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Putaquepariu o Mercosul!

setembro 23, 2009

Antes de propriamente realizar a análise abalizada sobre a tragédia de ontem à noite, aquela hecatombe histórica que colocou o Maracanazo no chinelo, faz-se necessária a seguinte correção: Ao contrário do que reza a lenda, os verdadeiros falsários na América Platina não são os paraguaios, mas sim os vizinhos do lado oriental, os uruguaios, este rebain de hijos de puta.

Aos que estranharam esta linguagem áspera deste pudico e pacato locutor, informo que estou agindo assim porque esta cambada de sacanas tem a escrota tradição de sempre vender gato por lembre – especialmente para o Rubro-Negro.

É fato que o golpe de ontem à noite no Centenário foi doloroso (Aliás, o glorioso Estádio, talvez prevendo o desastre, decidiu ficar completamente vazio), mas a chibança contra os baianos começou há tempos imemoriais.

No ano da graça de 1973, por exemplo, há um caso clássico – relatado pelo pesquisador Ubiratan Brito e que contarei no sexto parágrafo -, que ilustra muito bem o comportamento destes canalhocratas.

Seguinte foi este.

Como é público e notório, naquela época o Brioso Rubro-Negro tinha um planejamento razoavelmente modesto: queria dominar o mundo. E, dentro desta estratégia, começou a formar um time fora de série, espetacular, coisa jamais vista na Bahia e numa Banda de Sergipe. Basta lembrar que a equipe era puxada pelo trio elétrico formando por Osny, Mário Sérgio e André Catimba.

Porém, para atingir os tais objetivos, era preciso mais. E foi por isso que a diretoria decidiu buscar reforço internacional.

Então, uns empresários escrotos (desculpe a redundância) apresentaram uma porra de um zagueiro uruguaio, que esqueci o nome agora, dizendo que o referido era o cão de calçolão chupando manga em dia de neblina; que havia jogado no Peñarol, que era cotado para a Celeste Olímpica, entre outras mumunhas.
Ato contínuo, a desinformada diretoria do Vitória (parece que estou falando do atual diretor de Jorginho Sampaio, né?)  resolveu trazer Tottin (lembrei o nome do desinfeliz) que, descobriu-se depois, nunca tinha jogado nem no Peñarol de Canavieiras – se é que em Canavieiras tem Peñarol.  

Pois muito mal. O tempo passa, voa e os uruguaios continuam com o dom de iludir.

Antes da partida de ontem, eles espalharam aos quatro cantos que tinham um time fraco (mentira, foram 3º colocado no último campeonato uruguaio), que eram apenas um genérico do argentino (“se o original tá do jeito que tá”, fizeram nos pensar) e etc e coisa e tals.

Tudo culhuda.

E, com menos de 10 minutos, a madeira já estava gemendo no lombo do displicente time do Vitória, que entrou em campo achando que poderia ganhar o jogo a qualquer momento. Logo em seguida…logo em seguida porra nenhuma. Chega!

Agora, é arrumar os panos de bunda, voltar pra casa e correr atrás, na frente e do lado do prejuízo durante os 90 minutos e os acréscimos na próxima quarta-feira pra brocar estes sacanas no Santuário do Barradão.

Putaquepariu o Mercosul!

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