Alô, som, testando. Um, dois, três, testando. Alô, som, testandooo…
Testando uma zorra. O negócio agora é à vera. Plantão rigoroso, sopa de tamanco, pau puro (lá nele). Neste Brasileirão vai ser assim. Ferro na boneca.
Porém, antes de subir nesta tribuna intimorata (fariseus, recebam uma intimorata e amaciem na caixa torácica) para a mais esperada resenha do Norte e Nordeste de Amaralina, vou retornar a palavra ao RAY-BAN MAN, o cara de óculos mais estiloso da Bahia e de uma banda de Sergipe. Ouçam novamente as palavras da salvação que nosso técnico largou logo no desembarque.
“A diretoria já me apresentou alguns jogadores, mas eu neguei todos. Não podemos trazer mais atletas para empilhar no elenco – se for assim, prefiro utilizar a base”.
Dito e feito.
A diretoria continuou sua política de inchamento do elenco, trazendo jogadores fantasmas, que a gente nunca vê, tipo Nill, Ernandes e Saavedra, então o menino Carpegiani não contou conversa: botou a base para jogar. Mais do que isso, prestigiou os atletas que atuam na Bahia. Resultado: os dois gols da equipe contra o Atlético Paranaense foram marcados exatamente por duas crias da Casa, Leandro Domingues e Wallace.
Sei que algum espírito-de-porco espinho argumentará que na partida de hoje começamos apenas com o zagueiro-artilheiro e Victor Ramos. É fato, mas informo que também vestiram o manto logo no início da peleja outros jogadores revelados nesta província besta e bela, tipo Bida (ex-Ipitanga), Apodi (ex-Real Salvador) e, principalmente, o menino Robson (ex-Atlético de Alagoinhas).
Aliás, a escalação deste rapaz serve para nos livrarmos de vez do complexo de vira-latas – este provincianismo incurável que acha que só presta o que vem de fora. Às vezes o contrário é o verdadeiro. Observem que desde o início do ano padecíamos de um representante na lateral-esquerda (ala é a puta que o pariu), com várias carniças vindas de outras paisagens enrolando naquele setor. No entanto, o único que jogou algo parecido com futebol foi exatamente o menino Robson.
Mas, derivo. O fato é que terminamos o jogo hoje com nada menos que sete atletas revelados na região: Wallace, Victor Ramos, Bida, Robson, Uelliton, Leandro Domingues e Adriano (Joga, Adriano, ainda faço fé em você, sacana).
Isto serve para os zés ruelas aprenderem que, mais do que milagres, os santos da casa respeitam nossas cores e praticam um futebol de responsa. Em 1993 foi assim e agora será melhor. Não é à toa que quase nem consigo escrever estes rabiscos por causa dos gritos que tomaram conta de uma romaria agora no Norte e Nordeste de Amaralina:
VIVA OS SANTOS DA CASA!
VIVA OS SANTOS DA CASA!
VIVA OS SANTOS DA CASA!
Amém e
UMBORA TRI-TÓ-RIA, CARAJO!