Archive for julho \31\UTC 2010

A VIDA NÃO É FILME

julho 31, 2010

Só agora, passadas as regulamentares 48 horas, é possível fazer a indagação que inquieta a Bahia e uma banda de Sergipe: Que chibança ordinária foi aquela na Vila Belmiro na noite da última quarta-feira?

Antes de responder a este fundamental questionamento, faz-se mister (recebam, firuleiros, um mister pelos mamilos) salientar que o desempenho do Esporte Clube Vitória na referida peleja foi igual à influência do gêge-nagô na filosofia clássica alemã: Zero.

E já que adentramos no campo dos números, sucumbo também às estatísticas – este monstrengo que, hodiernamente, domina a análise pebolística. Assim, apresento-lhes um dado fundamental que explica quase tudo. Seguinte foi este. O ponteiro do relógio marcava 30 minutos da etapa inicial e o Santos ganhava de 1xo, porém o Leão só havia feito cinco faltas. Isto mesmo: somente cinco botinadas. Uma vergonha. Para que vocês tenham a noção exata do escárnio, os firulentos da vila, neste mesmo período, cometeram nove infrações, praticamente o dobro.

Aliás, para além da numerologia, o que chamava a atenção era o fato deplorável de que os jogadores do Rubro-Negro comportavam-se iguaizinhos àquelas mocinhas da sociedade que recebiam curso de boas maneiras na SOCILA. Nem parecia final de campeonato. Foram os 90 minutos mais afrescalhados da história do Ludopédio de Pindorama. Em todo o jogo não ocorreu sequer uma cotovelada, cuspe na cara, chute nos culhões, nada. Nem uma mísera dedada.

PUTAQUE PARIU O CURSO DE ETIQUETA SOCIAL!

Por conta disso, os meninos amarelos da vila soltaram a franga e desfilaram arrogância, soberba e uma dose inigualável de viadagem. Robinho ciscava, André rebolava e Neymar honrava o ipsilone no meio do nome. Aliás, se a puliça de São Paulo tivesse o mínimo de competência teria descido a madeira sem dó nem piedade no lombo do sacripanta logo após aquela patacoada na cobrança de pênalti. Uma cena (in) digna dos piores pastelões.

Por falar em cinema, o Santos não se sagrou campeão antecipado por falta de cultura cinematográfica. Se aquelas injúrias conhecessem Django saberiam que, assim na vida como no futebol, não há espaços para os piedosos. Porém, em vez de matar logo, eles brincaram de dar sobrevida ao inimigo.

Agora, na próxima quarta-feira a labuta é aqui na Bahia. E, no Barraquistão, eles vão aprender que não há lugar para encenações, pois a vida não é filme.

P.S Esta homilia é dedicada a  Lucas Brandão e  Marback que, do mesmo modo que este pacato locutor, também têm uma mentalidade pacífica.

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Lugar de jogador (também) é no xilindró

julho 22, 2010

No Brasil, jogador de futebol em atividade pode cometer os mais diversos delitos que nada acontece. Estão acima da lei. Os boleiros daqui já confessaram relações perigosas com traficantes, cometeram homicídios no trânsito, brigaram em boates e em ambientes menos nobres, sonegaram impostos, praticaram o crime de racismo – e nada. No máximo, alguns impropérios ininteligíveis nas malditas mesas-redondas esportivas e tudo volta ao normal.

É óbvio que minha incurável superficialidade não me permitirá desenvolver uma análise abalizada sobre as causas de tão estranho e complacente fenômeno. Se ao menos possuísse uma vocação maior para o embromechion, chion, chion, poderia até inventar uma teoria sociológica de budega a la arnaldo jabor (desculpe-me pelo palavrão) e escrever devaneios do tipo: “Os guerreiros que participam das epopéias nos gramados, os dramáticos deuses da chuteira, estão acima das retrógradas legislações, pois são imortais e não podem ser julgados pelas leis comuns”. No entanto, como ainda possuo um tantinho assim de simancol, resta-me somente sacar do coldre o indefectível cepacol e bradar:

PUTAQUEPARIU TÃO NEFASTA IMUNIDADE!!!

E esta nefasta imunidade do grito acima começa a ser construída com as brincadeiras. Se o deliquente é de nossa equipe, já está perdoado por vestir o manto sagrado. Quando é do time adversário, fazemos chacota e coisas do gênero, mas não cobramos punição – até porque precisamos preservar a mística de que jogador de valor é aquele que foge aos padrões da (mal) dita normalidade.

Sei que, ao ir de encontro aos que dão vivas aos outsiders, corro o risco de ser apedrejado nesta e em outras tribunas libertárias, mas estou aqui também para desafiar o coro dos descontentes. Não advogo que o futebol se torne um colégio de freiras. Nécaras. Contudo, impossível concordar que aquela máxima de João Saldanha (“não serve para meu gerno, mas joga em meu time”) seja levada a um paroxismo tal que acabe se transformando numa apologia dos mais diversos crimes e atos covardes praticados por boleiros.

Por isso, repito a frase que vai no título: Lugar de jogador de futebol (também) é no xilindró.

Porém, antes que algum bunda de cararu venha me acusar de ser um indignado de ocasião, de estar agindo em causa própria, informo logo: Minha ojeriza a esta lamentável (e incompreensível) impunidade é muito anterior à chibança patrocinada ontem no Barradão pelos jogadores do Goiás. Prova disso é que tanto o título quanto o primeiro parágrafo destas prosopopéias foram retirados de um texto publicado no mês de junho do ano da graça de 2008. Aos incréus, eis o linque AQUI, Ó.

Desculpe-me se agora não rio à toa, mas neste momento não há motivos para festa.

P.S. 1 Em relaçãoa ao técnico do Goiás, silenciarei. Aquela injúria humana nem vaia merece.

P.S. 2 Amañhã farei a resenha do jogo.

Vitória sobre a empáfia

julho 20, 2010

Ao contrário do que pensam os milhares de ouvintes desta intimorata emissora, o silêncio deste prolixo locutor nas últimas 48 horas não é decorrente daquele fenômeno futebolístico que assombrou a Bahia e uma banda de Sergipe no sábado à noite. Aliás, minto. É também, mas não só isso. Na verdade, o mutismo neste período ocorreu por conta de uma,digamos assim,  desorganização no organismo. Seguinte foi este. O sacana do Michel Silva, fornecedor (lá ele) oficial de uísque e outras mumunhas nas dependências do Santuário, deixou de ir ao jogo “porque tinha marcado com antecedência para ir ver uma peça de teatro”.

PUTAQUEPARIU A XIBUNGAGEM!!!

Então, como não consigo raciocinar sóbrio, tive que subir a ribanceira em direção às budegas do Alto da Alegria, lá no pacato Nordeste de Amaralina, para tentar normalizar os níveis de sangue na canjebrina que corre em minhas veias (ou seria vice-versa?). Não importa. O fato é que agora já posso começar a mais esperada, abalizada, vilipendiada e  aliterada resenha do Vale das Pedrinhas e adjacências.

E em verdade vos digo. Inicialmente, pensei em ocupar este microfone fazendo concessão aos clichês e falando sobre a quebra do tabivisky (vá fazer rima lá na casa da zorra). Porém, lembrei-me de que tudo sobre tão delicado tema já foi dito de forma definitiva por minha amiga Catarina Cristo. CONFIRAM AQUI,Ó  

Portanto, creio que, mais do que refletir sobre o passado, a análise sobre a peleja do último sábado deve servir ao futuro.

Como assim?”, questiona a moça do shortinho Gerasamba, que andava mais pessimista do que os escrotos radialistas baianos (perdão pela tripla redundância).

Seguinte.

Se formos analisar friamente, apenas no papel, é óbvio que o elenco do São Paulo é superior ao do Vitória. É fato também que os paulistas têm muito mais estrutura e outras filigranas. Porém, a garra, a raça, gana e (por que não?), a disposição tática demonstradas contra os bambis provam que é possível enfrentar um adversário qualificado e brocar. A lição do jogo de sábado, que servirá para o duelo contra o Peixe, é a seguinte: A empáfia dos metidos a superiores pode ser derrotada.

Repetindo: A empáfia dos metidos a superiores pode ser derrotada.

Então, é isso. Desafiar o improvável já funcionou contra o São Paulo e pode (e vai) funcionar novamente contra o Santos.

É por tudo isso que vou repetir a seguinte prosopopéia que já larguei aqui: “As meninas da vila devem dançar com a bunda encostada na parede porque a madeira vai gemer em 29 idiomas”.

P.S Ô, rebain de desocupados, vejam, hoje e sempre os vídeos de Cury. Recebam.

httpv://www.youtube.com/watch?v=xboJpo_zcfQ

Farsa, tragédia e um tanto assim de heroísmo

julho 16, 2010

No dia 5 de setembro do ano da graça de 2009, desci a ribanceira rumo ao Rio Grande do Sul para orientar o Vitória na peleja contra o grêmio. Naquela ocasião, assim como agora, havia uma certa desconfiança em relação à equipe. Porém, eu fazia (e faço) fé na fé da moçada. E a rapaziada do Rubro-Negro não fugiu à luta. Encarou a equipe portalegrense da forma mais digna possível, sem se acovardar – ao contrário do que esperavam e pregavam as aves de mau agouro. E tão brioso  comportamento do passado se repetiu na última quarta-feira.

O problema é que outras situações menos nobres também se repetiram.

A primeira e nefasta coincidência é que os assopradores de apito eram de Goiás. E, não bastassem nascer naquela terra de sacana, os canalhocratas possuiam uma vocação irremediável para o furto. Tanto Elmo Alves Resende Cunha , o sacripanta de 2009, quanto André Luiz de Freitas Castro, o fidumaégua deste ano, fizeram de tudo para enojar meu baba.

Da mesma forma que naquela ocasião, anteontem o Vitória também saiu na frente e teve chance de matar o jogo. Porém não bateu os pregos no caixão e os juízes ladrões (descumpe a redundância) fizeram o favor de ressuscitar o tricolor gaúcho. Em 2009, o tal do Elmo inventou uma expulsão de Magal, quando Lúcio do Grêmio acabara de fazer falta muito mais grave. Em 2010, o tal do André deixou de marcar um pênalti claro em Elksson e ainda o presenteou com um cartão amarelo.

Da mesma forma que naquela ocasião, anteontem o técnico do Vitória fez besteira. No ano passado, Mancini (que deus o tenha) colocou Marco Aurélio em campo e o grêmio foi pra cima (de lá ele). Anteontem, Ricardo Silva mandou Vilson para a zaga e o sufoco se repetiu. Aliás, Marco Aurélio e Vilson são dois pés de geladeira do cabrunco. Tanto um quanto o outro, quando vestem o manto a zorra inflama. Só um banho de folha. Deus é mais.

Porém, isso são águas passadas que movem movem redemoinhos (copiraite vicenten mateus).

O fato é que, como não diria o menino Marx, a história se repetiu como farsa e tragédia, mas também tivemos como saldo um tanto assim de heroísmo. O time mostrou que tem brio e está aí para desafiar o coro dos descontentes. Portanto, vamos fazer fé na equipe, rebain de sacanas.

P.S.1 Muitos ouvintes ficaram sem compreender os porquês que levaram Viáfara a falhar de forma tão bisonha no gol do Grêmio. Pois agora eu explico. O problema foi que El Paredon compareceu  a quase todos os Copa do Nordeste para ver Vinicius atuando. Parece que a porra é contagiosa.

P.S 2 Continuo botano pra v~e tauba lascá ni banda lá na tuita. WWW.TWITTER.COM/INGRESIA

O TEMPO URGE E RUGE

julho 13, 2010

Daqui a coisa de uma quinzena, mais exatamente no dia 28 de julho, o Brasil e o Vitória (o que dá no mesmo) começam a decidir seus destinos: Além de encarar um adversário mimado pela imprensa, será preciso também se libertar da síndrome de vira-latas para se afirmar definitivamente no cenário do Ludopédio. Portanto, é o momento de expurgar toda e qualquer vacilação. Repetindo: é o momento de expurgar toda e qualquer vacilação.

Pois muito bem.

Faço o alerta acima porque, faltando apenas duas semanas para o início da batalha, é triste constatar que a diretoria do Vitória está sendo negligente com um ponto essencial: a presença de torcedores do Rubro-Negro lá em Santos.  Não é possível que até hoje ainda não se tenha uma resposta clara sobre a questão dos ingressos para o jogo na Vila Belmiro.

PUTAQUEPARIU A FALTA DE ESCULHAMBAÇÃO!!!

E nem adianta a desculpa de que é a direção santista que está embarreirando. Nero ar. Até porque, no próprio site oficial do EC Vitória já saiu aviso sobre a prioridade de ingressos para conselheiros, o que nem discuto o mérito. Porém, outro dia vi um anúncio de uma empresa de turismo atrelando uma quantidade de ingressos a um determinado pacote. Isso me parece algo inadmissível. Assim como foi feito com os conselheiros, o justo seria priorizar os que possuem o SMV.

Mas, quá. Agora mesmo, na referida página oficial do clube, está no ar uma promoção da OAS oferecendo UM (repetindo, UM) ingresso para sorteio. Nem graça eu acho.

Enquanto isso, fica uma guerra de (des) informação. A diretoria ocupa os microfones para se queixar, dizer que os santistas só disponibilizaram 600 e poucos ingressos. Porém não informa se a disgrama destes ingressos já foram todos vendidos. 

Então, o que pode acontecer é que o espaço reservado para o Vitória lá em Santos corre o risco de não ser ocupado nem por estes 600 e poucos.  E, ato contínuo, a imprensa escrota (desculpe a redundância) começa o fatídico e inverídico discurso de que a torcida Rubro-Negra não apóia o time.

Este (péssimo) filme eu já vi.

Lembro novamente que, no Baianão, os torcedores Rubro-Negros compareceram em número maior do que as injúrias de itinga. No entanto, os radialistas e outros vermes ficaram repetindo a ladainha de que os segundistas eram os retados, os porretas e os tais, que até Wallace, que deveria se preocupar com a disgrama de minha zaga, comeu este reggae.

Por isso, diretoria, não é possível mais vacilação. Faz-se necessário um pronunciamento rápido e transparente sobre a real situação dos ingressos. A Bahia e uma banda de Sergipe querem saber: Todos os 600 e poucos já foram negociados? Há possibilidade de ampliar o número para 1.500? Até que dia? Qual local de venda?

Estas respostas precisam ser dadas logo, pois o tempo urge e ruge.

P.S Outras chibanças aqui, ó     WWW.TWITTER.COM/INGRESIA

É HORA DE VOLTAR À LABUTA

julho 12, 2010

Agora, com o término daquela embromação na África do Sul, todo brasileiro que ainda possui vergonha na cara tem o inadiável dever moral de se desbruçar (lá ele) sobre o principal problema  que atormenta a nação. Qual seja: A (momentânea) queda no futebol praticado pelo Esporte Clube Vitória.

É fato que, neste primeiro semestre, a equipe Rubro-Negra não chegou a apresentar um futebol de alto nível. Na verdade, nem de nível mediano. Porém, neste período, compensava-se a falta de qualidade com doses extras de raça e garra. Não foi à toa que, sem poder louvar craques ou esquemas táticos, a torcida começou a elogiar o “time de guerreiros”.

No entanto, desde o começo do Nordestão o time juntou dois pecados capitais: falta de técnica e de vontade.

PUTAQUEPARIU A MARESIA!!!

Aliás, a chibança teve início antes mesmo estréia contra o CRB. Na época, sem o mínimo de cerimônia, os jogadores decidiram enojar o baba, desmerecendo a competição que ora se iniciava. É fato que o próprio compeonato já começou todo torto. Porém, jogo a jogo, eles conseguiram ser piores do que os organizadores. Não houve sequer uma apresentação digna de registro. 

Por tudo isso, encerro esta trasmissão por aqui – até porque este texto já está muito longo para o pequeno futebol apresentado. Apenas vou repetir o mantra entoado desde a noite de sábado pela população do Norte e Nordeste de amaralina.

CHEGA DE BORÉSTIA. É HORA DE VOLTAR À LABUTA.