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É HORA DO TORCEDOR FAZER HISTÓRIA

novembro 9, 2010

Vocês não se recordam, até porque torcedor é um bicho desmemoriado da disgrama, mas no dia 17 de outubro contei um pouco da angustiante história do Rubro-Negro na Série C. Nas referidas prosopopéias, relatei o otimismo de um senhor grisalho e de bigode que era (e é) sinônimo de esperança. Apesar de cumprimentá-lo com constância, até recentemente eu não sabia seu nome. Mas, para mim, o mais importante era o fato de que ele está sempre no Barradão, entre a Viloucura e a Imbatíveis, vibrando com o entusiasmo de um adolescente.

Pois bem.

Naquele mesmo território, no Santuário, fica uma figura que tem idade de ser neta do referido personagem do parágrafo acima. Apesar de sempre cumprimentá-la, até recentemente também não sabia o nome dela. Mas, para mim, o mais importante era o fato de que a garota está sempre no Barradão, entre a Viloucura e a Imbatíveis, vibrando com uma emoção contagiante e analisando o jogo com uma sabedoria surpreendente.

Pois muito bem.

Nestes últimos tempos temerários, em que nosso time fazia uma campanha irreconhecível em nosso querido Barraquistão, fiquei cada vez mais próximo dos dois para buscar um pouco de energia para incentivar e orientar o time. E acabei descobrindo seus nomes. O senhor chama-se Ademir. E a garota Mel.

Noves fora a diferença de geração, eles lutam por um único ideal: Um Vitória forte. E, comovido com a paixão dos dois, percebi de uma vez por todas que o sonho de Sêo Ademir e de Mel comprovava a crença de que NOSSA torcida é o maior patrimônio do clube e que ela tem o dever e o direito de interferir positivamente na vida da instituição. Assim, mesmo diante de todos os obstáculos, que pareciam instransponíveis, sempre pensava no amor da menina Mel e de Sêo Ademir e renovava minha fé de que era possível ajudar a construir um Vitória mais forte.

E fui estudar o caso de sucesso do Internacional, quando a torcida decidiu sair das arquibancadas para contribuir com o fortalecimento do clube, pregando mais democracia e profissionalismo. E assim comecei a idealizar o Movimento Somos Mais Vitória, que hoje, conquistou o coração e as mentes de centenas de Rubro-Negros. Porém, em verdade vos digo: mais do que nos guiar pelo vitorioso exemplo gaúcho foi por histórias de amor como a Sêo Ademir e Mel que o NOSSO Movimento Somos Mais Vitória se inspirou. Mesmo que eles ainda não saibam, seus exemplos de confiança, fé e perseverança num futuro melhor para NOSSO Clube nos dão força para continuar com o Movimento.

E agora, faltando exatos 30 dias para a primeira eleição democrática no Esporte Clube Vitória, convidamos a todas que acreditam que nosso Clube pode se fortalecer guiando-se pelos princípios da democracia, transparência, profissionalismo e respeito ao torcedor a participar desta luta. Acesso o WWW.SOMOSMAISVITORIA.COM.BR , cadastre-se e venha fazer parte desta história.

P.S A Menina Mel, que completou 10 aninhos exatamente no último domingo, continuou com a mesma fé apesar da derrota para o Cruzeiro.

A irrefreável marcha do Leão rumo à Copa Sula Miranda

novembro 4, 2010

Ao contrário do que pregam as aves de mau agouro e os radialistas escrotos (desculpem-me a redundância), o Brioso Esporte Clube Vitória não cairá. Ao contrário. Continuará na marcha célere e irrefreável para se tornar o primeiro time do Norte, Nordeste e Centro-Oeste a participar três vezes seguidas da gloriosa Copa Sula Miranda. E o empate de ontem contra o Santos, em plena Vila Belmiro, demonstrou que nossos planos são outros. Quem tem que ficar preocupado com porra de elevador é funcionário da Atlas e equipes que habitam o subsolo do Ludopédio. E digo mais. se não fossem os pecados cometidos no percurso pela diretoria, a trajetória do Leão neste Dilmão/2010 poderia ser muito melhor.

Porém, como diria Vicente Mateus, águas passadas não movem redemoinhos. Vamos falar de jangada, que é pau que bóia.

Seguinte é este. Na verdade, voltei a esta tribuna aqui para dizer que, logo após peleja do último sábado contra o vasquinho, saí do Barradão mais feliz do que um relâmpago no trigo (royalties para Júlio Cortazar). Afinal, além do necessário triunfo contra a equipe carioca, acabávamos de conquistar algo muito maior. Qual seja. A confirmação do axioma de que o Santuário, que naquele festivo dia sediava o jogo de número 500, continua sendo o maior artilheiro da história do Brioso Rubro-Negro. Não tem baixo astral que resista àquela força da natureza. É energia positiva pra mais de metro, contagiando até o mais céticos dos homens.

Por tudo isso, repito, saí do Barradão mais feliz do que um relâmpago no trigo. E já começava a elucubrar (recebam, hereges um elucubrar pelos mamilos) teses, teorias e outras mumunhas sobre a peleja. Pensei, por exemplo, em defender uma punição severa para Ramon por falta de esportividade. Afinal, um sujeito daquela idade deveria respeitar os adversários e não humilhá-los daquela forma diante de mais de 30 mil pessoas.

Outra providência que iria sugerir era a diminuição da dose de substâncias não recomendadas pela Carta Magna para o endiabrado Adaílton, pois só assim ele poderia concorrer lealmente com os zagueiros. Pensei ainda em outras gaiatices do gênero, porém, como ando assoberbado com o Movimento pela Democratização do Vitória e com a garota do shortinho Gerasamba (não necessariamente nesta ordem), acabei me passando e não escrevi nada. Silenciei até mesmo sobre a falta de esculhambação que continua sendo a (des) organização para entrada no Estádio.

No entanto, como tal acinte não pode continuar, retorno a esta intimorato emissora também para recomendar o contundente texto escrito pelo menino Ricardo Cury. Confira aqui, com direito a apreciar mais um vídeo sensacional feito pelo referido: WWW.VITORIANOBARRADAO.BLOGSPOT.COM ).

De nada.

P.S Rebanho de hereges, seguinte é este. Quem quiser informações sobre o Movimento Somos Mais Vitória, favor acessar o SITE e se cadastrar. A luta é contínua. Saudações Rubro-Negras e democráticas.