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Se puede? Si, és possible

maio 20, 2009

Caso eu me guiasse apenas pelo cartesianismo de budega que viceja nas análises pebolísticas hodiernas (vide PVC, tubos e conexões), recorreria agora às frias estatísticas para demonstrar por x + y, noves fora nada, que o brioso RUBRO-NEGRO vai massacrar o vasco neste jogo de volta da Copa do Brasil. Afinal, nas sete partidas realizadas no Solo Sagrado, o Leão ganhou as sete e meteu exatos 22 gols, o que dá uma média de 3,1428571428571428571.

Mas, nunca fui idiota da objetividade para achar que futebol vive de dízima periódica. Nécaras. Sei que os números não mentem, mas, quando torturados, confessam.

Por isso, irmãos, minha crença na brocança pra cima do ex-timaço da colina e atual dama-de-companhia daqueloutro que habita o subsolo dos porões do ludopédio de Pindorama firma-se em outros valores. E um destes dogmas, que sustentam a fé deste religioso locutor, é exatamente a HONRA, o amor à camisa por parte dos Santos Meninos da Toca. Aliás, Wallace, o guardião da zaga, o mostro da zona do agrião, já deu a IDÉIA (deixa o acento, revisor fidumasanta!). E, na prelação, RAY-BAN MAN também falou em nome deste SENTIMENTO que parecia alijado do futebol-negócio, mas que retornará nesta noite inolvidável (recebam, incréus, um inolvidável pelos mamilos).

E foi exatamente por ter este mesmo entendimento que o menino Paulo Galo, estudioso do balipódio em 18 idiomas, largou as seguintes palavras da salvação: “Nesta quarta-feira, no Monumental de Canabrava, o Esporte Clube Vitória escreverá uma das mais lindas páginas do futebol brasileiro – dessas que ninguém será capaz de esquecer por décadas”.

Maktub.

Outra prova de que o universo conspira a favor do Leão vem dos céus. Ao abrir as torneiras, São Pedro beneficia o Vitória duplamente. Primeiro, afasta os pés-de-geladeira do Santuário Ecológico (Vão para o cinema, rebain de miséra). Segundo, proporciona a ressurreição de Nadson, que alguns apressados chamaram de Finadson.

Como assim?

Ora, sem sol, não tem festa na Bahia. Sem festa, ele larga a farra e a maldita canjebrina e dedica-se às suas maiores artes: o futebol e a predestinação. Vai retornar brocando.

Não bastasse tudo isso, este visionário locutor que vos sopra profecias ainda comprou 15 litros de cepacol e 8 pares de alpercatas de couro cru na Barroquinha. Estas para rumar na cabeça de algum sacana que pare para respirar por 15 segundos que seja. Já aqueles líquidos sagrados servirão para ajudar nos tradicionais gritos que emocionam até os mais céticos:

UMBORA TRI-TÓ-RIA, CARAJO!

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