Archive for 2 de maio de 2009

É hora de ganhar no grito

maio 2, 2009

Se torcida ganhasse jogo, a China venceria todas as Copas do Mundo, seria imbatível”.

A princípio, esta frase parece ser verídica, quase um axioma (recebam!). Porém, quando a analisamos pormenorizadamente (tomem!), percebemos que ela é uma das mais falaciosas (segurem!) da história do ludopédio.

Senão vejamos.

Primeiro que os chineses ainda não abriram os olhos para o futebol, permitindo que a paixão pela bola fique entranhada em suas almas. Segundo, e principalmente, porque torcida não se mede apenas pela quantidade, mas sim pela qualidade.

Para embasar minha tese, citarei dois exemplos recentíssimos, envolvendo a galera rubro-Negra.

Há exatos 15 dias, Carpegiane (o homem do RAY-BAN mais estiloso do Brasil) estreava no comando do Vitória contra o Juventude sob vaia de uns canalhocratas que se guiam apenas pelos escrotos radialistas baianos (perdão pela repetição, mas estas redundâncias são inevitáveis). Como consequência, o time fez uma partida sofrível sendo salvo pelo faro matador do maior artilheiro do Brasil: Neto Baiano. Sim, senhor, o referido é o maior e melhor artilheiro do país. (Porra de Ronaldo Nazário. Este Gorducho é mais é de comer queijo e botar o ás de loscopita para pegar rato).  

Mas, derivo.

O fato é que na segunda partida sob o comando de RAY-BAN MAN no Barradão contra o poderoso Atlético de Alagoinhas, a equipe continuava praticando um futebol sem empolgação. Eu disse continuava, pois, por um destes fenômenos inexplicáveis, a torcida do Vitória começou a gritar o nome de VANDERSON e a fazer a mais bela homenagem que se tem notícia nos 26 continentes.

Pois muito bem. A partir de então, o Leão incorporou um espírito guerreiro de fazer despertar até os faraós da Barra e de Itapuã. A voz das arquibancadas contagiou todo o time e proporcionou a maior metamorfose psicológica desde Kafka e sua barata. Luciano Almeida, até então apático, transformou-se em um impressionante gladiador e ganhou o manto titular.

E a vibração não parou mais. Na partida seguinte contra o itinga, na nossa casa de veraneio, novamente a massa Rubro-Negra deu show, proporcionando o maior espetáculo jamais visto em Pituacivski. E repetiu a dose no Santuário na última quarta-feira contra o Atlético Mineiro, vibrando com tal intensidade que cheguei a escutar os gritos daqui de São Paulo.

Aliás, por falar na paulicéia, nem posso mais sair aqui nas ruas que a multidão grita logo:

UMBORA BITÓRIA, CARAJO!

É isso aí. Chegou a hora de continuarmos ganhando no grito. Repetindo: 

UMBORA BITÓRIA, CARAJO!

Anúncios