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REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA (URGENTE)

fevereiro 26, 2011

Olá, amigos Rubro-negros,

Nos últimos dias, o futebol brasileiro tem sido vítima de uma briga de bastidores, que tem assumido uma proporção assustadora.

Conforme é de conhecimento geral, estas disputas têm sido guiadas apenas pelo aspecto mercantilista, sem qualquer preocupação com o torcedor.

O Movimento Somos Mais Vitória (WWW.SOMOSMAISVITORIA.COM.BR )  entende que a torcida, principal razão de ser do espetáculo, não pode continuar sendo escanteada, como de costume.

Entedemos também que não se pode aprofundar ainda mais o abismo entre os chamados times do eixo e as outras equipes.

Assim, convidamos todos os associados para debatermos estes e outros temas relacionados ao Esporte Clube Vitória, numa reunião extraordinária, sábado, dia 26, a partir das 9h30, no auditório do Salvador Trade Center, na Avenida Tancredo Neves.

Até amanhã e Saudações Rubro-Negras e Democráticas.

P.S Em relação à chibança de ontem, escreverei algumas prosopopéias depois da reunião.

PUTAQUEPARIU A CATEGORIA!!!

fevereiro 22, 2011

Estes moços, pobres moços, que passam o dia todo ralando a bunda no asfalto, podem até duvidar, mas já houve um tempo em que a Música Brasileira podia ser grafada, assim, com iniciais maiúsculas e as porra.

Sim, crianças, nesta referida época a profusão de talentos era tanta que até alguns artistas muitos bons acabaram no quase anonimato. Um bom exemplo disso foi Sérgio Sampaio…

Mas, será o impossível? O Vitória nesta pindaíba e o homem ainda quer tirar onda de crítico musical? E eu lá quero saber de porra de ême pê bê. Meu negócio aqui é o Vitória. Não se meta com meu gosto musical, que nunca me meti no seu”, rebarbou logo a moça do shortinho gerasamba, que anda mais ouriçada do que dançarina de pagode em véspera de Carnaval.

Pois muito bem.

Antes de ser interrompido pela danada que desfila em trajes tão pequenos quanto o futebol do lateral-esquerdo Ernani, eu falava sobre Sérgio Sampaio. E tratava aqui do referido capixaba não por diletantismo (até porque isso não combina com minha tradicional modéstia), mas sim porque, depois daquela chibança em Pituacivisky, lembrei-me da seguinte frase da canção Ninguém Vive Por Mim. Ouçam. “O pior dos temporais aduba o jardim

Pois é, amigos de infortúnio, até mesmo daquele temporal de domingo foi possível ver algum adubo para o nosso jardim. E ele atende pelo nome de Deiberson Maurício Gómez, também conhecido como Geovani.

PUTAQUEPARIU A CATEGORIA!!!

Assim como este rouco locutor, o sacaninha conhece e pratica o Ludopédio em 18 idiomas. Em apenas 45 minutos, ele mostrou e demonstrou como a criança deve ser tratada. E, apesar de ainda não ter ritmo de jogo, correu, driblou, lançou e ainda tentou um sem pulo – coisa típica de quem não tem medo de errar e não se apavora com clássico (Tá ouvindo, Júnior Timbó?).

Aliás, antes de prosseguir, vou lhes fazer uma confissão. Em alguns momentos torci para que Geovanni começasse a errar algumas jogadas. E nas raras vezes que isso aconteceu, fiquei até aliviado.

Como assim? Assim. A diferença de categoria dele em relação aos outros jogadores (tanto do Vitória quanto do time de Dias D’ávila) era tamanha que eu cheguei a sentir vergonha alheia. Afinal, enquanto os pernas-de-pau ficavam parecendo estes epiléticos que rebolam freneticamente diante de qualquer batuque ordinário, o camisa 16 do Vitória jogava por música. E música de boa qualidade.

Porém, nem mesmo o maestro deve executar um futebol muito acima dos demais, senão os outros, envergonhados, não vão querer carregar o piano. Por isso, torci para que Geovanni desse um freio na bela exibição pebolística para não assustar os companheiros.

Por outro lado, temos que torcer agora para que o ritmo atrapalhado de algumas ruínas do Rubro-Negro não contagie o menino Deiberson e ele também acabe atravessando a porra de meu samba.

Saravá!!!

A CULPA NÃO FOI (só) DO JUIZ

fevereiro 21, 2011

Nas priscas eras em que Acêmê mandava e desmandava no Judiciário baiano (e não só nele, frise-se), corria nos meios forenses do resto do país a seguinte prosopopéia: “Existem três tipos de Justiça. A boa, a ruim e a baiana”.

Pois muito bem. Mutatis Mutandi (recebam, larápios, um latinismo na torácica), a sarcástica sentença acima serve muito bem para a arbitragem desta província. Repetindo: “Existem três tipos de árbitros e bandeirinhas. Os bons, os ruins e os baianos”.

PUTAQUEPARIU O FURTO QUALIFICADO!!!

Sim, porque uma coisa é o erro no jogo e na vida, do qual ninguém está imune. Outra coisa bem diferente é este desembestado amor ao alheio que acomete os homens (?) de preto do futebol baiano toda vez que a situação do time da RMS se complica.

A propósito, lembro um ba X VI na Fonte Nova, em 1992, quando um sacana tentou enojar o baba, expulsando dois jogadores do Rubro-Negro. Ninguém me contou, não. Eu estava lá empurrando o alambrado e incentivando o time rumo ao heróico triunfo. Confiram nestes dois vídeos abaixo a preseparada do sacripanta do juiz e o golaço de arthuzinho (que Deus o tenha).

httpv://www.youtube.com/watch?v=_GG6CFA8K_U

httpv://www.youtube.com/watch?v=D8IEn7rdArg&feature=related

PUTAQUEPARIU O FURTO QUALIFICADO!!!

Mas, derivo. Derivo, mas destaco que em 1992 e ontem, assim como na época e que imperava Cabeça Branca, aqueles que deveriam arbitrar e se constituirem como os responsáveis pela justiça não fizeram questão alguma de demonstrar o mínimo de imparcialidade.

Exemplos? Vamos lá.

O ponteiro do relógio não marcava nem 10 minutos da etapa inicial quando um defensor do time de Dias D’Ávila puxou e agarrou pela camisa um atacante do Vitória, parecendo que queria levar o referido Rubro-Negro para o seu lar, sem nem se importar se o cara era casado ou não. O lance ocorreu exatamente na frente do bandeirinha ladrão (desculpe a redundância), que fez de conta que nem era com ele. Vale destacar que foi o mesmo sacana que não marcou a falta em Nino no lance do primeiro gol das injúrias.

Aliás, quando o jogo ainda estava 0 x 0, um rasta do paraguay da equipe da RMS derrubou Elkesson na grande área. Penalidade máxima na cara do   assoprador de apito, que até apontou para a marca da cal. Porém, ele se lembrou que honestidade provoca úlcera (salve, Nelson Rodrigues). Assim,  ato contínuo, mudou a direção da mão boba, marcando apenas escanteio.

É fato que existiram diversas outras patacoadas. Não as repetirei aqui  para não cansar o impoluto ouvinte e também porque não adianta chorar sobre o leite roubado.

O que ainda pode ser revertido e mudado não está exatamente nas quatros linhas. Não apenas nela. Afinal, como digo no título, a culpa não foi (só) do juiz.

Um exemplo? Uelliton.

Independentemente do escroto do apito ter visto o lance ou não, o fato é que o referido meio-campista é useiro e vezeiro neste tipo de atitude. E não só neste. Basta lembrar a simulação de dores ainda na época de Experimentalgiane, que o qualificou de “mau caráter”.

Porém, o que a diretoria fez? Nécaras e nada. Então, ele se acha no direito de manguear a zorra na hora que quiser, pois não vai existir punição mesmo.

Outra (falta de) atitude da diretoria refere-se às arbitragens. Toda vez que o Vitória é vítima de erros grosseiros ou até de má-fé (como foi o caso de ontem) a Diretoria, quando fala algo, prende-se apenas ao trivial. Não toma nenhuma atitude concreta. Inclusive, quem souber de alguma representação OFICIAL da diretoria contra equívocos e furtos de arbitragem ganha uma revista dos irmãos metralhas.

Hômi, quá; sinhô, me deixe.

Por fim, para não ficar apenas nos lamentos e ranger de dentes, repito o que já disse no último texto. “As coisas só vão mudar em campo quando existir uma transformação de postura da Diretoria”.

E, para que isso ocorra, a atuação dos torcedores será fundamental. Aliás, justiça seja feita. A torcida Rubro-Negra já começou a mudar, tanto no cotidiano das arquibancadas, quanto na conscientização de que esta chibança não pode continuar ad infinitum. Afinal, não poderemos ficar (apenas) botando a culpa no juiz.

P.S Se você também acredita que é possível construir um clube forte e democrático, cadastre-se  no WWW.SOMOSMAISVITORIA.COM.BR e participe também deste momento histórico

Farsas, tragédias e complexo de Peter Pan

fevereiro 17, 2011

Já que  as revoluções estão novamente na moda,  saco logo do coldre os empoeirados ensinamentos do menino Karl Marx, que largou a seguinte prosopopéia no início do livro o 18 Brumário de Luís Bonaparte, escrito no ano da graça de 1852. Às aspas.  “Hegel observa em uma de suas obras que todos os fatos e personagens de grande importância na história do mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes. E esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa”.

É óbvio que o culto ouvinte desta intimorata emissora já percebeu que o luxuoso auxílio filosófico serve somente para falar desta irremediável vocação do Esporte Clube Vitória para repetir ad infinitum o desmantelo.

PUTAQUEPARIU A MULHER DO PADRE!!!

Poderia aqui recordar as inolvidáveis desclassificações diante do Baraúnas em 2005 e 2007, porém, como não quero cansar o já retado torcedor, farei apenas o relato das tristes coincidências nas estréias da Copa do Brasil de 2010 e 2011.

E elas não são poucas.

Neste 2011, assim como no ano passado, apanhamos de 3×1 contra um time alvinegro, nordestino e genérico de equipes do sudeste. Também como naquela ocasião, nosso único gol foi de pênalti. Agora, se serve de consolo, os nomes dos artilheiros do Corinthians de Alagoas eram muito mais estranhos do que os do Botafogo da Paraíba. Confirmam. Antes os algozes foram Yannick, Catanha e Tozin. Desta vez,  Henrique, Chapinha e Paulinho Macaíba. Já é um avanço.  Afinal, pelo menos o autor do primeiro gol tem nome de gente.

Mas, derivo. E não deveria, pois o assunto é sério. Aliás, sem querer bancar o gato mestre ou engenheiro de obras destruídas, este rouco locutor já havia alertado para os problemas do time, inclusive nos dois últimos triunfos. Porém, assim como na canção do Rei Roberto, ninguém quis ouvir, todos estavam surdos.

E acertei no prognóstico não porque eu seja uma inteligência privilegiada, mas sim porque é muito fácil ser profeta nas coisas relacionadas ao Esporte Clube Vitória. Basta apostar no absurdo. E pimba. Não há erro.

Por falar em erros, entendo que o maior problema do Vitória não está apenas nas quatros linhas. O que ali acontece é apenas reflexo de um problema muito mais grave. Qual seja: O complexo de Peter Pan.

Como assim? Seguinte. Assim como o referido personagem, o nosso clube recusa-se a crescer.  Os dirigentes, atuais e antigos, tratam o Leão como um bichinho de estimação, como se fosse uma propriedade particular.

E quando isso não mudar, nada mudará. O Vitória pode (e vai) meter uma goleada no Botafogo na próxima quinta-feira. Porém, é preciso ir além. E fui exatamente pensando e acreditando nisso que, junto com outros Rubro-Negros, decidimos fundar o Movimento Somos Mais Vitória. Entendemos que chegou a hora de darmos um basta nesta mentalidade tacanha.

É preciso, urgente e fundamental lutar para transformar o Vitória num clube forte e respeitado – e isso, acreditamos, passa necessariamente por um processo de efetiva democratização. E tal batalha não pode nem deve ser diminuída por efêmeros resultados em campo. Ela tem que ser constante, cotidiana.

Nossa tarefa não é fácil, mas não abdicaremos dela. E os males atuais e eternos só serão combatidos e, quiçá, eliminados quando deixarmos de ser um time que tem uma torcida para nos transformarmos numa torcida que tem um time.

Chega de farsas, tragédias e complexos.

P.S.1 Antes que algum gaiato venha me acusar de estar aproveitando do péssimo resultado de ontem para fazer proselitismo, recomendo que leia os últimos textos.

Além disso, lembro ainda que a atuação do MSMV não tem se pautado por resultados em campo, mas sim por princípios.

De nada.

P.S 2 Cadastre no http://somosmaisvitoria.com.br    e  faça parte desta nova história.

Os males da abstinência futebolística

fevereiro 14, 2011

Eu devia estar contente porque tenho um emprego, sou um dito cidadão (quase) respeitável, embolso algumas merrecas por mês, o Vitória tá brocando e o time de Dias Dávila voltou ao normal.

Mas, talqualmente o velho Raulzito, sou um sujeito chato que num acha isso engraçado e estrago logo a brincadeira com a seguinte advertência aos entusiastas: Debreiem, amigos. É hora de dar um freio nesta alegria desmedida. E faço a referida admoestação não por causa de meu tradicional espírito de porco. Nécaras. O inverso é o verdadeiro. Acredito que este otimismo acrítico obnubila (recebam, hereges, um obnubila pelos mamilos) a visão e o raciocínio até das pessoas mais sensatas e pode causar sérios danos.

Vejam o caso, por exemplo, de meu amigo Ernandes Santos. Nas condições normais de temperatura e pressão, o referido é um homem sério, honesto, pontual e pai de família. Porém, esta maré de euforia está lhe tirando dos eixos.

Como assim? Seguinte. Na peleja de ontem contra o Atlético, ele estava tão empolgado com o time que mudou até seu ar sisudo e ficou pulando que só uma guariba (salve, Jackson do Pandeiro). Pulando e gritando. “Este Ernani joga muito. Ele é demais. Que categoria. Ai,meu Deus!”.

Pois muito bem.

O ponteiro do relógio não marcava nem 20 minutos do segundo tempo e o meu amigo já estava todo buliçoso. E outra. Se o jogo demorasse mais um pouquinho, tenho certeza que Ernandes ia pedir o seu (lá dele) quase xará em casamento.

Deusulivre!!!

Mas,para não deixar a pederastia tomar conta da masculinástica torcida do Leão, mudei logo de canal e fui ler as palavras da menina Larissa Dantas. E aí mais uma decepção. A moça, tradicionalmente sensata, diz lá pras tantas que “O destaque do jogo foi…Rildo”.

Francamente, Lari. Rildo?

O atual camisa 11 é, no máximo, um jogador buliçoso. Não tem como ele ser destaque em jogo algum. Nem no baba lá no Areal.

Rildo pode até, algum dia, aprender a jogar bola (coisa que reputo como quase impossível, já que ele tem mais de seis anos de idade), mas, no momento, o cidadão entende tanto de futebol quanto este rouco locutor conhece de pólo aquático. E olhe que nem nadar eu sei.

Mas, derivo.

O fato é que, definitivamente, o campeonato baiano não faz bem ao futebol nem aos meus amigos. Por isso, não vejo a hora de conquistarmos logo o PENTA para acabar com esta dança de rato. E tomara que maio chegue logo e traga com ele algo parecido com o velho e bom ludopédio. O campeonato brasileiro precisa começar urgente, pois esta abstinência futebolística tá fueda.

P.S Para não dizerem que estou botando gosto ruim em tudo, aquiesço: O golaço de Uelliton pagou o ingresso.

Valei-me, São Jean Aero Wyllys!

fevereiro 11, 2011

Há coisa de década e meia que trabalho no mesmo ambiente insalubre com João Borges Bougê. Trabalho e divirjo. A bem da verdade, mais divirjo do que trabalho. E tais divergências ocorrem basicamente porque o referido sempre teve uma, digamos assim, vocação para um desenfreado governismo. E esta afeição pelo poder constituído, principalmente na época do Acêmê, era algo que beirava o insuportável – pelo menos para mim, que nunca nutri simpatia alguma pelo indigitado.

Pois muito bem. O tempo passou, Cabeça Branca bateu os coturnos, a administração mudou (?), mas Bougê continuou no mesmo lugar: um entusiasta empedernido do status quo. E eu continuo do lado de lá, especialmente agora com o Movimento que luta pela democratização do Esporte Clube Vitória. Aliás, nossos desentendimentos só cessam um pouco quando o assunto é futebol. Para ser mais preciso quando falamos do Rubro-Negro, pois Bougê costuma repetir uma frase fantástica. Às aspas. “Acho que num gosto nem de futebol. Eu só gosto de Vitória”. “Acho que num gosto nem de futebol. Eu só gosto de Vitória”.

Pois era exatamente esta frase que martelava meu maltratado juízo enquanto, absorto em meus pensamentos, viajava para Alagoinhas na última quarta-feira para apreciar a peleja entre o Leão e o Carcará.

No exato momento em que a TV transmitia a labuta entre Brasil x França eu estava percorrendo as ruas da gloriosa Simões Filho, guiado (?) por Duillio Frederico e Manoel Novaes – dois cidadãos com menos senso de direção do que cachorro em dia de mudança. O agravante é que o primeiro, o co-piloto, ainda era tirado a gato mestre. “Conheço tudo aqui”. E nesta brincadeira passaram-se exatos 30 minutos – até que um filho de jehová apontou o caminho da BA-93.

Mas, derivo, tanto quanto os condutores.

O fato é que, às 19h32 minutos e 23 segundos, finalmente chegamos a Alagoinhas. E, amigos, em verdade vos confesso: valeu à pena, já que, depois de perambular pelas estradas baianas, tivemos uma recepção espetacular. O menino Etevaldo, na verdade a mãe do referido, ofereceu um feijão de botar Alaíde no chinelo. Rango de altíssima responsabilidade.

Com o bucho cheio e um frasco de cepacol na mão, dirijo-me ao brioso estádio Antônio Carneiro para orientar a equipe. Porém, Duillio, ele mesmo, inventa de procurar zuada com os puliça. A partir de então, formou-se um alvoroço dos seiscentos e quase que éramos literalmente escanteados. 

Nossa valência foi que Carlinhos Pacheco Leões da Fiel (que veio diretamente de Aracajivisky para a peleja) sacou do coldre um argumento infalível para os alagoinheses. “Alto lá, seu guarda. Eu sou daqui de Alagodé e sou amigo de infância de Jean Aero Willys, inclusive jogávamos bola direto do lado de cá da linha do trem e as porra”.

Pronto. Foi a senha para que os ânimos ficassem serenados. Só então, o ladrão assoprador de apito deu início à labuta.

E eu olhava para o pasto, digo, gramado ordinário, para jogadores idem, para aquela bola feia como a zorra e lembrava-me da frase de Bougê. “Eu num gosto de futebol, não. Eu gosto é do Vitória”.

Putaque pariu a ruindade!

E mais não digo porque aquela disgrama de jogo não merece nem a meia-entrada que paguei. 

Porém, para ser fiel à realidade dos fatos, apenas relato que, no final, Duillio roubou a bola do jogo e ainda queria brigar com o gandula.

Ô sujeitinho problemático.

Ah, sim. E a prova maior de que não gosto de futebol, mas sim do Vitória, é que neste domingo estarei novamente no Parque Sócio Ambiental para ver o Leão jogar (?) contra o mesmo carcará.

Valei-me, São Jean Aero Wyllys!

ABAIXO A DITADURA

fevereiro 9, 2011

Logo após a brocança do último domingo no Barradão, fui cumprir minhas três obrigações religiosas. Quais sejam: benzer-me para espantar o mau olhado, encarcar o queixo nas canjebrinas e entregar-me aos bons e velhos arroubos gastronômicos. Assim, nesta quarta-feira de cinzas, a parcimônia receitava um imperioso afastamento de tais temas nesta ludopédica budega.

Porém, simancol, prudência e caldo de galinha são produtos que não se põem à mesa aqui nesta chibança. E, pra lenhar e confundir de vez a porra toda, além de descompreendido, este rouco locutor é metido também a possuir uma falsa erudição-pop – se é que é possível tal equação. Portanto, para abrir o apetite, convido os distintos e famintos comensais a entoarem o seguinte refrão da música Ta Salao, do grupo Uruguaio Abuela Coca: “Si somos lo que comemos, soy conservante, soy peligroso, soy bastante artificial”.

Antes, porém, que a gulosa ouvinte estranhe tão insípido cardápio musical, uma confissão. Minha comadre, eis o seguinte: Este esbelto locutor está enveredando por tão indigesta estética da fome porque o dietético Conselho Editorial desta Intimorata Emissora assim me pautou. E, ao contrário do jornalista Aguirre Peixoto, não tenho coragem de enfrentar meus patrões.

E o qual foi a pauta de meus chefes? Seguinte. Mandaram-me dizer que já passou da hora de a direção do Esporte Clube Vitória retirar o Habbi’s do Parque Sócio Ambiental Santuário Ecológico, Manoel Barradas, o Monumental Barradão. Não é possível que aquele kit azia continue a ser vendido lá impunemente. É preciso tomar uma providência urgente, urgentíssima. Afinal, não bastasse a comida não ter gosto algum, aquela disgrama ainda dá azar.

É sério.

Lembrem-se que na época em que o Habbi’s fechou contrato com o Vasco, o time da colina foi logo para a segunda divisão. O mesmo aconteceu quando os árabes começaram a patrocinar o Vitória (patrocinar é modo de dizer, pois soube que o dinheiro que eles pagam não dá nem para uma consulta num gastroenterologista).

Assim, eis a verdade que salva e liberta. O Rubro-Negro, como diriam os locutores de antanho, vinha “numa crescendo” , mas caiu de produção depois que trocou o tradicional e delicioso churrasquinho de gato pela insossa comida do Habbi’s. A partir daí a zorra desandou. E o time passou a atuar com a mesma vontade de um glutão a apreciar aquela disgrama de lanche árabe.

É por estas e outras que a politizada população do Nordeste de Amaralina não parar de gritar: ABAIXO A DITADURA…DA ESFIHA

A TARDE DOS RENEGADOS

fevereiro 8, 2011

Antes de tudo e de mais nada, aviso à praça: Os que vieram aqui achando que tripudiarei sobre o cadáver da equipe de Dias Dávila, favor voltar outro dia. Aquele timeco da Região Metropolitana de Salvador é tão fraco que não merece nem gozação.

Bom, feito o alerta, passemos agora à mais esperada e abalizada resenha do Norte, Nordeste e Centro-Oeste de Amaralina e adjacências.

Seguinte. A verdade que salva e liberta é uma só. Antes de começar a peleja, existiam muitas desconfianças na região do Santuário Ecológico, Parque Socioambiental Manoel Barradas, o Monumental Barradão. Para ser exato, existiam SEIS desconfianças. Afinal, os Rubro-Negros estavam injuriados (não sem razão) com estas peças que, por ironia, mostraram-se fundamentais.

Antes do jogo, porém, como já disse e repito, havia um ódio dos seiscentos. A ira maior era destinada ao atacante Neto (recuso-me a chamá-lo de baiano enquanto o referido não se retratar das bobagens que disse e fez. E isso só acontecerá quando conseguir meter (lá ele) 128 gols nas injúrias da RMS).

Outra peça do ataque que a galera não perdoava era Elkesson, numa implicância ancestral e algumas vezes injusta. E, fechando a linha de frente, a galera zombava de Rildo, fazendo trocadilhos sem graça, como costumam ser as referidas paronomásias (recebam, fariseus, uma paronomásia na titela).

Pois muito bem.

Foram exatamente estes três, nesta ordem, que balançaram o barbante. (É minha comadre, a ironia no futebol é igual ao ano de 1968: nunca termina).

Além destes, a torcida torcia o nariz para Bida, que até então jogava com uma preguiça de fazer inveja a Dorival Caymmi, e também olhava de soslaio para o menino Léo. Este nem tanto por causa do futebol, mas sim por causa das, digamos assim, indumentárias. “Porra de jogar bola com chuteira colorida!”, bradava a moça do shortinho Gerasamba, que ontem estava mais empetecada do que os antigos jegues da lavagem do Bonfim.

Mas, derivo.

O fato é que Bida fez uma partida irrepreensível, jogando com uma devoção de causar comoção até nos mais céticos. E o lateral Léo (ala é a puta que o pariu!) praticou em alto nível. Isso na segunda etapa, porque o primeiro tempo, amigos, vou lhes contar, lembrou-me de um jogo entre Estrela de Março x Redenção de Brotas que assisti em 1983.

Porém, derivo novamente e a galera Rubro-Negra, que além de culta é especialista em matemática aplicada ao Ludopédio, deve estar questionando: “O senhor falou em SEIS peças, mas só citou cinco”.

É verdade. E fiz isso porque a modéstia me impede de dizer que o último e fundamental elemento para o triunfo de domingo foi exatamente este rouco e chibante locutor.

Como assim?

O fato é que, por conta da ausência nesta intimorata tribuna, a torcida não fazia mais fé nas minhas orientações. Porém, desde cedo comecei a gargarejar o cepacol e fui a campo, ou melhor, às arquibancadas, confiante da vitória. Tao confiante que fiz o seguinte desafio à menina Larissa Dantas.

“Se, com minhas orientações hoje, o Vitória não meter pelo menos três nas injúrias, vou me embora de Salvador e pedirei asilo político em Sergipe”.

E foi assim que este renegado também contribuiu para a chibança.

É mentira, Terta, digo, é mentira Lari?

P.S Infelizmente, nem tudo foi alegria no domingo. Um bocado de menino amarelo criado com vó queria estragar a festa, brincando de brigar. Não consigo entender como é que com mulher como a porra na cidade, eles ficam se agarrando com homem. Das duas, três: ou são viados, malucos ou acumulam.

Para estes renegados, não há perdão. Só borracha, porque cadeia relaxa.

AVISO À PRAÇA

fevereiro 7, 2011

Minha comadre, largue esta cicuta. Tenha sua calma, que eu voltarei. É só a ressaca conceder uma trégua.

De nada.