Resenha sobre a peleja sãodomingueira: atrasada, mas oportuna

Ontem, também conhecido como dia 15, quinta-feira, milhares de ouvintes (na verdade, três) prostraram-se em vigília na frente desta intimorata emissora para ouvir a mais esperada, abalizada, vilipendiada e aliterada resenha do Norte e Nordeste de Amaralina. O povo, sedento, aguardava as roucas prosopopeias, que salvam e libertam, tão ansiosamente quanto a cidade de salvador espera o fim da atual gestão.

Porém, por conta de umas doses extras de canjebrina e outras substâncias não recomendadas pela Carta Magna, acabei me conduzindo pelo escorregadio terreno da negligência. E silenciei – não sobre o atual alcaide, que este num merece nem minha vaia, mas sim diante da importante peleja contra o São Domingos, que influenciou e ainda vai influenciar muito nos destinos do País e do Vitória (o que dá no mesmo) na briosa Copa do Brasil.

O fato, amigos de infortúnios, é que foi uma partida memorável, histórica (ok, ok, parei…). Recomeçando. O fato, amigos de infortúnios,  é que o jogo foi muito do meeiro. E não deveria nem ser objeto de qualquer análise. Só saio de meus cuidados e de minha ancestral ressaca para falar sobre a referida disputa porque dela poderemos tirar lições para a batalha do próximo domingo.

A primeira, e mais importante de todas, é que não se pode dar gosto ao cão. Se aparece a possibilidade de liquidar a fatura, que se liquide logo.  Nada de adiar a alegria. É verdade que não chegou a existir sofrimento propriamente dito na partida contra o São Domingos – até porque a agremiação sergipana é mais generosa do que o santo que lhe empresta o nome e não faz mal a seu ninguém. Porém, se fosse um adversário mais qualificado, sei lá, a seleção de Itapetinga, por exemplo, poderíamos agora estar lamentando mais uma eliminação no Santuário.

Outra lição fundamental é que não se pode admitir firulas em jogos decisivos, mesmo que contra time fracos. O que Índio fez na quarta-feira deveria ser passível de uma surra de Pau Brasil. Que disgrama é aquela de ficar dando toquinho e olhando para o lado, porra? Já imaginou se um zagueiro perde a paciência e desce-lhe a ripa? Poderíamos perder uma flecha importante por causa de um deslumbre, uma vontade pueril de aparecer para a torcida que o idolatra. Deixe para presepar e brocar as sardinhas, que é sua especialidade.

Por falar em especialidade, encerro esta homilia repetindo que a minha continua sendo a seguinte: Apoiar o time durante os noventa e as prorrogações e fiscalizar a diretoria, cobrando e exigindo novos e democráticos tempos em NOSSO Clube.

Então, é isso, galera. Nada de vacilos, nem dentro nem fora das quatro linhas – até porque quem come agá é Dona Otília, de Cafarnaum, que escreve Otel assim, começando com ó.

Amém.

P.S  Soube de fontes fidedignas que as sardinhas estão extremamente tristes com o retorno de tiririca júnior – e não exatamente porque são apreciadores da democracia, mas sim porque com a volta à (a)normalidade, eles não terão mais desculpas quando a madeira gemer no domingo.

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5 Respostas to “Resenha sobre a peleja sãodomingueira: atrasada, mas oportuna”

  1. Silas Lopes Says:

    Teogonia: o esféfico adejante percorre o sofrido nordeste brasileiro, desde os pés do paraibano até a cabeça do baiano, até esbarrar no fundo das redes. Nasce uma divindade…

    NEEEEEEEEEEETOOOOOOOOOOOO BAAAAAAIIIIIIAAAAANNOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Obrigado.

    Abraços,
    Silas Lopes.

  2. Silas Lopes Says:

    Reitero: Eis um Christian Vieri made in Ituaçu.

    Abraços,
    Silas Lopes.

  3. keko Pires Says:

    Muito bom seu Françuel, dei boas gargalhadas. O indio deveria tomar “uma surra de Pau Brasil”, mesmo. Ainda perdeu 2 gols feitos. Parabéns

  4. Silas Lopes Says:

    A propósito, antes que me chamem de profeta do acontecido, ressalto que compareci a essa tribuna, no dia 02 de fevereiro do ano da graça de 2012, para informar às mentes ávidas que assistem assiduamente aos conclaves desenvolvidos nessa ágora, que o time que deveria ser escalado pelo Maestro Antonio Carlos Cerezo Jobim, era exatamente aquele que cantou o hino nacional, de pés, na tarde de ontem, no santuário.

    Naturalmente, à ocasião, mencionei as opções de que se poderia lançar mão, sem o comprometimento da conjuntura leonina. Propus uma lateral-esquerda com Saci, que não compareceu graças às contusões que o uso do cachimbo e o desmesurado esforço da perna esquerda – seu único apoio – lhe têm propiciado. Ontem ficou claro que aquele que crer nas seguintes palavras, prosperará: Vamos reeditar o jeito com que jogamos em 99. E temos material pra isso:
    Renan pode ser o goleiro olímpico, alá Fábio Costa; Nino é mais rápido e menos técnico que Baiano, mas faz suas vezes. Victor e Gabriel (Rodrigo ou Alan) não devem a Moisés e Flávio e Saci pode imitar Leandrinho, não necessariamente com a mesma graça. A primeira trinca de ontem se assemelha à de antanho, com Pedro ken fazendo um Fernandinho pela direita e a segunda trinca é também a que se viu, com Geonane no papel de Arthur e Marquinhos como um Cláudio muito melhorado.

    O jogo de ontem mostrou o acertamento do suso escandido, e, para que não se diga que mato a cobra e escondo o pau, ei-lo:

    “Silas Lopes Disse:

    fevereiro 2, 2012 às 1:19 am | Responder
    O time tem como ser que nem o de 2008, que não era mais que uma mal feita reprodução do de 99*. (…) O time podia montar dois triângulos do meio pra frente, como nas formações retroditas, se fazendo com Douglas, Nino, Gabriel (Victor), Rodrigo (Alan) e Saci. Uellington-centro (Mancha), Róbston-segubdo homem (Mineiro ou coruja) e Pedro Ken-terceiro homem (Michel, mineiro ou Coruja). Marquinhos (Tartá ou Maia) na ponta esquerda, Dinei – centro (Neto) e Geovani – ponta direita (Índio ou Rildo).”

    E tenho dito.

    Abraços,
    Silas Lopes.

  5. Anrafel Says:

    Depois daquele BaXVi agüado, um clássico decente.

    Não dá para entender é a polícia prender os muares das organizadas por apedrejamento de ônibus e soltá-los antes do jogo.

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