Archive for 16 de setembro de 2009

Vindicta ainda que à tardinha

setembro 16, 2009

No me recuerdo se já ministrei aqui aulas sobre tão filosófico tema (se já, relevem), mas a verdade que salva e liberta é a seguinte: Convicção é uma bicha traiçoeira. Basta um descuido e…vupt, ela desembesta e nos deixa órfãos de nossos mais arraigados axiomas – se é que os axiomas podem ser arraigados. Mas, não importa. O fato é que nem mesmo as infalíveis certezas sobrevivem a esta lei universal.

Antes de prosseguir, aviso à praça: não pensem que este parágrafo acima é apenas mais uma embromação acaciana metida a erudita. Não é só isso. Tal tese foi comprovada empiríca e cabalmente no último domingo. Até então, acreditava piamente naquela tradicional classificação para os goleiros: Ou é maluco, ou é viado ou acumula as duas funções. Porém, depois de presenciar a atuação de Marcos, esta minha convicção esmoreceu. Percebi que há um outro tipo que habita a pequena área: os vingativos. E esta raça de gente não tem limites.

Vejam, por exemplo, o caso do referido guarda-metas.

No ano da graça de 1993, o Palmeiras formou o maior time de sua história. Foda-se a Academia. O escrete da década de noventa tinha muito mais craques do que o de 20 anos antes. E, mais importante: possuía no elenco um zagueiro com nome de zagueiro: Tonhão. Só este fato já bastava para comprovar a superioridade daquela equipe em relação à de Ademir da Guia.

Mas, derivo.

O fato é que Marcos, que já estava no Parque Antártica desde 1992, foi alijado daquele grupo espetacular. Não participou sequer de uma partida do Brasileirão/93, que terminou com o Palmeiras ganhando o título em cima do BRIOSO Vitória. Por conta disso, ele nunca perdoou o Verdão. E tramou sua vingança. Decidiu que, toda a vez que o time paulista fosse enfrentar o Rubro-Negro, ele entregaria a rapadura. Era uma forma de devolver a humilhação de que ele havia sido vítima.

Como vingança é um prato que se come frio, Marcos esperou exatamente uma década para colocar seu sórdido plano em prática. E, nas oitavas de finais da Copa do Brasil de 2003, ele realizou estripulias que fariam corar até o frangueiro Mazaropi, do Grêmio. Confiram aqui.

Pois muito bem. Quando todos pensavam que o traíra já tinha dado sua missão por encerrada, ele voltou a atacar. E novamente enojou o baba do Palmeiras neste último domingo. Para tentar tirar de tempo, Marcos largou a seguinte prosopopéia: “Mesmo se fosse o Manchester jogando no Barradão ia tomar sufoco”.

O golpe não funcionou. A entregada foi tão vergonhosa que chamou a atenção da diretoria do Palestra. Não foi à toa que Belluzzo disse que vai proibir Marcos de defender (defender é modo de falar) a meta palmeirense em jogos contra o Vitória.

P.S.1 Agora, vejam vocês se sobrenome não é destino. O referido goleiro foi agraciado na pia batismal com um Silveira Reis. É um traidor nato.

P.S.2 Este samba-protesto vai para João Gilberto, Dorival Caymmi e para a dupla sertaneja Zeno & Cesarotti.

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Serviço de Utilidade Pública

setembro 16, 2009

Sei que muitos desocupados que frequentam esta budega poderiam estar fazendo coisas muito piores, como matando, roubando ou torcendo para o time de Itinga, mas creiam, hereges, há algo muito melhor para se fazer.

O quê?

Visitar o blog de Cury, por exemplo. 

Anotem o endereço aí.

http://www.vitorianobarradao.blogspot.com/ 

Repetindo ao modo de exercício de fixação.

http://www.vitorianobarradao.blogspot.com/

 

De nada.