um amarelo (que, certamente, teria virado vermelho até o fim do jogo) pro seu Donato… então, meu velho, perceba que o Lopo Garrido rendeu até um lucro pros sinhores, de modo que, pro seu próprio bem, assine o atestado de óbito de dona Inês e chore consternado sua morte.

        Apesar de grande e enfadonho, peço-lhe leitura ao comentário em que respondi, um a um os seus opinativos e questionários acerca do nosso Barradas.

        Abraços,
        Silas Lopes.

  15. Mateus Borba Says:

    Perfeito, França.

    Inda bem que tal medida não foi aprovada. Deve ter sido o pouco de juízo que sobrou nesses senhores.

  16. Theo De Carvalho Says:

    SEU FRANÇUEL!

    Essa proposta de torcida única está fedendo a sardinha estragada. Tá parecendo que Tirulipa Jr. quer criar um “estado de exceção” para poder fazer sua laranjada nas finais.
    De qualquer sorte não concordo com essa “propróstata”.

    Não se imiscua com esse cardume de sardinhas que tem urgência em porra! Se situe meu queriedo.

    Outra coisa:
    Você disse que ia voltar de carona no último jogo no Barradão e sumiu! O bróder que tava conversando comigo ficou perguntando depois: “CADÊ JESUS? CADÊ JESUS?!”.

    Até a próxima!

  17. diego Says:

    Qdo criança,íamos eu e meu pai pra fonte nova,raras vezes meu irmão(nunca gostou de futebol.só ia pra chupar rolete de cana,picolé capelinha e comer pipoca,hauhuahuaa!).era,realmente,um negocio interessante.tomava uma grande parte da fonte.dava pra avistar as organizadas do jahia e do vitoria(era uma festa linda,com muitos bandeirões).tinha gente de todas as idades e a resenha era geral,nao existia briga na torcida mista.o clímax do pré-jogo era qdo um retardado,(retiro o que disse.é ofensa ao retardado)um imbecil aparecido e sem amor à vida,resolvia,SOZINHO,cruzar a torcida adversária.eu, guri,ficava tenso.o safado todo uniformizado de jahia(torcedor do ecv nao fazia isso.olha a mentira,hehehe) começava o desfile.primeiro era xingado de tudo qto era nome.depois o pau comia.levava tanto tapa,tinha a camisa rasgada e queimada em seguida.era um mico pra todo o estádio ver!a torcida ia ao delírio!a violência que tinha era essa(convenhamos,quem apanhava com certeza era masoquista e gostava de levar porrada,hehe).ao final dos bavis,torcedores do jahia e do ecv,velhos ou crianças,subiam a ladeira,prensados que nem sardinhas(lá ele!) e não se via uma confusão.eu amava aquela fonte nova..
    amo o barradão tb,ele é o responsavel direto pelo nosso crescimento,e nao terá graça javi sem a itingada espremida no canto do estádio tal qual sardinhas na lata!
    VV!

  18. Silas Lopes Says:

    Ao tricolorido há 11 anos sem título:

    Pra tentar ser breve, como a vida:

    1 – Embora saibamos que é a vontade de ser o herói do grupo e destruir o grupo contrário que motivam a violência, é complicado vincular isso aos tais grupos. É aquela história de que não dá pra culpar o todo em razão de uma minoria de 90%. O caso é de tratar-lhes como torcedores normais e cobrar-lhes a responsabilidade que têm, como tal;

    2 – Os dirigentes de Barça e Real vivem tirando sarro um do outro e estimulando a rivalidade e gozação entre seus torcedores, o que é ótimo pro espetáculo. Nao vejo isso, de modo algum, como problema, mas, antes, como algo bem mais baiano que o “meu rei” e “axé” como saudação;

    3 – Após fecundo debate, consideramos a proposta, bem como a nota do bahia, essas sim, de profundo provincianismo denotativo de preguiça e descompromisso com soluções autênticas e, por isso mesmo, efetivas;

    4 – Segue link para conferência do rankig FIFA com os melhores times da América do Sul no presente século:

    http://www.iffhs.de/?3d0a843ccf413ecf05ffcc8129dad5105fdcdc3bfcdc0aec70aeedbc83d4d41b

    O que temos é o Vitória (ganhador de 8 dos últimos 10 títulos estaduais) na 70ª posição enquanto o vosso todo poderoso ex-quadrão, ocupa um honroso 165º lugar, logo atrás de grandes potências do nosso futebol latino-americano, como o Fortaleza, o Guarani e o Paysandu.

    E por falar em provincianismo, o placar do Od Trafford, até recentemente, pelo menos, indicava o nome do Man Utd. x Visitante. A gente não tem porque destacar o nome do adversário, o futebol é um esporte competitivo, isso não tem nada a ver com tratar bem. Vocês não fazem o mesmo porque não têm onde morar, e se o fizessem no Pituaçu ou na Fonte Nova, os dois teriam que ser “Visitantes”, já que os dois estádios são públicos.

    Note que a diretoria, inclusive, removeu a torcida visitante pra o lugar onde há sombra; deu-lhes entrada privativa, por segurança e comodidade… quer mais o que ? massageador de pé ?

    A propósito, só pra você saber, o estatuto do torcedor (art. 24, §1º) autoriza que se cobre ingressso com preço diferenciado a determinado setor do estádio. O Nosso estádio mantém a torcida adversa em setor diferenciado exclusivo a esse fim. Como vocês não tem estádio, não podem nem pensar em fazer algo semelhante. De nada.

    5 – Discutimos, também, a sua ideia; ela tem dado errado onde tem sido testada, à exceção da Inglaterra, onde as instituições são maduras e efetivas o bastante pra que a coisa se implemente como se deve. E, ainda lá, há ressalvas.

    6 – Acho bem razoável que a torcida visitante seja minoria. Cogitar qe esse percentual vire 20 ou 25% talvez seja razoável. A princípio, não é algo que me pareça interessante. Talvez os times pudessem fazer acordo pautado na reciprocidade, mas, como disse, a princípio, acho que deve ser mesmo elástica a diferença entre jogar fora e dentro…

    Enfim, concisão não é meu forte. Ficar calado também não.

    Abraços,
    Silas Lopes.

  19. Denison Ribeiro Says:

    O que está faltando no torcedor baiano e do povo de um modo geral é EDUCAÇÃO, pois quando uma pessoa tem educação, primeiro ela tem respeito próprio depois respeito ao próximo, como o Diego postou acima, sou também do tempo da torcida mista na velha Fonte Nova, e havia respeito víamos mulheres crianças, idosos todos no mesmo espaço sem briga, sem confusão íamos todos juntos, amigos do Vitória amigos do Bahia, o máximo que rolava era uma gozação e todos voltavam pra casa numa boa.
    ABAIXO A SEGREGAÇÃO DAS TORCIDAS!!!! TORCIDA MISTA JÁ!

  20. Ricardo. Says:

    Atrasado, mas ainda vivo, venho lembrar que a Fonte Nova “casa do Sardinha”, era muito mal tratada pelos tricolores. Fui la assistir a um jogo do Bahia a convite do blog BBMP que queria um texto de um torcedor do Vitória vendo um jogo do Bahia (isso na Série C) e o que vi foi um estádio TODO MIJADO, fedorento, com cachoeiras de xixi pelas escadas. Cara de pau da porra falar mal do Barradão.

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