O PREÇO DA COVARDIA

Antes de tudo, peço desculpas pelo errôneo título que ilustra este texto. Confesso que o mesmo foi publicado de forma açodada, sem maiores reflexões. Na verdade, ele me veio à mente logo após a vergonhosa partida diante do Ceará, quando o time entrou em campo já derrotado. Então, repito: pensei, sem uma análise mais aprofundada, que estávamos apenas pagando o preço pela covardia.

Agora, porém, passada a ira inicial, posso corrigir e destacar que o pior adversário do Vitória no momento não é a covardia, mas sim a mesquinhez. Afinal, o medo nos leva à derrota numa batalha; já o preço da mesquinhez, da falta de ousadia, é a perda da honra. E, neste Brasileirão, amigos, a verdade é uma só: Ou a diretoria muda urgentemente sua visão tacanha, ou estamos condenados à vergonha, ao escárnio.

É óbvio que a austeridade atualmente aplicada tem sua importância. Inclusive, é de se louvar que este ano nos livramos de empresários inescrupulosos (desculpem-me a redundância) que nos empurravam as mais estúpidas contratações. Porém, não nos livramos de uma concepção economicista de burocratas que acham que Futebol pode ser gerido como uma quitanda. Não pode. Futebol, todos sabemos, não se resume a um negócio puro e simples, pois envolve paixão.

E o caminho mais rápido e fácil para o prejuízo neste campo é não se atentar para este dado fundamental. Afinal, sem time competitivo não há torcida. E, sem torcida, o clube perde seu maior patrimônio. Não é possível que voltemos à concepção daquele ex-presidente que afirmava que o Vitória não precisava de sua torcida. Isto é inadmissível. A caixa registradora não pode nos cegar a este ponto. Afinal, a mais importante mudança nos últimos anos foi exatamente o retorno dos Rubros-Negros ao estádio. E, com eles, o soerguimento do Leão, inclusive financeiramente. E já que a atual diretoria se guia tanto por números, seria importante verificar o quanto o aumento da torcida nos estádios proporcionou de arrecadação no período recente.

Além disso, tem um dado subjetivo, mas que não pode ser esquecido. A elevação da auto-estima também produz lucros, pois aumenta-se a venda de produtos e as empresas passam a olhar o torcedor-consumidor com outros olhos. Não é possível que tudo isso seja esquecido em nome de um mero balanço contábil. No mundo do Futebol nem sempre dois mais dois são quatro. E, muitas vezes, o barato sai muito caro. Uma queda à divisão inferior (batam na madeira 568 vezes) pode trazer prejuízos incalculáveis.

Some-se a isso outra burrice fundamental. Qual seja. Em vez de garimpar jogadores razoáveis (nem digo bons, pois sei que não temos, ainda, condições de competir com os times do eixo), a diretoria gasta energias querendo tirar injúrias  meeiras do antigo rival. Quando será que a atual direção vai compreender que eles, atualmente, não são parâmetros para o Vitória?

VÁ MATAR O DEMÔNHO!!!

E para que não digam que não tratei do jogo contra o Ceará, digo que tudo que aconteceu lá em Fortaleza é reflexo desta política canguinha e estúpida. E, para não me alongar mais ainda, exemplifico com a triste sina da lateral-esquerda.

Ouçam.

Desde que foi contratado, Egídio, que já num é este caldo de cana contaminado todo, ficou mais tempo no estaleiro ou suspenso do que jogando. E, em seu lugar, o que temos? Maruim. Francamente. Um time que leva a campo um lateral daquela qualidade não quer impor respeito a ninguém. Nem aos adversários, nem aos seus torcedores.

Isto pode parecer apenas um dado isolado, mas não é. E o castigo de ter levado um gol aos 48 minutos do segundo tempo exatamente naquele setor foi O PREÇO DA MESQUINHEZ, não apenas da covardia.

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18 Respostas to “O PREÇO DA COVARDIA”

  1. Cury Says:

    Rapaz, parece que o Vitória tem dois times. Um que entra cpm sangue no olho, em busca do gol e só sossega quando faz… E outro que entra muxoxo, xumbrega, sem vontade… O primeiro joga no Barradão o segundo em qualquer outro estádio do Brasil.
    Tem que acabar com isso.

  2. lucas Says:

    heheheheh….caldo de cana contaminado todo!

  3. valmerson Says:

    A verdade é que Fábio Monteiro tem a razão quando diz que o Esporte Clube Vitória, precisa ser uma misura da Gestão de PC E Alexi, sendo Alexi na questão administrativa-politica e PC no setor de contratações ai sim teriamos um Leão rugindo alto!

  4. washington lima Says:

    VA MATAR O TINHOSO,EU JÁ TÔ COM A CABECITA DE LA MADRE INCHADA.

  5. diego Says:

    concordo com tudo,inclusive com o tom mais serio desse texto.
    só nao concordo com uma coisa:
    o sumiço da morena com shortinho do gerasamba,isso eu nao admito!
    cadê ela,meu velho!?
    vumbora vitoria!

    • Franciel Says:

      Diego, ela tá virada nos seiscentos demônhos. Mas, disse que voltará já, já, igual a Getúlio Vargas, nos braços do povo.

  6. carlos da caixa Says:

    Seu menino, sinceridade? O o vitorinha não mereceu mesmo o empate que quase conquista. Os últimos anos, tem sido uma constante fora de casa, seja qual for o treinador. Parece até uma orientação da diretoria. Resultado: joga com mêdo e perde o jôgo. Se tem que perder, porque não jogar prá frente? O pior que pode acontecer é perder, é o que tem acontecido. Mas, e se ganhar? Entrando sem mêdo, o adverssário certamente será mais contido, trazendo com isso o equilíbrio. ´Falar da qualidade e quantidade de jogadores não justifica pois, em casa, o comportamento é outro.

    • Franciel Says:

      Meu velho, desculpe-me, mas discordo.

      É fato qeu o time cresce no Barradão, como todas as equipes que crescem quando jogam em casa. A questão neste ano é falta de elenco, pois até mesmo no Barradas temos passado sufoco. Basta lembrar que fomos derrotados pela carniça, não tropeçamos no vasquinho por uma armadilha da sorte, já que eles jogavam melhor e contra o flamengo não houve jogo por conta da chuva.

      Então, memso em casa fica claro que nosso plantel é esquálido e quando falta dois titulares é um deusnos acuda.

      Fora não pdoeria ser diferente.

      Em relação à Copa do Brasil, a verdade é que pegamso adversário muito meeiros.

  7. Cury Says:

    Senhores, mais uma vez desculpem o atraso e a mudança de tema:
    Texto e vídeo da semi final da Copa do Brasil contra o Atlético – GO:

    Texto:
    http://www.vitorianobarradao.blogspot.com

    Vídeo:

  8. Geraldo Says:

    Franciel, vc falou que este ano nos livramos dos empresários que nos empuravam (lá neles) jogadores abaixo do nivel, mas se vc observar mesmos sem os empresários trouxemos várias carniças (Valmir, Vilson, Fernando, Renato, Swhenk, Pimentel, Adailton, Bambam) tenho certeza que pior que eles só Mauro Galvão a unica contratação que foi feita com acerto foi o ônibus invejando o Tabajara que contratou o vaca junior.

    • Franciel Says:

      Mas, Geraldo,
      aí tem uma vantagem fundamental: preço e perspectiva. Nos anos anteriores, recebíamos (lá eles) umas carniças da terceira idade a preço de ouro. Este ano, menos mal.

      Destes que você citou, por exemplo, Adailton e Bam bam, creio que ainda têm futuro, pois muito jovens e já mostraram nas categorias de base de fortaleza que podem produzir alguma coisa. Mas, idade também não é fundamental. Vilson tem 22 anos, mas acho que nao aprende mais a jogar bola.

      O que não é o caso de Fernando, que conhece de Futebol. Sherec o Vitória já tentou mandar embora e Pimentel já foi.

      Portanto, neste quesito específico há uma diferença em relação ao ano passado, quando chegamos a ter mais de 40 jogadoresno plantel.

      • Franciel Says:

        Ah, sim. Esqueci de Valmir, que já se picou e de Renato. Este último me esqueci por conta de umas substâncias não recomendadas pela Carta Magna.

  9. Pedro Caribé Says:

    Meu velho, você esqueceu que o lance do gol começou com Jackson perdedo bola no ataque. Só ele e um zagueiro do Ceará, em velocidade.

    Jackson…

    • Franciel Says:

      Esqueci, não, meu velho. É que peguei o exemplo do muruim (deixa em caixa baixa, maestro), para ilustrar.

      Jackson, do time de Feira, também é sinônimo desta política.

  10. Deivid Says:

    Olhe seu Françuel, de fato, temos que contratar melhor.
    Mas eu defendo a política de pés no chão rigorosamente seguida pelo nosso gestor maior.

    Se não fosse ele, com certeza estaríamos iguizinhos ao rival… Nas divisões mais inferiores, sem jogadores querendo vir pra cá por falta de pagamento e os credores ainda mais ferozes e ganhos ainda mais bloqueados…

    Agora a torcida incolor está fazendo a maior festa… tão até querendo a voltar a discutir… é mole?

    O finado está contratando… você acha que vai conseguir pagar???

    Deixe estar, deixa rolar mais uns 3 ou 4 meses e vc vai ver a crise no finado… afinal, vc acha que eles vão conseguir manter a harmonia num clube que não vai conseguir pagar os salários dos jogadores?Você acha que vai ter hamonia num grupo em que uns ganham 150mil, e outros 5 mil? Já começou, pois um dito jogador importante deles só fica se aumentarem o salário… e a diretoria disse que não vai dar.

    Poderíamos ser nós! Nessa situação.

    Graças a nossa diretoria não estamos!

    O Vitória ainda vai nos dar muitas alegrias neste brasileiro, anote aí.

  11. Paulo Carneiro Says:

    Apenas um reparo ao texto e uma correção.Não precisam simpatizar comigo nem lembrar do que construi no Vitoria, mas contar uma mentira muitas vezes aos ouvidos dos outros soa como uma verdade absoluta.Nunca disse que não precisava da torcida.Não esqueça que era político e eleito pela torcida, pois nunca fiz política partidária.Criei vários programas de sócio torcedor a partir de 1997 e o ultimo “Sou mais Vitória”perdura até hoje e com resultados. Esse fato aconteceu numa entrevisata na TV Educativa quando afirmei aquela altura que a presença da torcida significava apenas 8 % do Orçamento de Receitas do clube.Ou seja o clube estava caminhando mesmo com a pouca presença da torcida no Estádio.Nunca afirmei que o clube nao precisava da torcida,pois não sou estúpido.Quando conclui o Barradão era para usá-lo junto com a torcida para ganharmos os jogos e os títulos, e parece que a decisão se mostrou acertada.Na minha gestão ganhamos quase todos os títulos da história do nosso clube.Foi apenas uma demonstração de como a receita de bilheteria refletia no quadro de receitas do clube, naquele ano que sinceramente não me lembro mais.Podem ser críticos mas não sejam injustos e cuidado com o que ouvem por aí.

    • Deivid Says:

      Nisso o Carneiro está certo, apesar de não concordar com muitas coisas na sua administração, e aprovar a política de pés no chão da atual diretoria, essa história com a torcida foi exatamente como o Paulo Carneiro citou…

      A imprensa na época é que deu muito mais alarde a essa notícia do que ela merecia…

      E se formos olhar, não é só no Vitória, na media de renda do ano passado, a renda de bilheteria ficava como 6º lugar… Veja bem, estou falando de renda de bilheteria, e não da torcida em si, pois se não fosse a torcida os clubes nem exitiriam, ou teriam a força que tem.

      Vejam que a bilheteria não é tão expressiva assim, e não é só o Vitória que a renda com bilheteria é baixa… o Vitória está na média:

      http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/0,,MUL1278033-9825,00.html

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