Além das vastas emoções e pensamentos imperfeitos, o Ludopédio é pródigo em proporcionar frases geniais, conforme é de conhecimento da culta população do Norte e Nordeste de Amaralina. Inclusivelmente (dá-lhe Odorico Paraguacivisky), já foram feitos diversos trabalhos sobre a questão, tais como Futebol em Frases (Cláudio Dienstmann); As melhores frases do futebol (Ivan Miranda); 90 Minutos de Sabedoria – A Filosofia do Futebol em Frases Inesquecíveis.
E a zorra não se resume apenas à literatura, não. Há pouco mais de um mês, o historiador Raul Milliet defendeu tese de doutorado com o seguinte tema: “Quem não faz, leva: uma análise das máximas e das expressões do futebol brasileiro”. Na referida obra, assim como nos livros, há um desfile da sagacidade de monstros sagrados da estirpe de Nelson Rodrigues, Neném Prancha, João Saldanha e Gentil Cardoso.
Porém, na minha imodesta opinião, as frases mais marcantes foram ditas por três outros que não estão nesta lista: Bill Shankly, Xico Sá e Sotero Monteiro. O primeiro, técnico e escritor escocês, que fez história comandando o Liverpool, pronunciou a solene prosopopéia: “O futebol não é uma questão de vida ou morte: É muito mais importante do que isso”. Já o outro, com o couro curtido no árido sertão do cariri, largou a seguinte: “Homem que é homem muda de sexo, mas não muda de time”. Já o último frasista, treinador de Ypiranga e dono do Hotel Calçada, travou o seguinte e antológico diálogo na chegada de Antonio Mário ao time.
Esse moço joga muito!”
Como? Se ele ainda nem treinou?
Jogador bom a gente conhece no arriar da mala.
Pois muito bem.
Todos que conhecem um pouco do pebolismo, já haviam percebido que Rildo, no arriar das malas, não tinha vocação para craque – até porque jogador de futebol, quase sempre, obedece ao seguinte destino: “Ou aprende a praticar até os seis anos – ou esqueça”. E o referido atacante do Vitória não foi contemplado até a referida idade.
Porém, no murrinhento jogo contra o Sport ele fez uma jogada de craque. É óbvio que não me refiro àquele gol estrambótico, mas sim ao momento seguinte. Logo após balançar as redes pela primeira vez nesta segundona, ele saiu desembestado, saltou as placas de publicidade e correu para fazer sua melhor jogada até o momento com a camisa do Vitória: beijou o escudo recém-implantado no Santuário, ajoelhou e fez reverência ao torcedor.
Os céticos podem dizer que foi uma jogada de marketingue barato, porém discordo. Afinal, Rildo poderia fazer estas danças ridículas para agradar programas esportivos ou correr para a câmara e realizar qualquer uma destas presepadas tão em moda.
No entanto, ele decidiu mostrar, simbolicamente, para todos quem é que deve receber homenagens no futebol: O Torcedor, aquele que, irracionalmente ou não, sofre, chora, vibra e ama.
Depois deste ato, Rildo começa a se candidatar a ter um papel no Vitória mais relevante do que o que ele foi (e é) até hoje: apenas um atacante ciscador. E nem venham dizer que o gol dele foi feio porque como já sentenciou o menino Dadá Maravilha: “Não existe gol feio. Feio é não fazer gol”.
P.S E por falar em jogada de craque, o Movimento Somos Mais Vitória, a cada dia que passa, tem realizado lances sensacionais. Se você também acredita que futebol não é antônimo de democracia, cadastre-se no site www.somosmaisvitoria.com.br e venha também fazer história, ajudando a construir um novo momento em nosso Clube.
junho 20, 2011 às 7:00 pm |
È sêo Françuel
Bem lembrado, Rildo além de aprender a dançar com a garota do shortinho gerasamba, aprendeu também a comemorar como gente grande.
Acho que vou expandir o estoque(me permita o mechã…) da loja “Calcinha Show” , pois daqui a um futuro bem próximo a clientela irá aumentar bastante.
junho 20, 2011 às 7:11 pm |
Citei o mesmo fato na minha modesta resenha.
Cara de fuinha botô pra lenhá.
junho 20, 2011 às 10:25 pm |
Riberildo, o mago.
Man, passei mal de rir, mais uma vez, com suas palavras. Parabéns!
junho 20, 2011 às 11:35 pm |
To pensando em fazer uma tese com o seguinte tema…”Um cém sem estrelas. A trágica odisséia do Esporte Clube Vitória por um título brasileiro.”
Tem muita fonte a esse respeito….kkkkkkk
junho 21, 2011 às 1:22 am |
Esse “Rizho” é um tipico torcedor da sardinha,enquanto o jahia só toma pau ele fica ai vendo estrelas…
junho 21, 2011 às 5:26 pm |
“ele fica ai vendo estrelas…”
Kkkkkkkkkkkkkkkkk
concordo man.
Enquanto ele está preocupado com Riberildo, acho q ele deveria ficar de olho no baralho do Jahia divulgado pela Secretaria de Segurança Pública
Confiram:
http://www.imagebam.com/image/6b9910136496243
junho 21, 2011 às 9:22 pm |
Melhor ser sardinha na primeira que pititinga na segunda! kkkkkk
E que adianta ter jogadores que nao faz arruação que so bebe leite que dorme cedo, que mora com a vó….e nao subir!!! kkkkkkkkk
Aposto que vcs queriam um Jobson hoje no lugar de HorRildo! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
junho 22, 2011 às 4:20 am |
É Rizho, melhor é contar com jogador dopado, né? Se preocupe não, sua sardinha vai nadar nadar e morrer na segunda que é o lugar dela.
Já quem nasce para Leão, ruge alto e mostra sua força!!!
junho 22, 2011 às 10:30 am |
O velho Sotero para Petrônio, sentindo a intensidade das canjibrinas entornadas pelo lateral do Leônico antes do coletivo: “Petrônio, meu filho, fale de curva, por favor, fale de curva”.
Beijar o escudo do time que defende na hora do gol pode ser um gesto automático, mas diante das dancinhas babacas e da grosseria de jogar a camisa no chão se reveste de alta nobreza.
junho 22, 2011 às 5:33 pm |
Mas, Anrafel, não foi o escudo da camisa, não, meu velho. Foi o escudo do clube que foi implantado no solo sagrado. Rildo parecia o papa joaõ paulo II.
junho 22, 2011 às 4:11 pm |
SN,
Aí eu vi um nariz de cera.
Mas, falando do que sempre interessa – o Vitória, é claro -, Rildo ainda tem muito escudo pra beijar e se ajoelhar pra merecer minha confiança. E Edson, hein!?! Que fiasco. Já Esdras, excelente. Entrou e com pouco tempo mostrou porque não pode ser banco nesse time.
Que venha a macaca!
junho 24, 2011 às 11:56 pm |
Franciel, como Baiano e traidor que és (desculpes a redundancia e se discordas, vide as traições baianas aos movimentos republicanos) largas-te a ImpedCORP.
No entanto, como Pernambucano e ESCROTO que sou (desculpe novamente pela redundancia) vos pergunto: QUANDO VOLTARÁS??
excluindo o bairrismo tenho saudades de teus belissimos textos no impedimento.org! começo, por fim, a campanha VOLTA FRANCIEL!!!
junho 26, 2011 às 2:40 pm |
Voltarei. E voltarei igual a Getulio. Nos braços do povo.
Deixe só eu terminar de organziar o Movimento e orientar o carnaval.
SRN
junho 24, 2011 às 11:57 pm |
tambem me juntei ao MSMV… só pra constar!
junho 27, 2011 às 5:35 pm |
Lamentável que esse movimento “somos mais vitoria” tenha o unico intuito de destruir, vejo neste movimento todas as caracteristicas de uma oposição politica irracional:
Lema do movimento:
” quanto pior, melhor ”
Objetivo :
Enfraquecer a diretoria para se colocar como solução ” democratica ” de sucessão.
Como agir:
Vaiando o time insistentemente, colocando outros da arquibancada inadvertidamente na arapuca.
Criando blogs quem fazem criticas acidas ás pessoas que compõe time e diretoria para minar individualmente cada um.
Nunca incentivam, sempre esculhambam os pontos fracos da gestão e do time como o objetivo de denegrir.
Como nova forma de agir, eis que inventam uma maneira de dar voz a Viafara não com o intuito de homenagea-lo, mas para usar a raiva que o torcedor que o admira como jogador sentiu quando ele foi dispensado, aumentando os poucos seguidores.
Antonio Carlos
junho 27, 2011 às 11:05 pm |
O que é realmente lamentável, cidadão, é fazer julgamento sem conhecer algo.
Nem a carta de princípios do Movimento você se deu ao trabalho de ler.
Nunca apostamos no quanto pior, melhor. Ao contrário. Quando o Movimento surgiu, o time estava numa situação periclitante. E, mesmo a diretoria tendo rasgado o estatuto, preferimos não entrar na justiça para não tumultuar o ambiente. Só escrevemos a carta diretamente à diretoria sobre o malfadado pleito depois da competição. E agimos de forma franca, entregando a carta sem intermediários.
Se fôssemos oportunistas, teríamos formado chapa ou entrado na justiça para tumultuar o ambiente. O próprio Falcão reconheceu publicamente nossa postura correta e franca. Pergunte a ele o que ele acha do movimento.
Mais uma falácia sua: Nunca vaiamos o time. Ao contrário. Fizemos textos para todos os associados solicitando incentivo ao time.
Não criamos blog algum para fazer críticas às pessoas que compõe time e diretoria. Este meu blog já existe há mais de três anos. O de Larissa Dantas, que também é do Movimento, é do globo esporte. Ou você acha que a globo está nesta conspiração também?
Em relação aos pontos fracos da gestão, mostramos diretamente para a diretoria, tanto para Alexi , Falcão e Beto Silveira. Pergunte a eles o que falamos.
Já em relação a Viáfara, faz parte de um projeto amplo denominado “Encontro com o Ídolo’ e foi sugerido por um associado ainda quando Viáfara era goleiro do Vitória.
Portanto, cidadão, procure se informar para não cometer injustiças – se é que você se pauta por interesse sincero em contribuir para o fortalecimento do Clube.
junho 30, 2011 às 4:12 am |
seu franciel, meu bom baiano (fica estranho BOM e BAIANO numa frase só, né?) fico feliz em saber que voltarás a impedCORP, hj li um texto do douglas cecconello (acho que se escreve assim) que me deixou “abestalhado” (só nordestino da gema RUBRO-NEGRA conhece). Gostei muito do MSMV, como torcedor do SPORT CLUBE DO RECIFE, fico me perguntando quando um movimento dessa qualidade surgira por aqui… no mais abraços!
julho 4, 2011 às 6:39 pm |
Pernambucano de merda, hein? Isso sim não soa estranho.
Nem o nome do clube que torce sabe escrever.
Um movimento desse nível surgirá aí no dia que vocês esqueceram a Bahia e os Baianos e pararem com esse recalque ridículo.
julho 5, 2011 às 7:31 am
Juvenal meu querido… não fiques assim… eu adoro a bahia e os bahianos (só não consigo gostar de axé), por isso me dou o direito de brincar com eles(vocês) não é recalque, faço o mesmo com os gauchos (e tenho 3 grandes amigos no RS). o estranho é que o bahiano com que, eu brinquei, não se doeu… por que isso então?? vou deixar um conselhinho pra vc, deixe de lado o bairrismo, afinal, somos todos humanos aqui ou em CUBA.
abraços!!
ah! eu errei mesmo o nome do clube que torço… pena não? deve ser pq apesar de torcer para o Sport Club (sem o “E”) do Recife, não concordo muito com essa ideia de agregar palavras em inglês ao nosso idioma((já se perde muito de cultura sem esse mal habito). acho até que deveria ser EsportE clubE dE recife (está escrito assim pra ressaltar as mudanças que eu gostaria.), mas nem sempre dá pra ser do meu jeito.
abraços de novo, pra finalizar o texto e tua magoa com nós pernambucanos.
PS: deve ter percebido que ignorei tuas ofensas e te tratei de forma educada (mesmo com erros de portugues), peço que me trate de forma igual da proxima vez que referir-se a mim.
PS²: na pressa de resolver nosso mal entendido esqueci de responder aqui! desculpa aí!
junho 30, 2011 às 4:16 pm |
Resumindo a replica de Franciel, alusiva ao comentário deste tal de “Antonio Carlos”, seja lá quem ele seja:
” VÁ TOMAR NO CÚ, IMBECIL!”
Descordar, faz parte da democracia. Não saber o que fala, faz parte da torcida do Jahia.
Haroldo Mattos
julho 5, 2011 às 7:29 am |
Juvenal meu querido… não fiques assim… eu adoro a bahia e os bahianos (só não consigo gostar de axé), por isso me dou o direito de brincar com eles(vocês) não é recalque, faço o mesmo com os gauchos (e tenho 3 grandes amigos no RS). o estranho é que o bahiano com que, eu brinquei, não se doeu… por que isso então?? vou deixar um conselhinho pra vc, deixe de lado o bairrismo, afinal, somos todos humanos aqui ou em CUBA.
abraços!!
ah! eu errei mesmo o nome do clube que torço… pena não? deve ser pq apesar de torcer para o Sport Club (sem o “E”) do Recife, não concordo muito com essa ideia de agregar palavras em inglês ao nosso idioma((já se perde muito de cultura sem esse mal habito). acho até que deveria ser EsportE clubE dE recife (está escrito assim pra ressaltar as mudanças que eu gostaria.), mas nem sempre dá pra ser do meu jeito.
abraços de novo, pra finalizar o texto e tua magoa com nós pernambucanos.
PS: deve ter percebido que ignorei tuas ofensas e te tratei de forma educada (mesmo com erros de portugues), peço que me trate de forma igual da proxima vez que referir-se a mim.
julho 22, 2011 às 1:47 pm |
Aproveitando o ensejo… Gostaria de saber onde posso acompanhar seus comentários Sir Franciel, porque são de grande valia…. Refiro-me até mesmo em outro endereço eletrônico, se for o caso…. Abs, Anderson.
Obs: Não deixe de comentar….sábias são as tuas palavras.
julho 31, 2011 às 3:19 pm |
É esse jogador que você quer no seu time? Desequilibrado? Batendo no árbitro? Beleza!!
Ah ah, uh uh, que torcida é essa?
agosto 1, 2011 às 9:04 pm |
Me recuso a acreditar que o último post do blog seja sobre o, desculpem a força de expressão, jogador de futebol Rildo.
E discordo de Franciel quanto à época de se aprender a prática do ludopédio. Há que se considerar o poder de superação do pretendente. Lúcio, o zagueiro da seleção, por exemplo, é um caso típico de quem aprendeu a jogar bola pelo Mobral.